Luna Abyss é um FPS no estilo Bullet Hell onde o frenesi fala mais alto que qualquer coisa. É o primeiro jogo da Kwalee Labs, estúdio britânico subsidiário da Kwalee, conhecida por publicar alguns jogos como GRIME II e The Precinct, ambos lançados recentemente.

HISTÓRIA/PREMISSA
Você é Fawkes, ou pelo menos é como eleste chamam, você acorda como uma prisioneira condenada á 999 dias em uma prisão localizada em Luna, sem muitas memórias ou qualquer coisa que te lembre da sua vida passada, você se vê presa dentro de uma cela com uma criatura estranha falante chamada Aylin.
A premissa do jogo se desenvolve em torno do Abismo, uma região subterrânea de Luna, onde habitam perigos desconhecidos e segredos ainda mais ocultos. Você precisa cumprir certas tarefas designadas a você pelo Pai de Todos.
Nesse abismo, você encontrará tantas criaturas diferentes, tanto de personalidade quanto de visuais, e isso combina muito com o ambiente do abismo, onde você nunca vai saber o que virá pela frente.
JOGABILIDADE
A parte principal da jogabilidade desse gênero de jogo é definitivamente a troca de tiro, mas acho que nisso ele peca, apesar de ser bem fluído, achei que as armas eram muito genéricas. Não é como alguns outros desse estilo como DOOM e Ultrakill, que cada arma tinha sua estética e maneira única de se jogar.

A variedade de armas não é tão ampla, mas dá pro gasto visando que você não vai trocar tanto da arma principal, mesmo com os inimigos avançados precisando de armas específicas para seus escudos serem quebrados.
A mira do jogo é definitivamente algo a se falar, nem deveria existir. É literalmente uma retícula teleguiada no inimigo ou alvo, que não tem nenhum benefício em você atirar normalmente se tem isso no jogo.
A movimentação do jogo é boa, você consegue desviar das balas de uma forma satisfatória, você consegue andar de um lado pro outro com diversas formas de movimentar, como trilhos, o seu próprio dash e obviamente o pulo..

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
Apesar da direção de arte ser totalmente deslumbrante, com sua estética escura e com um tom bem forte vermelho, ele sofre com se parecer muito com os outros jogos da Unreal Engine, então mesmo com a tentativa de mostrar seu próprio charme, ele é ocultado.
Os designs dos personagens são o puro suco da estranheza, são criaturas que eu não faço a menor idéia de como foram feitas. Mas combinam com o jogo, já que ele mistura essa bizarrice com alguns elementos cyberpunk.
A falta de uma trilha sonora boa é a minha maior crítica, o jogo sofre muito com isso porque algumas batalhas de chefes poderiam ser muito mais épicas com um metal ou um estilo de música que combine mais com a vibe frenética do jogo. Em alguns momentos do jogo, ele começa uma trilha ótima, mas é num momento totalmente desconexo com a música.

Continuando em sons, o design de som do jogo poderia ser melhor trabalhado, alguns diálogos são ruins de se ouvir em comparação ao som ambiente do jogo, principalmente quando é no meio de uma batalha. Isso me fez perder algumas conversas importantes sobre a história do jogo, e acabei ficando perdido em certo ponto.
O jogo é muito bem otimizado em comparação com os jogos da mesma engine, ele rodou tranquilo no ultra a 60 FPS trancados, sem nenhuma queda. O único problema foi eu avançar para novas áreas e o jogo simplesmente parar para carregar, sem eu poder me movimentar.
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Um simples amante de jogos, loucamente apaixonado por survival horror.
