Boa Leitura!

Fatekeeper | PC Acesso Antecipado Review

Quando eu bati o olho nesse game algo dentro de mim me deixou bem instigado. Ele parecia, de primeira visão, um *Skyrim* da vida, mas com os trailers se revelou mais um daqueles RPGs de Dungeon tipo King’s Field (jogo velho, mas que inspirou nada mais nada menos que Dark Souls) e também com uma pegada meio *Doom*, só que com armas corpo a corpo e algumas magias.

Fatekeeper
Agradecimentos a THQ pela licença de imprensa
Fatekeeper um dos novos games da THQ que promete muito para esse ano e que eu quero jogar mais quando lançar definitivamente — e espero que melhore em alguns aspectos que irei escrever nessa análise. Eu queria fazer um vídeo para o canal sobre esse game, mas ele tem pouco mais de 2h e meia de conteúdo inédito nesse acesso antecipado, o que parece mais uma demonstração paga. Então preferi escrever o que eu vi nessas quase 3h de “demonstração”!

O Enredo

(O pouco que deu para entender sem PT-BR)

A premissa gira em torno do seu personagem acordando em um mundo arruinado e tomado por forças sombrias (bem original, não?!). Você assume o papel de uma espécie de “guardião do destino”, guiado por uma entidade misteriosa (que se manifesta logo no início através de um ratinho bem simpático) e sua missão é purificar a terra e impedir que o colapso temporal destrua o que restou da realidade. É aquela fantasia sombria clássica. Espero uma legenda futuramente aí em pessoal da THQ!

Independente de qualquer fator no enredo, tanto positivo ou negativo, nesse primeiro momento ele é irrelevante, afinal o jogo brilha na sua gameplay modular gostosinha.

Fatekeeper

O seu personagem parece muito pesado nos primeiros momentos, mas conforme você vai se acostumando com o ritmo, vai administrando melhor sua stamina e as sequências de golpear, defender, contra-atacar e chutar os inimigos para o precipício ou para desestabilizar eles.

Além do combate corpo a corpo, temos quatro habilidades elementais mágicas que funcionam de forma bem direta nessa demo:

Fogo: O feitiço ofensivo principal, excelente para causar dano contínuo (burn) e limpar inimigos mais fracos à distância.

Gelo: Focado em controle de grupo. Você congela os alvos no lugar para criar espaço ou para emendar um combo físico devastador de estilhaço (*Shatter*).

Vento: Serve para criar repulsão, empurrar ameaças para longe ou desequilibrar hordas quando você fica encurralado.

A “Força”: Um poder meio Jedi onde você consegue arrastar objetos com a mente. Na demo ele é mais limitado a interações com o cenário e puzzles, mas dá um gostinho do potencial tático que isso vai ter no jogo final.

Fatekeeper

O sistema tem uma boa variedade, mas infelizmente vamos ter um gostinho melhor somente no lançamento definitivo. Ainda falando do combate, notei erros agressivos de hitbox, onde eu desviava e, mesmo longe, o inimigo acertava o golpe. Nada muito drástico, mas espero que melhorem isso no jogo definitivo.

A direção de arte é simplesmente divina e me deixou todo bobo. Que jogo lindo, meu querido amigo leitor! Belo de verdade. Os gráficos, junto com os cenários e o level design, são algo de brilhar os olhos.

Mas essa beleza se limita pela má otimização do game, que eu demorei para citar, mas é um baita elefante na sala. Eu joguei em um PC médio, com um **i5-14400F, RTX 5060 de 8GB e 32GB de RAM**. Meu PC não fez feio: teve suas quedas, mas nada que me desagradou, até porque sou acostumado a jogar a 60 FPS, então aqui, como estava batendo 80 FPS e às vezes quase 100 FPS, já foi lucro. Ligando o Frame Generation então, ia para a casa dos 200 FPS, mas o visual ficava meio estranho, com aquela sensação de fluidez artificial. Mas bom, se você tiver um PC mais fraco que esse, talvez sofra ainda mais.

Fatekeeper

Eu não vou atacar demais o game sobre a otimização, falta de legendas PT-BR ou até sobre a limitação de conteúdo do acesso antecipado porque ele justamente tá em acesso antecipado, hahaha! E também está custando apenas R$ 40,00, então, nossa, tá bom demais. Teve acesso antecipado por aí custando R$ 120,00, aí é complicado.

Conclusão

No fim das contas, *Fatekeeper* entrega uma fundação mecânica e visual fantástica, que realmente resgata o espírito de exploração tensa dos ARPGs de masmorra à lá *King’s Field*, combinada com a agressividade de um combate em primeira pessoa. O conteúdo é curto e os engasgos de otimização e hitbox estão ali, mas pelo preço cobrado e pela proposta de construir o jogo junto com a comunidade, é um projeto que merece muito respeito. O esqueleto do jogo é excelente; agora é torcer para a THQ rechear esse mundo com o conteúdo e o polimento que ele merece no lançamento definitivo. Vale o voto de confiança!

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