SEU UNIVERSO.NOSSA PAIXÃO!

Boa Leitura!

Just Dance: Decades of Hits | Nintendo Switch Review

  • Home /
  • Review /
  • Just Dance: Decades of Hits | Nintendo Switch Review
Seria a música de Just Dance: Decades of Hits o caminho pelo qual uma filha pode salvar um Pai, perdido em uma linha do tempo? Será que ela pode mesmo conectar gerações e se tornar o combustível para que voltemos de uma vez por todas para fora desse experimento maluco?

É o que a Ubisoft uma vez mais quer te desafiar a experimentar na mais nova atualização de conteúdos e também modos de jogo para Just Dance 2026. Te convido a embarcar então no que foi uma experiência guardada a sete chaves, e que eu estava muito ansioso pra poder contar pra todos vocês.

just dance
Obrigado, Ubisoft Brasil

Meu muito obrigado a cada um dos que contribuem com visualizações e comentários, porque só graças a vocês e a confiança dos amigos da Patobah, eu posso finalmente dizer para mim mesmo que: eu realizei um sonho. Um sonho de trabalhar com uma empresa tão competente e criativa quanto esta.

Agradeço do fundo do meu coração ao time de desenvolvedores e bora, de uma vez por todas, embarcar nesse ritmo de festa!

Dançamos primeiro, perguntamos depois.

Ainda que o modo aventura seja o mais novo chamariz do que essa atualização de Just Dance tem a oferecer, proporcionalmente e com o que você mais vai ter de se preocupar, é em sincronizar os seus passos e os seus movimentos frente a um mapa que não para de te apresentar músicas de época, desafios que envolvem conhecimentos populares e tarefas que, buscando o melhor nível de sincronização com aquela época em que você está presa, vão fazer com que você gaste o máximo de tempo possível se divertindo em cada um dos períodos da música.

A personagem principal desta aventura está presa em dimensões que transitam entre passado, presente e futuro, com estilos de música que marcaram cada uma das respectivas épocas trabalhadas e com músicas igualmente icônicas que trazem, de alguma forma, a estética da moda de época, traços visuais nos cenários, utensílios sempre em mãos e até mesmo composições muito típicas de cada período musical. Enquanto também encontra, nos questionários que você acha em cada fase, um pouco do trabalho teórico do que até então vinha sendo lúdico.

É curioso que a Ubisoft tenha escolhido figuras facilmente associadas a cada um dos períodos para ilustrar muito da carga vocal e do linguajar de cada um dos momentos pelos quais você vai viajando, tentando sempre encontrar uma saída disso tudo para você e para o seu pai. Mas foi uma mudança e uma inserção prática de que eu gostei bastante, tanto pela proximidade visual como também pela ideia de um desafio maior em cada uma das décadas.

Você precisa derrotar a estrela daquele tempo para só assim ser capaz de sincronizar e viajar para o próximo seguimento.

“Talvez o seu pai só queira passar um tempo contigo.”

Um dos aspectos mais marcantes na proposta do modo aventura, além do fato de ele unir tantas eras distintas de estilos, personalidades e posições sociais ao longo da história da música moderna, foi também como ele pretende, da mesma forma que conecta diferentes períodos, também construir uma relação cada vez mais íntima e pessoal entre um pai e uma filha.

O doutor em questão, personagem recorrente de artes promocionais, aqui e desta vez, parece ter se metido em uma encrenca que tem como plano de fundo compreender a história dessa energia comum que flui entre o tempo, mas também, como bem declara uma personagem com quem esbarramos no passado, também pode ser um formato com que um Pai pretende reavivar a chama infantil e inocente que se tem na relação com os filhos.

A música tem um histórico humano não só de pertencer, marcar e iniciar revoluções, mas também de presenciar encontros de lados completamente opostos.

Em 1968, mais especificamente em 13 de janeiro daquele ano, Johnny Cash se apresentou na Prisão Estadual de Folsom, na Califórnia. Acompanhado de The Tennessee Three, Carl Perkins e The Stalter Brothers, ele subiu ao palco da Prisão de Folsom para uma apresentação de duas partes que marcaria a história.

Em meio à crise que vivia na sua vida pessoal, marcada pelo declínio da carreira e pelo alcoolismo e pela dependência química, Cash retorna a mesma prisão que marcou polêmicas na sua carreira dois anos antes, quando realizou sua primeira apresentação; para aqui, onde tudo isso começou, dessa vez fechar o ciclo com a gravação de um álbum ao vivo naquele bloco, na esperança de que isso não só significasse algo para a sua vida, mas também restabelecesse sua carreira.

As canções abordavam temas como redenção, segundas chances e esperança, impactando profundamente toda a equipe, mas principalmente os detentos. A atmosfera de um lugar tão inusitado se tornou palpável nas gravações do álbum, que capturaram a energia bruta e o entusiasmo de quem via seus dias sendo repetidos em paredes de puro concreto. “At Folsom Prison”, uma das obras daquele dia, acabou sendo um grande sucesso e revitalizou a carreira de Cash. Ele ganhou dois Grammys pelo álbum, foi reconhecido pela Rolling Stone, Time e Country Music Television como o realizador de um dos maiores álbuns de todos os tempos, provando que sim, a música pode te alçar a lugares nunca pensados antes.

Avançando décadas no futuro, temos mais uma vez a conexão do fator humano com o musical, quando Bruce Springsteen se apresenta na Berlim Oriental, marcando uma performance que refletia os conflitos históricos de sua época. A apresentação, que ocorreu no estádio Radrennbahn Weißensee, foi um momento marcante para a história e significativo no contexto da Guerra Fria e da reunificação de uma Alemanha que se viu até ali fragmentada. Cerca de um ano antes da queda do Muro, Springsteen subiu ao palco naquela Berlim dividida para um público inquieto, desiludido, cansado e que não sabia o que pensar do futuro.

