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Primeiras impressões: Skautfold: Moonless Knight

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História

Nas primeiras horas de Skautfold: Moonless Knight, a proposta até chama atenção. O jogo mistura uma ambientação inspirada no Japão imperial com elementos de horror cósmico e criaturas no estilo Lovecraft. A trama acompanha Gray von Reuenthal, um cavaleiro enviado em uma missão para impedir um grupo de cultistas conhecidos como Lunatics de causar um evento misterioso chamado “opening”.

A ideia parece interessante no começo, principalmente pela mistura de fantasia sombria com referências orientais. O problema é que a narrativa rapidamente perde força. Os personagens quase não evoluem durante a campanha e o protagonista acaba sendo muito sem personalidade. Além disso, vários diálogos têm erros de escrita, frases estranhas e momentos em que os personagens usam expressões modernas que quebram totalmente a imersão.

No fim, a história até tem conceitos legais, mas a execução não consegue sustentar o clima que o jogo tenta construir.

Gameplay

Moonless Knight mistura exploração estilo Metroidvania com combate inspirado em Soulslike. O principal destaque fica para o sistema de Guard, que funciona como uma mistura de barra de defesa e stamina. Tanto o jogador quanto os inimigos possuem HP e Guard, então controlar esse recurso é essencial durante as batalhas.

O combate oferece esquiva, defesa em 360 graus, parry e cancelamento de golpes, o que parece promissor na teoria. Porém, na prática, tudo acaba sendo meio travado. Os ataques são lentos, os movimentos pouco fluidos e lutar contra vários inimigos ao mesmo tempo vira algo frustrante rapidamente.

O jogo também possui diferentes armas, como espada, lança e espadão, mas elas acabam parecendo muito semelhantes entre si. Isso reduz bastante a sensação de variedade durante a progressão.

Outro detalhe curioso é o sistema de evolução. Os atributos aumentam conforme o jogador usa determinadas ações. Desviar melhora esquiva, usar armas aumenta proficiência e apanhar aumenta HP e Guard. A ideia é diferente, mas acaba incentivando grind e não conversa muito bem com o restante da gameplay.

Na exploração, o jogo segue a fórmula tradicional de Metroidvania, liberando novas áreas através de relíquias e habilidades especiais. Só que a exploração não é muito recompensadora. Há bastante backtracking confuso, poucos segredos realmente interessantes e um mapa que não desperta muita curiosidade para continuar explorando.

Gráficos e Som

Visualmente, Moonless Knight tem alguns sprites bem detalhados, principalmente nos personagens. Algumas áreas também conseguem criar um clima sombrio interessante. Porém, vários cenários parecem simples demais e a câmera em visão superior não ajuda muito na leitura dos ambientes.

As animações são rígidas e certos locais possuem uma aparência meio serrilhada e sem profundidade. Em alguns momentos, até fica difícil diferenciar paredes do chão por causa da iluminação e das texturas.

A trilha sonora funciona bem para criar a atmosfera sombria e misteriosa, mas também não entrega nada muito memorável. Ela cumpre seu papel, mas dificilmente vai ficar na cabeça depois que o jogo termina.

Primeiras Impressões

Skautfold: Moonless Knight tem ideias interessantes e tenta misturar vários estilos diferentes em uma única experiência. O problema é que quase nenhuma dessas ideias é realmente bem desenvolvida. A ambientação chama atenção no começo, mas a história perde força rápido, o combate é travado e a exploração não consegue passar aquela sensação marcante que bons Metroidvanias costumam ter.

A impressão inicial é de um jogo com boas intenções e conceitos criativos, mas que acaba tropeçando bastante na execução.

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