Com quase quarenta minutos de uma aventura casual de plataforma e resolução de problemas envolvendo o controle do tempo e a capacidade de retroceder, Looppip é uma carismática jornada desenvolvida pelo time da Petal Twirl Studio e distribuída pela Nuntius Games em parceria com a Vsoo Games.

Hoje trago para vocês como foi a minha experiência zerando a demonstração já disponível, pela qual torço para que você também jogue e aproveite para adicionar o título à sua lista de desejos.
Obrigado por seguir acompanhando e boa leitura.
Fases com quebra-cabeças em movimento.
Parte do material promocional e já mencionada por mim na abertura desta análise de demonstração, tem a mecânica de retorno no tempo de Looppip, como o que mais chama a atenção do público. Objetivamente e mecanicamente nas fases, você se vê acompanhado por um pequeno fantasma que registra seus passos e deixa rastros, dando-lhe a exata noção de onde reaparecerá caso decida retroceder.
Essa mecânica e o fluxo temporal aplicam-se apenas ao seu personagem, o que, por óbvio, torna-se a melhor ferramenta para atravessar obstáculos, escapar de inimigos e evitar danos. Afinal, seguindo a boa escola de clássicos como Mario e Kirby, o protagonista também conta com um limite de golpes que pode suportar antes de perder uma vida e retornar imediatamente ao ponto de salvamento mais próximo.
Também é interessante notar que as inspirações visuais das fases podem remeter a diversos jogos de diferentes eras, embora o sentimento predominante seja a mistura de nostalgia com o agrado de ter cores vibrantes preenchendo a tela o tempo todo.
Há um desastre em curso e a natureza parece ameaçada, mas isso não impediu os desenvolvedores da Petal Twirl Studio de conferirem uma sensação marcante de vida e vivacidade aos cenários.
Os quebra-cabeças também formam uma parte essencial da jornada e devem ser resolvidos enquanto você percorre o trajeto até o final da fase, um objetivo que só pode ser concluído ao coletar três colmeias espalhadas pelo caminho. Há ainda segredos no mapa, chaves especiais e mundos ocultos, mas esses elementos devem aparecer em dose maior na versão final/completa.
Desafio nos botões do mapa.
Essas fases iniciais disponibilizadas pelo time de desenvolvimento para o público, somadas àquelas que compõem o tutorial de movimentos e possibilidades, dedicam-se em boa parte à gestão de comandos e à compreensão do que cada botão pelo cenário, realiza.
Há fases mais complexas perto do final em que as barreiras que impedem o seu progresso ou o acesso a um segredo, exigem um cálculo de tempo cirúrgico: você precisa desativar as barreiras exatamente no momento em que a sua projeção do passado as reativa, garantindo que haja um lugar firme onde pisar. O que pode parecer confuso à primeira vista quando descrito de fora, faz todo o sentido na prática assim que você assume o controle.
É admirável notar como o time de desenvolvedores sabe equilibrar com precisão a frustração e o aprendizado, pois é nos momentos mais descontraídos e por meio de mecânicas didáticas como essa que se consegue entregar conforto, mesmo diante da derrota.
Gostaria muito de ver a exploração de ainda mais elementos dos cenários na versão final, mas o que eles escolheram mostrar até aqui é bastante promissor.
Agradecimentos.
Agradeço aos amigos da Patobah pela oportunidade e liberdade de trazer mais uma análise de demonstração, bem como pela seleção cuidadosa de fases que os desenvolvedores de Looppip tão atenciosamente escolheram para nós.
Meu muito obrigado também pela inclusão do português como idioma disponível desde já. Aguardo ansiosamente pelo lançamento definitivo.

“No gods or kings. Just ducks.”