Em Mouse: P.I. For Hire, assumimos o papel de Jack Pepper, um ex-herói de guerra condecorado que agora ganha a vida como detetive particular. A trama mergulha fundo na estética noir: tudo começa com o desaparecimento de um mágico famoso, mas logo Pepper se vê emaranhado em uma conspiração repleta de policiais corruptos e gangues de criminosos que ameaçam mudar o destino de Ratópolis para sempre.
O estilo de animação dos anos 1930, aliado a essa pegada de máfia, traz uma personalidade única ao título. Personagens caricatos, exagerados e carismáticos dão um toque charmoso a um ambiente que, por definição, é sujo e perigoso.

Gameplay: Entre o clássico e o moderno
Como um legítimo boomer shooter, a influência de clássicos como Doom e Quake é evidente. No entanto, o jogo flerta com FPSs modernos ao oferecer uma natureza mais exploratória. Durante as fases, é possível encontrar segredos escondidos e pistas que alimentam o quadro de investigação de Jack.
Progressão e Arsenal
O início de Mouse: P.I. For Hire pode parecer um pouco cadenciado, beirando a repetição nas primeiras duas ou três horas. Mas a experiência se transforma drasticamente conforme o jogador desbloqueia novas ferramentas de destruição e habilidades especiais. O arsenal é variado e criativo, incluindo:
- Pistolas clássicas e a icônica Tommy Gun;
- Escopetas incendiárias e canhões;
- Armas peculiares, como uma equipada com um cérebro e outra com um raio congelante.
A movimentação também ganha camadas de dinamismo com o tempo, permitindo que Pepper execute pulos duplos com botas de mola ou use seu próprio rabo como uma hélice de helicóptero para planar.
O hub central e o quadro de pistas
Entre as investigações, retornamos ao escritório de Jack, um local confortável que serve de refúgio. Ali, preenchemos um quadro de pistas que, embora visualmente confuso (um clássico emaranhado de fios vermelhos), ajuda o protagonista a entender a conspiração.
Além do escritório, o hub central oferece um bar (onde interagimos com NPCs como uma repórter investigativa e o dono do estabelecimento) e uma oficina para upgrades de armas, gerenciada por uma figura que atua quase como uma filha adotiva para Jack.
Desafio inesperado e qualidade técnica
Não se deixe enganar pelo visual de desenho animado: o jogo é desafiador. Mesmo nas dificuldades fácil e média, espere morrer em confrontos com chefes afiados ou em salas entupidas de inimigos. A gestão de munição é crucial, exigindo que o jogador planeje cada aproximação.
Na parte técnica, o destaque absoluto vai para a trilha sonora de jazz, que dita o ritmo dos combates e faz o jogador “dançar na cadeira”. A dublagem também é de primeira linha, encabeçada pelo sempre excelente Troy Baker, que empresta todo o seu charme de galã ao protagonista.
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Jogador de terror profissional faço uns vídeos pro youtube as vezes, redator e RP de Hardware no Patobah.