300 mil pessoas de toda a República Democrática Alemã compareceram para o show, e outros milhões assistiram à apresentação pela televisão. Durante as quatro horas de duração, Springsteen não se poupou em discursos em alemão e com sotaque carregado, dizendo que: “Não estou aqui por nenhum governo, vim tocar rock n’roll para vocês” e “Na esperança de que um dia todas as barreiras sejam derrubadas”.

Historiadores afirmam posteriormente que “o concerto e o discurso de Springsteen certamente contribuíram em grande medida para os eventos que levaram à queda do Muro”, pois fizeram com que o povo “desejasse mudanças” e percebesse “o quão aprisionado realmente estava”.

A música, enraizada na história e com o poder de fazer a diferença real, continua sendo a mesma corrente contínua pelo longo espaço e tempo, que trilha caminhos por penitenciárias, conflitos políticos e famílias que só querem se reconectar.

Movimentos quebrados e nível de dificuldade.

Depois de toda essa viagem pelo tempo e pela música, separo esse tópico para falar aos que se interessam pela dificuldade que a franquia pode oferecer, mas também como, em especial, o destaque para o modo aventura pode, como um todo, representar mais um divertido salto em direção à maestria.

Aqui, cada fase de tempo na campanha é dividida por músicas e atividades específicas que possuem um grau de dificuldade crescente, sendo suas primeiras experiências apenas formas de se acostumar com a movimentação, para só então, em algum ponto, se tornar um desafio.

Em Just Dance, para aqueles que, assim como eu, caíram de paraquedas, você vai poder se mover de um lado para o outro e terá, no caso do Switch, o Joy-Con como o principal ponto de orientação para a captação dos seus movimentos.

É importante inclusive sinalizar a necessidade, sim, de uma zona de segurança, mas também que, quanto mais você se afastar do console, mais difícil vai se tornar jogar em função da dificuldade com que o aparelho vai ter de se conectar ao seu controle e entender qual movimento você fez. As danças, inclusive, possuem alguns poucos momentos que eu vim a descobrir se tratarem de “movimentos quebrados”, que são bastante específicos e raros, mas se veem compreendidos como tarefas que ou têm a necessidade de uma prévia execução, de uma extensão do movimento ou de uma posterior, frente ao surgimento da sinalização do movimento. Isso com certeza não é proposital e, até onde eu pesquisei, que foi como descobri esse termo e a forma como passaria das fases seguintes, eu vi muito poucas outras vezes, mas agora ciente de que é um problema crônico da franquia.

O nível de dificuldade geral não é alto, principalmente no que se refere aos pequenos desafios de conhecimentos gerais. É uma combinação de mecânicas, especificamente essa série de questões em que você costuma ter de acertar duas ou três de cinco a seis perguntas, o que me deu a impressão de ser uma forma da Ubisoft ensinar pessoas mais novas e ambientá-las naquelas fases, do que necessariamente um desafio a ser ultrapassado.

O que já sim, falando das danças, principalmente as que são obrigatórias de serem concluídas para se saltar de uma fase pra outra, essas sim têm algum nível de dificuldade, principalmente em relação às outras do cenário.

Just Dance continua sendo um jogo com o intuito de te divertir, mas pode oferecer igualmente nesta versão do título, uma busca pela perfeição que os mais entusiasmados podem curtir.

Experiência no Switch e modos um jogador.

Esse foi um dos meus primeiros títulos do Switch após a minha aquisição do console, mas meu primeiro (jogo) que tem um trabalho e foco maior nos movimentos do Joy-Con.

Fiquei surpreso com o quão bem a tecnologia responde e como o processamento não me deixou na mão em nenhum momento.

Não tive feedback ou encontrei bugs visuais, assim como o mesmo vale para os sonoros. Todas as músicas funcionaram e, com exceção da problemática em torno dos “movimentos quebrados” que expliquei no tópico anterior, todo o resto mecanicamente funciona muito bem nessa nova edição.

A navegação pelos menus também é suave e, mesmo manejando e controlando tudo com apenas um controle, o time de desenvolvedores pensou exatamente em tudo que poderia ser um problema, inclusive a intuitividade dos guias e controles para quem seja um iniciante.

Gostaria de ter testado o jogo com mais jogadores, principalmente para ver até onde as limitações e abordagens para pessoas com necessidades distintas estão abarcadas na experiência geral.

Espero em algum momento poder trazer isso para vocês.

Just Dance: Decades of Hits | Nintendo Switch Review
VEREDITO PATOBAH

PATÔMETRO

A nova mega atualização de conteúdo de Just Dance 2026 não só impressiona, como entrega tudo o que prometeu, além de, ludicamente, também ser uma aula para crianças e adolescentes que podem, com isso, se reconectar ao universo da música e à história do mundo de maneira geral.

Meu muito obrigado à Ubisoft Brasil pela confiança. É uma honra trabalhar com uma empresa com a qual sempre foi um sonho ter um contato deste nível. Obrigado também aos amigos da Patobah pela confiança no meu trabalho.

Pontos positivos: Extremamente divertido, Seleção de Músicas marcantes, Controles funcionam bem.

Pontos negativos: Movimentos quebrados, Algumas músicas são desbalanceadas.

Avaliado por: DioC

Nota Final
Foto de DioC
SOBRE QUEM AVALIOU

DioC

"No gods or kings. Just ducks."

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe:

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
Threads
Email

Categorias