Boa Leitura!

KILLA | PC demo review

Antes de qualquer agradecimento, que satisfatório é poder não só conhecer KILLA e o seu misterioso universo, como saber que, por trás da publicação desse jogo, há um braço ativo de divulgação por parte do mais novo projeto da Toei, a Toei Games.
KILLA

Como consumidor por anos e anos das animações consagradas do estúdio, agora não só me sinto, junto a tantos outros fãs, animado com o que está por vir, como também confiante de que a escolha do estúdio BlackTangerine por trás dessa demo foi mais do que acertada. É um início sensacional para um futuro brilhante!

E DE ONDE PARTIMOS?

Nessa demo, de um teatro.

Aqui conhecemos a nosso protagonista que, ao ser despertada por uma amiga que logo se revela como Raphy, trilharemos, por um curto momento, uma busca em dois cenários pela resolução de um problema que parece ser o responsável pelas portas trancadas do teatro.

Raphy nos acusa de termos dormido e que, por isso, seria praticamente impossível recriarmos duas das principais peças do espetáculo e que, somente com elas, seremos libertos. Mas não demora para que as memórias venham à tona, quase como se a própria protagonista estivesse envolvida de uma forma que logo veremos porquê.

O MUNDO NÃO É O QUE PARECE

E é quando conseguimos resolver o segundo quebra-cabeça e finalmente sair de dentro daquele espaço que o que poderia ser uma sociedade aguardando pelo retorno dessas crianças, se converte quase que imediatamente, em um cenário do qual também a nossa sociedade, incessantemente foge: guerra, destruição, chamaseum tangível sentimento de ódio.

Não importa o quanto andemos, os prédios parecem seguir ardendo em chamas à medida que procuramos por algo familiar, só para então encontrar, no corpo docente do orfanato que parece ter sido o lar desta personagem por todo esse tempo, acusações de que a “sorte” que nos retirou das ruas, quando um aparente bombardeio foi iniciado, seria, inversamente, o mesmo azar responsável por condenar a vida daquelas pessoas.

Pela boca do diretor daquele lar para crianças carentes, temos nossa vida despedaçada e só nos resta fugir.

UMA NOVA AMIZADE

Nossa protagonista, ainda sem nome, parece ter vagado por tempo suficiente para que o cansaço fosse mais intenso que a força de vontade; só despertando quando pela voz de uma desconhecida, somos acordada com um prato de comida que significa mais do

que algo que vá matar nossa fome.

Para essa criança que controlamos, significa também um lapso sincero de conexão com a humanidade que parecia distante.

Como nas duas peças de teatro que resolvemos ao lado de Raphy, aqui finalmente me parece fazer mais sentido ainda que o que nós vimos e o motivo pelo qual nos lembrávamos tão bem do contexto daqueles cenários da peça, na verdade foi porque, em muito, nos recordavam da nossa própria história.

E, como no primeiro conto da órfã e seu mestre, aqui também somos adotadas. “Valhalla”, como o paraíso dos guerreiros, aqueles que nunca param de lutar pela vida; nós agora também somos batizados por uma mestra que parece entender nossa dor.

MAS O FINAL FELIZ, AINDA NÃO CHEGOU

A demo se encerra com o que parece ser uma passagem de alguns anos, com Valhalla maior e até corajosa. A garota não é mais uma criança, nem em tamanho, muito menos em mente.

Parece ter se ausentado por cerca de três a quatro dias, mentindo para sua mestra sobre um destino falso quando, na verdade, foi à odiosa capital, em busca do que parece ser mais conhecimento para, quem sabe, não só impressionar quem cuidou dela por todos esses anos, como também alimentar o seu sonho de se sentir útil, de reafirmar, dia após dia, que as palavras de maldição daquele Homem no orfanato em chamas, foram somente palavras e não sentenças.

Mas o que nossa protagonista encontra é, na realidade, o seu mundo desmoronando mais uma vez. A mestra está no chão, sangrando, machucada, irreconhecível.

No lugar do peito, um enorme buraco e, no rosto, uma expressão de quem não aguentaria por mais tempo. Ela parece confusa, balbucia palavras ao vento e nos deixa somente com um sentimento… dor. A dor de Valhalla que, sem conseguir se despedir de quem foi o mais próximo que ela teve de uma família, se converte, no último olhar que temos, em uma busca por vingança.

Uma que só veremos no seu lançamento.

KILLA É…

Sensacional.

Da arte escolhida à trilha sonora, passando por mistérios que não estão jogados, mas sim interconectados, Killa é realmente um investimento acertado da Toei, ao qual esperamos e desejamos não só sucesso, como também uma extensa parceria com o estúdio responsável pelo jogo.

O que estão construindo aqui, com maturidade e sabedoria nas escolhas, pode muito bem ser, eventualmente, e daqui a alguns anos, mais um daqueles jogos que vêm na surdina e conquistam completamente o nosso coração.

Agradecemos a oportunidade de testar essa demo e convidamos você, que ficou curioso lendo essa review comentada, a também ir atrás e baixar imediatamente o que será, ainda, uma das grandes experiências para o catálogo da Toei.

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