Pega a pipoca que já vem Pitaco do Paganotti! 🍿 Hoje o papo é sobre Enshrouded, um jogo que acabei de colocar as mãos e que já me deixou com aquela vontade de explorar cada canto do mapa. Sabe aquele título que te entrega uma experiência de RPG simplificada, mas que te prende pela liberdade? Pois é, esse é o caso aqui.
O mundo de Embervale e o peso da história
Antes de falar da gameplay, preciso comentar sobre o que está por trás desse cenário. Enshrouded se passa no reino de Embervale, um lugar que já foi majestoso e cheio de vida, mas que agora está em ruínas. A história gira em torno de uma ganância humana sem fim, onde o uso descontrolado de algo chamado Elixir acabou rasgando a terra e liberando uma maldição terrível conhecida como Sudário. Essa névoa corrosiva não só alterou a paisagem, transformando rios em poças de micélio tóxico, como também enlouqueceu os habitantes, transformando-os em criaturas monstruosas e mutantes. Nós somos o Flameborn, uma espécie de centelha de esperança, despertado de um sono profundo para tentar restaurar a beleza perdida desse mundo e combater o que sobrou desse pesadelo. É uma premissa clássica, mas muito bem integrada ao que a gente vê no jogo.

Exploração e progressão que viciam
O que mais me chamou a atenção logo de cara foi como o game te empurra para a exploração. Você começa praticamente sem nada, e a satisfação de encontrar recursos, baús escondidos ou simplesmente subir em uma montanha para ver o horizonte é o grande motor dessa experiência. Não é um jogo com um visual fotorrealista, mas ele tem um estilo artístico muito bonito, leve e, acima de tudo, agradável de se ver.
A árvore de habilidades é outro ponto que merece destaque. Ela é vasta e te permite moldar seu personagem da forma que você quiser. Se você prefere ser um guerreiro bruto, um bruxo focado em magias ou até um híbrido que mistura as duas coisas, o jogo te dá essa liberdade. Essa maleabilidade é excelente, porque permite que cada jogador tenha uma jornada única, adaptando o estilo conforme descobre novas armas ou enfrenta desafios mais complexos.

Construção, combate e o fator diversão
O sistema de crafting e construção também não fica para trás. Você consegue criar desde itens básicos para sua sobrevivência até estruturas mais complexas para sua base. Ter um lugar para chamar de seu, cozinhar e se preparar para a próxima expedição traz uma imersão muito boa.


Agora, sendo bem sincero, o game roda muito bem solo, mas ele brilha de verdade quando você chama um amigo para o cooperativo. A diversão aumenta muito, e aquela sensação de perigo ao entrar na névoa do Sudário fica bem mais manejável e engraçada quando tem alguém ali do seu lado. Claro, nem tudo é perfeito. Senti que algumas animações de movimentação poderiam ser um pouco mais polidas, mas nada que tire o brilho do conjunto da obra. É um jogo muito sólido e com um potencial enorme.




Vale a pena?
No geral, Enshrouded é uma experiência muito recomendada. Se você gosta de survival, de explorar mundos repletos de segredos e de ter controle total sobre como evolui seu personagem, este é o título que você estava procurando. A sensação de progresso é constante e o fator “só mais um pouquinho” é real aqui.
Se quiser ver como foi meu primeiro contato com esse mundo, toda a minha jornada de aprendizado, a criação do meu personagem e os primeiros perrengues na neblina, confere o vídeo abaixo. Não esquece de deixar seu like, comentar o que achou e me contar: qual classe você escolheria para enfrentar o Sudário?
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Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Designer, criador de conteúdo no canal Rafael Paganotti com seu quadro de review “Pitaco do Paganotti” e redator especializado em hardware e games, acompanhando a evolução da indústria há mais de 15 anos.

