Boa Leitura!

Flesh Made Fear | PC Review

Para quem gosta de jogos clássicos como o primeiro Resident Evil e quer testar algo que resgata a essência do survival horror, Flesh Made Fear vem para cumprir esse papel.

Nos primeiros minutos você já percebe que a obra não quer se reinventar no gênero, ela quer fazer você se lembrar exatamente daquela tensão dos títulos antigos. O maior destaque aqui está na forma como o jogo consegue homenagear os anos 90, contendo vários puzzles que se conectam muito bem com a sua proposta.

Flesh Made Fear | PC Review Flesh Made Fear
Agradecemos a ASSEMBLE ENTERTAINMENT GMBH pela licença de imprensa

O começo de um pesadelo em Rotwood

A história se inicia quando o esquadrão R.I.P. é enviado para investigar uma cidade chamada Rotwood e os experimentos bizarros de um cientista chamado “Dr. Ripper”. Sem enrolações, o jogo logo te coloca no meio do caos e deixa você descobrir aos poucos os segredos que aquele lugar te reserva.

O que mais me chamou atenção no início foi a forma como ele brinca com a ambientação, colocando em prática as ideias dos filmes dos anos 80 e 90. Logo de cara, os personagens quebram a regra de ouro desse gênero e decidem se separar. Os cenários são escuros, grotescos e me faziam diminuir o ritmo o tempo todo para prestar atenção aos sons. Várias vezes eu parei um pouco só para tentar entender de onde vinha um barulho, ficava na dúvida se era algum inimigo escondido, um ruído do próprio ambiente ou apenas a música mudando para te deixar mais tenso.

Flesh Made Fear

A tensão causada pelas câmeras fixas e a exploração

Um dos grandes acertos de Flesh Made Fear é não ter medo de abraçar as suas inspirações. Tudo acontece através de um sistema clássico de câmeras fixas e, aos poucos, você vai percebendo que a câmera tá escondendo tudo de propósito, te obrigando a prestar atenção nos sons e no ambiente.

A dinâmica dos personagens também é muito familiar. Você escolhe entre dois agentes, o Jack ou a Natalie, assim como o clássico sistema de Chris e Jill: um vai aguentar receber mais dano, enquanto o outro tem um inventário maior pra você conseguir carregar mais coisas. O que mais gostei aqui foi a escolha que leva a caminhos e locais diferentes durante a campanha. A trilha sonora é de grande destaque aqui, conseguindo dosar muito bem, pesando o clima e sabendo usar o silêncio para te deixar cada vez mais apreensivo. Um toque muito bem feito durante o início do jogo é a apresentação dos personagens no estilo filme antigo, mostrando na tela o nome dos dubladores americanos.

Flesh Made Fear

Os puzzles variados e uma nova forma de sobrevivência

Apesar de ser focado na ação e nos sustos (que são leves), Flesh Made Fear não se resume apenas a atirar em monstros. Os puzzles exigem que você leia os documentos espalhados pelo mapa e observe bem o cenário. Cada puzzle parecia ser diferente dos anteriores, então eu sempre ficava um pouco curiosa para descobrir como resolver e ir para o próximo, fora tentar decifrar como seria os outros puzzles ao longo da jornada.

A mecânica de salvar seu progresso segue o mesmo dilema de Resident Evil. Vamos esquecer o salvamento automático, aqui você vai precisar encontrar parafina para selar cartas nos pontos seguros. Esse limite faz com que você pense muito bem como utilizá-la, por isso eu tentei segurar ao máximo algumas parafinas por medo de chegar em algum lugar e não ter como salvar em um certo momento da gameplay.

Nem tudo é tão perfeito como parece

Durante a minha gameplay, dei de cara com alguns problemas envolvendo os controles e a movimentação. Em vários momentos, principalmente nas transições de câmera de algum cenário para outro, os comandos ficavam travados e te deixavam um pouco desorientado. Quando isso acabava acontecendo, eu tentava fugir de um zumbi e terminava voltando pra cima dele. Não estraga sua experiência, mas gera mortes frustrantes e acaba quebrando um pouco a imersão em certos momentos. Outro ponto negativo é a falta de legendas em PT-BR, o que atrapalha bastante na hora de entender a história, os puzzles e as piadas se você não dominar muito bem o inglês

Uma homenagem simples e muito bem feita

Depois de algumas horas jogando, ficou claro que ele não tentou esconder suas inspirações. Pelo contrário, parece ter orgulho delas. O cuidado com a estética, sem ter medo de ousar na hora de ficar sem munição e a tensão assim que você abre uma porta nova, todos esses sentimentos vão estar lá. É impossível você jogar e não fazer um paralelo com os anos 90. O game te faz olhar para trás e valorizar os clássicos que construíram tudo o que jogamos hoje, com uma mensagem passada de um jeito direto, sangrento e muito bem feito.

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PATÔMETRO
Conclusão
Se você está procurando um game que te faça viajar no tempo para relembrar a tensão dos jogos de sobrevivência antigos, Flesh Made Fear é o título perfeito para você. Ele vai te desafiar a cada minuto, entregando uma experiência nostálgica e muito bem-feita.
Notas do Visitante0 Votes
0
PROS
Quem cresceu jogando os clássicos provavelmente vai se sentir em casa.
A dinâmica de jogar com personagens diferentes mudando a rota da história.
Puzzles bem criativos e que conversam muito bem com a exploração do cenário.
O sistema de save com a parafina aumenta a tensão da sobrevivência.
Ambientação e visual retrô que foram muito bem feitos.
CONTRAS
Os controles são um pouco confusos e geram mortes injustas.
Falta de legendas em português.
8
NOTA FINAL

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