Plungeez é um jogo metroidvania e de puzzle desenvolvido pela Team Zeroth e publicado pela QUByte Interactive. O jogo será lançado para PCs, Xbox One, Xbox Series X|S, PlayStation 4, PlayStation 5 e Nintendo Switch em 13 de agosto de 2026. Agradeço à Team Zeroth e à QUByte Interactive pela licença fornecida para essa análise.

HISTÓRIA/PREMISSA
A história de Plungeez acompanha Bôni, uma encanadora do sistema público de tratamento de água que acaba caindo em um bueiro e se vê presa nas encanações do centro histórico de Salvador, Bahia. Seu parceiro de serviço, Cláudio, ajuda Bôni a atravessar o labirinto subterrâneo com dicas e orientações de como proceder para tentar escapar por um bueiro.2
No subterrâneo, Bôni encontra ferramentas, como desentupidores e uma chave grifo, que a ajudam a atravessar os obstáculos e reparar as encanações ali presentes. Acendendo fornalhas e explorando os caminhos de tubulações, Bôni precisa achar o caminho de volta para casa.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE
A gameplay de Plungeez é bastante inspirada em jogos metroidvania em 2D, mas com a diferença de não possuir combates. O foco principal do jogo é a exploração de caminhos alternativos e resolver os puzzles para acender as fornalhas e avançar para as próximas fases.
Os desentupidores que Bôni encontra servem como apoios temporários para subir em paredes e tubulações verticais, permitindo à ela subir em plataformas mais altas. A chave grifo permite que ela repare encanações e tubulações danificadas que tenham vazamentos ou impeçam o fluxo da água. Além disso, é possível achar uma roupa de mergulho para explorar as águas e encontrar segredos e outras utilidades.

No quesito plataforma, a curva de aprendizagem do jogo é bem íngreme. Por vezes, me deparei com desafios bem complexos e que cobravam entradas ágeis e precisas, com janelas de tempo bem pequenas para acertar o comando. O destaque vai para encaixar o desentupidor em tubulações no teto para saltar por espaços com pouca altura, principalmente os momentos em que o encaixe para o desentupidor tem apenas uma unidade de largura.
No quesito de puzzles, o jogo é bem complexo e com puzzles bem criativos. Diversas vezes, precisei olhar o puzzle com outra visão e, até mesmo, deixar um tempo de jogar para abordar o desafio com uma mente nova. O jogo equilibra bem a rampa de dificuldade dos puzzles e deixa uma experiência desafiadora e prazerosa de jogar.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A direção de arte segue um estilo de pixelart que é lindo e extremamente bem animado. O design da Bôni e do Cláudio, das tubulações e das ferramentas, tudo é muito detalhado e foi criado com muito carinho.

O destaque de direção de arte para mim são os tesouros coletáveis do mapa, que são referências claras à cultura brasileira e baiana. Desde um berimbau até uma garrafa de tubaína ou uma ficha da telebahia, as referências do jogo enaltecem nossa vasta e diversa cultura com um amor muito claro.
As músicas ambientam o jogo de forma constante e tranquila, enfatizando ainda mais a proposta do jogo: metrodivania sem combates, mas com puzzles e de forma mais leve que outros jogos do gênero.


Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red

