Boa Leitura!

Pragmata | PS5 Review

Agradeço ao grupo Patobah por me conceder espaço para publicar a minha review do mais recente lançamento da Capcom, Pragmata, jogo que levei em média 14 horas para finalizar apenas a campanha principal (que corresponde a mais ou menos 80% dele), joguei do início ao fim em um Playstation 5 Slim.
Pragmata | PS5 Review Pragmata
Pragmata

Introdução

Pragmata não é apenas mais uma história de “robôs que ficaram malvados”, foi além de tudo que eu esperava e se tornou um dos meus jogos favoritos, com direito a choradeira no final. Mas afinal, o que Pragmata tem de tão especial?

O game retrata um mundo futurista e com alta dependência em inteligência artificial, o grande monstro no armário da geração atual, resultando em desastres decorrentes do uso irrestrito dessa tecnologia.

História/Premissa

Pragmata inicia com um grupo de astronautas chegando a uma estação espacial localizada na Lua, estação essa que é utilizada para o estudo de um material conhecido como lunafilamento e sua aplicação na sociedade, o lunafilamento é um material extremamente abundante, de fácil manuseio e versátil, podendo até mesmo assimilar-se a pele humana, areia da praia, instalações enormes e acima de tudo é barato, o que o torna perfeito para grandes construções, porém sua resistência não é das melhores, portanto sempre que há algum problema, uma equipe especializada precisa realizar reparos. Somado a isso, o avanço da IA no universo do game proporciona robôs construídos para serem operários e controlados por uma IA central, chamada de IDUS, tudo isso combinado resulta em uma estação espacial inteira quase 100% livre de seres humanos, que mal poderia fazer né?

Um terremoto lunar se inicia e destrói o local onde os astronautas estavam, causando a morte da maior parte da equipe, mas por sorte Hugh, o novato e inexperiente engenheiro, é encontrado por uma criança, uma menina que na verdade é uma pragmata, um robô super avançado capaz de emular a vida humana quase perfeitamente, mas ela não tem memórias e está tão perdida quanto Hugh, que nesse momento a nomeia de Diana. Após esse sortudo encontro, robôs operários aparecem para atacá-los, algo que até então era impensável, a explicação disso é que por algum motivo IDUS identificou ambos como invasores e agora fará de tudo para se livrar deles, a última esperança da dupla de fugir disso e contatar a Terra é uma nave de transporte localizada no porto central da estação e para chegar lá precisarão de toda sorte e apoio um do outro.

É aqui que eu paro de falar sobre a história para evitar spoilers, mas posso afirmar que o game é uma montanha-russa de emoções, em vários momentos ficamos tensos, alegres, tristes, com raiva e essa sinestesia é o que me fez amar tanto esse jogo, mas também o relacionamento de Hugh com Diana e como ele se desenvolve a ponto de nos apegarmos aos dois. No começo do jogo Hugh debocha de seu colega por ser pai e fala que não queria ter filhos, mas por ironia do destino encontra justamente Diana e cria um laço parental com ela ao decorrer da jornada.

Além de uma história emocionante e personagens cativantes, o game utiliza seu espaço para criticar o uso irrestrito e a dependência da inteligência artificial para certas tarefas e a incerteza de que funcionários humanos serão substituídos por ela. Apesar de curta, a história possui início, meio e fim muito bem definidos e não procura se alongar mais do que deve.

Além da campanha há toda uma construção de plano de fundo através de arquivos e hologramas contendo segredos que encontramos pelo mapa, arquivos estes que contam sobre como era antes do IDUS enlouquecer e como os cientistas que trabalhavam na estação da DELPHIS temiam serem substituídos por IA ou como a empresa vivia espionando seus funcionários e encobrindo crimes e escândalos envolvendo o uso de lunafilamento para substituir órgãos humanos.

Pragmata

Hugh e Diana

Com certeza o tópico mais importante desse game não é a jornada em si, mas a relação entre os protagonistas, ambos têm seus momentos de destaque e amadurecimento na medida certa e background bem elaborado, por mais que o jogo seja curto, eu sinto que conheci de verdade ambos, Hugh sempre falando das coisas que ele admirava na Terra, sobre sua infância como órfão, enquanto Diana está vendo tudo pela primeira vez e se espelha em Hugh, por mais que seja uma IA ela demonstra que tem sonhos e vontade própria de conhecer e explorar o mundo. A minha única crítica negativa sobre essa relação é que não há conflito entre Diana e Hugh, eles sempre estão alto astral, não sentem raiva ou se desapontam um com o outro, sinto que houveram oportunidades de criar um pouco de intriga entre os dois. Não precisava ser algo no nível de Joel e Ellie, mas poderiam ter dado algum destaque a emoções negativas, pois elas existem e fazem parte de qualquer relacionamento.

