No meio de tantos roguelikes espaciais tentando chamar atenção com explosões gigantes e números absurdos na tela, HYPERWIRED conseguiu fazer algo raro: parecer diferente logo nos primeiros segundos.
O novo jogo da SIDRALGAMES, publicado pela SelectaPlay, mistura ação arcade clássica, combate frenético e mecânicas roguelike em uma aventura espacial que transforma um simples cabo de energia em uma das ideias mais criativas do gênero nos últimos tempos.

A proposta é tão maluca quanto interessante.
Em HYPERWIRED, sua nave literalmente carrega um cabo pendurado enquanto explora galáxias cheias de inimigos, corredores apertados e armadilhas espaciais. Para sobreviver, o jogador precisa se conectar em tomadas espalhadas pelo cenário para recarregar energia e ativar setores do mapa. O detalhe é que, enquanto estiver conectado, sua movimentação fica limitada ao alcance do fio.
E é exatamente aí que o jogo cria sua identidade.
O que normalmente seria apenas mais um shooter top-down vira quase um exercício constante de improviso e estratégia. Não basta apenas desviar de tiros e destruir inimigos. Também é necessário administrar espaço, posicionamento e energia enquanto o caos acontece ao redor da nave.
Visualmente, HYPERWIRED abraça totalmente a estética retrô. O pixel art lembra clássicos arcade misturados com bullet hells modernos, criando uma atmosfera neon carregada de explosões, lasers e partículas coloridas por toda parte. Existe uma energia quase “fliperama cyberpunk” em tudo que aparece na tela.
Os cenários procedurais também ajudam bastante a manter as partidas imprevisíveis. Cada tentativa apresenta novas salas, perigos diferentes e upgrades variados, algo essencial para o ciclo viciante que jogos roguelike precisam oferecer.
Outro ponto interessante está na variedade de builds disponíveis durante as runs. O jogo promete mais de 250 combinações de modificadores de projéteis, além de dezenas de melhorias para a nave. Dá para aumentar alcance do cabo, fortalecer disparos, acelerar carregamentos e até ativar habilidades especiais como invisibilidade temporária.
Além disso, HYPERWIRED ainda aposta em elementos que lembram shooters clássicos de sobrevivência espacial. Algumas habilidades permitem formar pequenos esquadrões com naves resgatadas durante as partidas, criando batalhas cheias de efeitos e destruição em tela.
O combate parece rápido, agressivo e extremamente punitivo. Felizmente, existe um sistema de slow motion que ajuda o jogador nos momentos mais desesperadores. E sinceramente, considerando a quantidade de projéteis voando pela tela, provavelmente será um recurso usado mais vezes do que muita gente gostaria de admitir.
Mesmo ainda sem data de lançamento definida, HYPERWIRED já vem chamando atenção em eventos indie e apresentações recentes graças à sua mistura de gameplay arcade clássica com mecânicas modernas de roguelike.
Para quem sente falta daquela sensação de jogos antigos onde sobreviver por mais de cinco minutos já parecia uma conquista absurda, HYPERWIRED tem tudo para se tornar uma pequena joia escondida do cenário indie.
E convenhamos: qualquer jogo que transforma uma extensão elétrica espacial em mecânica principal já merece pelo menos um pouco de respeito.
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