Quem cresceu frequentando fliperamas, clubes ou até bares provavelmente guarda boas lembranças das disputas acirradas nas mesas de pebolim, também conhecido como totó em diversas regiões do Brasil. Pimbolas, desenvolvido pela Nano Knight Studio e publicado pela Nuntius Games, resgata exatamente essa sensação, transportando o clássico jogo de mesa para os videogames sem perder sua identidade.

Mais do que simplesmente reproduzir o pebolim tradicional, o título adiciona novas mecânicas, modos de jogo e elementos imprevisíveis que transformam cada partida em uma experiência dinâmica e extremamente divertida. Com controles acessíveis, partidas rápidas e foco no multiplayer local, Pimbolas consegue equilibrar nostalgia e inovação de maneira bastante competente.
Gameplay / Jogabilidade
A primeira impressão é bastante positiva graças ao tutorial inicial. Em poucos minutos o jogador aprende todas as mecânicas necessárias para entrar em campo, tornando a curva de aprendizado bastante amigável até para quem nunca teve contato com o gênero.

Durante os testes, utilizei um controle, que claramente oferece a melhor experiência. Cada analógico movimenta um conjunto diferente de jogadores, enquanto os gatilhos são responsáveis pelos diferentes tipos de finalização. É possível executar chutes mais fortes, finalizações mais precisas e até aproveitar melhor as oportunidades de ataque dependendo da situação.
Embora possua poucos comandos, Pimbolas demonstra que simplicidade não significa falta de profundidade. As partidas exigem reflexos rápidos, bom posicionamento e leitura constante das jogadas, criando confrontos que permanecem divertidos mesmo após várias horas.
Outro diferencial é a mecânica de controle da bola. Em determinados momentos, é possível segurá-la temporariamente, atraindo-a como se fosse um ímã antes de realizar um passe ou chute. Como esse recurso possui duração limitada, ele adiciona estratégia sem comprometer o ritmo acelerado das partidas.

Também existe uma barra de energia que, ao ser completamente carregada, libera um poderoso super chute praticamente impossível de defender. Essa habilidade cria momentos bastante emocionantes, principalmente nas partidas mais equilibradas.
Variedade que muda completamente cada partida, um dos aspectos mais criativos de Pimbolas está na enorme variedade de bolas disponíveis.
Em vez de utilizar apenas uma bola de futebol tradicional, o jogo frequentemente substitui o objeto por versões completamente diferentes, como bolas de basquete, futebol americano, tênis, cocos e até um siri.
Essas mudanças não são apenas estéticas. Cada objeto possui peso, velocidade, quique e comportamento próprios, obrigando o jogador a adaptar sua estratégia constantemente. Uma bola de futebol americano, por exemplo, responde de forma completamente diferente de uma bola de tênis, tornando cada partida imprevisível.
As arenas também recebem modificadores que alteram significativamente a jogabilidade. Algumas adicionam goleiros extras, outras aumentam o tamanho das traves ou colocam ventiladores que empurram jogadores e bola ao longo da partida. São pequenas mudanças que impedem que a experiência se torne repetitiva.t

Apesar da proposta simples, Pimbolas oferece uma boa quantidade de conteúdo. O modo Arcade funciona como o principal desafio para quem joga sozinho. Cada cenário apresenta novos adversários e arenas bastante variadas, que vão desde um bar até uma partida disputada na Lua. O sistema de cinco vidas por tentativa incentiva o jogador a evoluir constantemente, enquanto a inteligência artificial oferece um desafio equilibrado, sem parecer injusta.
Já o modo Campeonato permite organizar torneios contra a inteligência artificial ou contra outros jogadores, recriando muito bem o clima das competições de pebolim.
O multiplayer local é, sem dúvida, onde o jogo mais brilha. A experiência lembra as disputas da infância, tornando-se perfeita para jogar com amigos ou familiares. Além disso, o suporte ao Steam Remote Play amplia ainda mais as possibilidades para quem deseja disputar partidas online.
Existe ainda um sistema de progressão bastante interessante. Conforme o desempenho nas partidas melhora como marcando muitos gols e sofrendo poucos, novos personagens são desbloqueados. Alguns deles, inclusive, fazem referência a outros jogos independentes, funcionando como uma divertida homenagem ao cenário indie.

As conquistas também incentivam a experimentar diferentes estratégias e modos de jogo, aumentando a longevidade da experiência.
Direção de Arte e Aspectos Técnicos
Visualmente, Pimbolas apresenta uma identidade bastante própria. Os personagens possuem aparência inspirada em brinquedos de montar, reforçando o clima leve e descontraído da aventura. A direção artística utiliza cores vibrantes, cenários variados e um estilo cartunesco que combina perfeitamente com a proposta arcade.
A variedade das arenas também merece destaque. Cada ambiente apresenta elementos visuais únicos que ajudam a dar personalidade às partidas sem comprometer a leitura da ação.
No aspecto técnico, o desempenho é bastante sólido. Durante os testes, as animações permaneceram fluidas mesmo nos momentos mais caóticos, quando vários elementos estavam simultaneamente na tela.
O trabalho sonoro acompanha muito bem a qualidade visual. Os efeitos dos chutes possuem impacto convincente, as diferentes bolas apresentam sons próprios e a trilha sonora aposta em músicas leves que combinam com o tom descontraído do jogo.
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Stay Awhile and Listen. Apenas um aficionado por games, quadrinhos e filmes. Redator do Patobah

