Grim Trials é o irmão mais novo do jogo HADES
Está é a historia do dia depois que morri.

Você assume o papel de Avelin, uma ceifadora que, após ouvir um misterioso chamado ecoar depois de sua morte, desperta em um lugar que não conhece. Longe de tudo aquilo que um dia lhe foi familiar, ela se vê diante de um novo mundo, repleto de caminhos desconhecidos, desafios e segredos à espera de serem descobertos.
GAMEPLAY
Aqui temos o bom e velho hack and slash com elementos de roguelike. Avelin é teleportada para arenas de desafio, onde precisa enfrentar uma Alma Pecadora e, até chegar nela, enfrentará uma verdadeira horda de inimigos.

A jornada acontece por um mapa hexagonal, e a cada arena concluída você recebe três opções de bênçãos para escolher. Elas podem melhorar sua velocidade de ataque, sua
arrancada ou, para os jogadores que só fazem escolhas questionáveis, assim como eu, aquela maravilhosa chance de recuperar um pouco de vida. E é aí que a coisa fica interessante: são várias bênçãos e combinações diferentes, permitindo criar builds bem distintas a cada jornada. Então, mesmo que você esteja repetindo o caminho, dificilmente vai sentir que está jogando exatamente da mesma forma.
SISTEMA DE CRAFTING
Mas, pra mim, foi o sistema de crafting que mais despertou aquela vontade de continuar jogando só pra ver o que eu conseguiria criar em seguida. Aqui, os inimigos que você derrota dropam materiais pelo caminho, e esses recursos podem ser usados para fabricar equipamentos, armas e poções.

E tem um detalhe que eu gostei bastante: os equipamentos que você coloca na Avelin aparecem de verdade no sprite da personagem. Ou seja, não é só aquele número subindo na tela pra dizer que seu personagem ficou mais forte, você também consegue ver as mudanças na própria Avelin, quase como se cada equipamento também fosse um cosmético.
Mas, como a vida não é um morango, melhorar seus equipamentos também exige um pouquinho de habilidade. Existe um pequeno minigame de timing durante a criação: se você acertar tudo no momento certo, consegue um equipamento muito melhor. Se errar… bom, você recebe algo comum. Por sorte, meus anos jogando jogos de ritmo finalmente serviram pra alguma coisa. Todo aquele sofrimento tinha um propósito.

ARTE
De cara, não tem como negar que o jogo lembra bastante Hades, principalmente pela direção de arte, pelo estilo dos personagens e até por alguns detalhes pelo cenário. Mas ainda assim, ele consegue encontrar seu próprio charme e trazer designs de personagens realmente lindos e cheios de personalidade. E uma das coisas que mais me fez pensar em Hades foram os fantasminhas que encontramos pelas alas. Além de estarem ali, vagando tranquilamente pelo ambiente, eles também desaparecem quando Avelin passa por eles, um detalhe simples, mas que reforça bastante essa sensação de familiaridade.
E por último mas não menos importante: Sim! você pode fazer carinho no cachorro.

