Portal: Coleção Companheira é uma coletânea de Portal e Portal 2, jogos de puzzle desenvolvido e publicado pela Valve Corporation.

O jogo foi lançado para Nintendo Switch no dia 28 de junho de 2022 e é vendido somente como coletânea, não sendo possível comprar um jogo somente.
HISTÓRIA/PREMISSA
As histórias de Portal e Portal 2 são contadas pela visão de Chell, uma mulher que acorda nas instalações da Aperture Science como uma voluntária para testes de dispositivos fabricados para a empresa.
As instalações são geridas por uma inteligência artificial chamada GLaDOS, que é extremamente obcecada por testes científicos e acompanha Chell em cada etapa que ela é submetida para atravessar os testes.
Para realizar os testes, é utilizado o Dispositivo Portátil de Portais da Aperture Science, capaz de criar portais que permitem transpor-se de uma localização à outra instantaneamente. Como ainda é um dispositivo experimental, as câmaras de desafio criadas pela GLaDOS tem como tema central o mecanismo dos portais, buscando verificar sua eficiência e segurança.
Em Portal, a campanha foca na relação entre Chell e GLaDOS e em criar o fundamento da franquia e expandir o universo de Half-Life. Em Portal 2, são apresentados novos personagens e o foco é o passado da Aperture Science, expandindo o conhecimento sobre os primórdios da empresa e os primeiros testes.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
É possível criar dois portais: um azul e um laranja. Ao atravessar o portal azul, o jogador sai no portal laranja. Essa mecânica é o ponto central da coletânea e ambos compartilham a qualidade impecável da jogabilidade. Com o foco claramente em portais para seus puzzles, a física e a jogabilidade é extremamente polida e demonstra o nível de qualidade que é possível alcançar em jogos.
Além dos portais, os puzzles contam com outros elementos, como cubos e orbes de energia em Portal; e lasers e fluidos com diferentes propriedades em Portal 2. Os puzzles são extremamente criativos e podem ser desafiadores quando não se olha para eles do ângulo certo. Os elementos extras adicionam muito ao jogo e trazem novidade para o jogo, mesmo quando rejogado dezenas de vezes (que é meu caso).
Levando em conta que a coletânea é um port dos jogos originalmente lançados para PC, a tradução dos comandos de teclado e mouse foram muito bem feitos. Mesmo sacrificando a precisão de um mouse para um analógico, a mira dos portais ainda é fácil de ter precisão, além da movimentação estar bem natural para um controle.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A direção de arte é simplesmente brilhante. Cada jogo busca passar uma sensação diferente e isso é muito claro desde o design dos níveis até a trilha sonora. Portal quer passar a sensação de enclausuramento e desconhecido, enquanto Portal 2 quer passar a sensação de exploração do passado e ruínas do presente.
Portal tem níveis mais “limpos”, no sentido que a estrutura das câmaras está intacta e prende Chell nos desafios sem fim que ela deve cumprir para testar o Dispositivo Portátil de Portais da Aperture Science. GLaDOS possui uma voz monótona e presente em todos os momentos, lembrando que é ela quem comanda as instalações e está guiando os testes. Os níveis são menores e os espaços fechados, aumentando a imersão na sensação de enclausuramento.
Portal 2 tem níveis mais desgastados, com estruturas caindo aos pedaços e mostrando a estrutura por trás de cada câmara. Wheatley é introduzido como uma contraparte de GLaDOS e demonstra mais emoções em sua voz, principalmente em uma busca de fugir das câmaras. Os níveis são bem maiores e abertos, aumentando a sensação de grandiosidade das instalações e do jogo em si como uma sequência com escopo maior.
As trilhas sonoras são brilhantes e muito bem desenhadas para cada momento de ambos os jogos. Em momentos de tensão, as músicas são mais agitadas e constróem a tensão junto com os outros elementos do jogo. Em momentos calmos ou monótonos, as músicas exploram essa sensação e a aprimoram.
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Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red

