Kusan: City of Wolves é um jogo de ação hardcore e de tiro com visão superior desenvolvido pela CIRCLEfromDOT e publicado pela PQube. O jogo foi lançado para PCs, Xbox Series X|S, PlayStation 5 e Nintendo Switch em 30 de julho de 2026. Agradeço à CIRCLEfromDOT e à PQube pela licença fornecida para essa análise e pela confiança no meu trabalho e na Patobah!.

HISTÓRIA
O jogo conta a história de Jin, um veterano de guerra que deixou o serviço de soldado para tornar-se um mercenário no submundo de Kusan. Nesta cidade asiática futurista, existem indivíduos com habilidades psíquicas que são alvos de pesquisas militares. Jin é contratado para proteger Haru, uma criança que está presa em uma instalação que realiza essas pesquisas.
Usando a experiência e equipamentos que obteve na guerra, além do apoio de Ayn, um membro da Agência de Segurança Nacional, Jin precisa enfrentar organizações criminosas e até mesmo agências governamentais para garantir a proteção de Haru e proteger a cidade de Kusan.
A campanha aborda temas complexos, principalmente sobre guerras. Cada personagem tem motivações que são construídas em camadas e trazem profundidade para toda narrativa. Nem tudo é aquilo que parece ser e o governo é ditatorial e manipula a opinião pública para aquilo que os governantes querem que a população pense. A narrativa é contada como quadrinhos entre as fases do jogo, mantendo um ritmo interessante para a história e trazendo uma identidade bem legal para a obra.
JOGABILIDADE
A jogabilidade de Kusan: City of Wolves é extremamente fluida. Sendo um jogo de ação hardcore e visão superior, assim como Hotline Miami, o foco principal é no combate e nisso o jogo brilha.
Para atacar, existem 3 mecânicas principais: socos, que usam a Mão Bélica para derrotar os inimigos instantaneamente em corpo a corpo; a Faca Quântica, que pode ser arremessada para derrotar instantaneamente em curto alcance; e armas, como pistola ou espingarda, que necessitam de mais de uma bala para derrotar os inimigos, mas alcançam distâncias maiores. Além disso, a Mão Bélica pode ser usada para abrir novos caminhos em cada mapa, achando atalhos para derrotar os inimigos mais rapidamente ou encontrando recursos a mais para melhorias.

A movimentação e o ritmo aqui são frenéticos, o jogo incentiva isso. Assim como você é capaz de derrotar inimigos com um golpe, os inimigos também derrotam você com apenas um golpe, ficar parado não é uma opção. Ao final de cada fase, um sistema de pontuação avalia a velocidade, variedade de combate e combo que realizou, fomentando o fator replay e testando a habilidade do jogador em cada mecânica.

O jogo ainda conta com um sistema de melhorias bem interessante, sendo basicamente encaixes para chips que fornecem novas habilidades ou melhoram as armas. Com o espaço limitado e sendo possível selecionar qual espaço desbloquear, torna-se bem divertido tentar organizar para usar ao máximo os espaços de melhoria disponíveis e conciliar com seu estilo de jogo.
DIREÇÃO DE ARTE
A arte de Kusan: City of Wolves foi feita com muito carinho, isso fica muito claro. O estilo de arte é baseado em pixel art para as fases e baseado em quadrinhos para as seções de narrativa. Os personagens são animais antropomórficos com designs muito bem trabalhados e detalhados, reforçando a identidade de cada um e do jogo como um todo. As animações são bem trabalhadas e aumentam ainda mais a sensação de fluidez do jogo.

A trilha sonora é a melhor parte da direção de arte para mim. As músicas se conectam muito bem com o ritmo acelerado do jogo e tornam a experiência ainda melhor. As faixas são de eletrônica e tem loops bem extensos, evitando a sensação de repetibilidade. Além disso, as transições de músicas, principalmente para os bosses, são muito bem feitas.


Mestrando em Química Analítica e gamer desde sempre. Maior defensor da CD Projekt Red