Pragmata
Diana

Gameplay

Sem dúvidas algo que Pragmata tem é uma gameplay cativante e divertida, não só bem responsiva e funcional, mas de fato algo fora da curva, em quanto Hugh possui um arsenal de armas incluindo pistola, espingarda, lança-mísseis, sniper e muito mais, Diana possuiu um arsenal de hacks e habilidades voltadas para expôr pontos fracos e incapacitar inimigos para que Hugh os finalize. Pode parecer complicado no começo ter que controlar dois personagens ao mesmo tempo, mas a capcom fez de uma forma esplêndida, conseguiu unir essas duas metades e criar uma sincronia que faz sentido e até simbiótica já que nenhum dos dois conseguiria enfrentar os robôs sozinhos.

Além disso temos também capacidade de customizar nossa gameplay usando armas, hacks e melhorias específicas de ambos, a Diana possui hacks térmicos para superaquecer os inimigos, hacks paralisantes, controle mental e muito mais são desbloqueados ao avançar na gameplay, Hugh por sua vez é bastante dependente do seu traje e suas melhorias são divididas entre as armas e funcionalidades da roupa, como por exemplo os propulsores que concedem esquiva e planagem, e melhorias de armas que aumentam dano, tamanho do pente e cadência de disparo.

Tudo isso pode ser acessado no Abrigo, uma instalação livre de máquinas e de Ias, onde Diana e Hugh se reúnem para descansar entre um ponto e outro da aventura, o abrigo pode ser acessado através de escotilhas localizadas geralmente antes de enfrentarmos algum inimigo poderoso ou área muito perigosa e em toda troca de capítulo recebemos uma chave de acesso de nível superior, assim liberando novas funcionalidades e melhorias para o abrigo. Sem dúvida a melhor funcionalidade dele é a interação que Hugh tem com Diana, dando-lhe e recebendo presentes além de podermos brincar de esconde-esconde e brincar com os itens que encontramos no mapa, como escorregador, carrinho de controle remoto e outros.

O mundo / atmosfera

O game se passa na Lua, como todos sabem, mas não é como a conhecemos, mas sim uma completamente tomada por construções impressas pelo IDUS, então veremos vários erros como carros em paredes, ruas que vão pra cima e outras bizarrices que apenas uma IA poderia imaginar, algo que vemos frequentemente quando usamos algum software de IA generativa. Apesar de todo esse caos da estação estar sendo destruída aos poucos e robôs assassinos por todo lado, o game possui uma atmosfera descontraída e até calma demais em alguns momentos, mas de tirar o fôlego em outros, contribuindo ainda mais para com a sinestesia.

Direção de arte

Não é de hoje que a capcom consegue construir cenários e alcançar gráficos incríveis com a RE engine e dessa vez não é diferente, Pragmata possui visuais incríveis que vão a réplica de cidades a florestas e até o oceano. O jogo aposta em gráficos realistas e expressões faciais de altíssima qualidade, além é claro dos designs criativos do cenário, porém tem alguns tropeços em relação a design de inimigos repetitivo e até desinteressante em algumas partes, mas quando se trata de chefes o jogo volta a brilhar já que todos possuem designs únicos e bem trabalhados. No quesito design de áudio e trilha sonora a capcom mostra a que veio trazendo músicas incríveis que melhoraram ainda mais a experiência e a imersão, bem como o trabalho sonoro quando estamos fora da estação, flutuando na superfície lunar onde não há propagação de som, portanto ficamos totalmente em silêncio, ou quando encontramos robôs gigantescos e escutamos o som metálico se retorcendo e se movendo.

Qualidade técnica

Pragmata funciona perfeitamente no Playstation 5, não encontrei bugs de textura, tive algumas pequenas quedas de fps, mas foram pouquíssimas e breves, também não tive problemas de progressão e/ou crashes.

Mais reviews? AQUI

PATÔMETRO
Conclusão
Pragmata não é um game perfeito, mas com certeza é um dos meus games favoritos e vou guardar no coração, pode ser um jogo que não vai agradar todo mundo, mas aqueles que derem uma chance não vão se arrepender. Já sinto saudades de Diana e Hugh, agora vou a busca de fazer 100% do game para ficar um pouco mais nesse universo tão divertido que a capcom criou.
História
10
Gameplay
10
Gráficos
9
Trilha sonora
10
Qualidade técnica
9
Notas do Visitante1 Vote
10
9.6
NOTA FINAL

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