Boa Leitura!

EA SPORTS UFC 6 | PS5 Review

UFC 6 é o capítulo mais recente de uma franquia muito estimada pelos fãs do maior evento de artes marciais mistas (MMA) do planeta.
UFC 6

Agradeço à EA Swiss Sarl, equipe responsável pela distribuição do game, e ao grupo Patobah por me selecionarem para analisar este título.

Sendo o UFC um dos espetáculos esportivos mais assistidos do mundo, qualquer entusiasta gostaria de experimentar a sensação de entrar no octógono, lutar como um guerreiro noderno e sair de lá campeão.

O simulador foca no realismo, mas traz opções para torná-lo mais “arcade” para quem busca algo rápido ou não quer se aprofundar nas mecânicas — algo similar ao controle Moderno de Street Fighter 6. Inclusive, essa facilitação gerou reclamações de jogadores veteranos em sites de opinião.

UFC 6

Modo História: Dentro de UFC 6, existem algumas alternativas de campanhas:

  • Hall das Lendas: Neste formato, controlamos três atletas renomados dentro de um museu temático que expõe suas respectivas conquistas, permitindo reviver três confrontos decisivos de suas carreiras. Os homenageados são:
    • Max “Blessed” Holloway: O kickboxer havaiano da categoria peso-leve tem um espaço lotado de referências à sua terra natal. Seus combates são contra Justin Gaethje pelo cinturão do UFC 300 (histórico evento de 2024 que sediou três disputas de título na mesma noite), Calvin Kattar na Fighting Island 7 (Abu Dhabi, 2021) e, por fim, The Korean Zombie em Singapura (2023).
    • Alex “Poatan” Pereira: O paulista do kickboxing, ex-campeão dos médios e atual destaque dos meio-pesados, ganhou um templo repleto de estátuas e figuras mitológicas. Seus desafios incluem a histórica virada contra Israel Adesanya no UFC 281 (2022), o duelo contra Khalil Rountree Jr. no UFC 307 (2024) e a conquista sobre Jiří Procházka no Madison Square Garden durante o UFC 295 (2023).
    • Zhang Weili: A chinesa, tida como uma das maiores competidoras de MMA da atualidade, possui um pavilhão que remete à arquitetura e ao folclore de seu país. Suas lutas principais são contra Joanna Jędrzejczyk no UFC 248 (2020) — considerada uma das maiores exibições da história da organização —, Jéssica Andrade na China (2019) e Carla Esparza no UFC 281 (2022).

Todos esses atletas possuem vídeos de introdução muito bem produzidos e com imagens impressionantes, demonstrando um claro carinho com os fãs do esporte.

UFC 6
  • Modo Carreira: Aqui é possível criar o próprio atleta, definindo categoria de peso, personalidade dentro e fora dos ringues, estilo de combate (Wrestling, Boxe, Kickboxing, etc.), dados pessoais e cidade natal (cuja imensa variedade de opções é um ponto super positivo). O que chama a atenção é a rapidez para alcançar o topo da organização. Nos títulos anteriores era preciso começar por ligas menores e atrair patrocinadores antes de estrear no UFC; aqui, o novato já inicia no evento principal. Ainda assim, é necessário gerenciar os treinos para melhorar atributos, aprimorar o condicionamento e fazer publicações em redes sociais para aumentar o hype e atrair apoiadores para a academia.

Ao marcar um confronto, o jogador escolhe a quantidade de semanas de preparação para dividir o tempo entre treinos, posts e entrevistas. Particularmente, achei que o combate em si acaba parecendo secundário, já que o foco total fica no relacionamento com o público e com o treinador. Além disso, após o evento, o condicionamento físico e o medidor de hype volta à estaca zero e exige refazer todo o processo, o que torna a rotina repetitiva.

  • O Legado: Esta campanha coloca o usuário na pele de Chris Carter, um competidor amador que sonha em seguir os passos do pai, um importante nome do Wrestling conhecido Big Mack, e se profissionalizar. Chris treina em uma pequena academia ao lado de seu rival, Danny Lopez, sob a tutela do Coach Thompson. À medida que vence as lutas amadoras, o protagonista ganha o reconhecimento da WFA (associação mundial de lutas), que o convida para se profissionalizar com chances de migrar para o UFC.

Contudo, ao descobrir que apenas Chris foi selecionado, Danny fica enfurecido. O rival vai a uma boate e arruma briga com um cliente; Chris e Thompson chegam a tempo de intervir, mas o encrenqueiro agride o treinador. Isso faz Chris entrar em fúria, iniciando uma confusão generalizada na qual ele lesiona a mão direita. O incidente resulta em seis meses de molho, na expulsão de Danny da academia e na perda do convite da WFA. Após a longa recuperação, a história de fato começa, mas de forma decepcionante, a dinâmica repete exatamente as mesmas mecânicas do modo carreira comum (gerenciar redes sociais, marcar lutas, treinar por semanas e trocar mensagens de celular). A única diferença real é começar fora do UFC e presenciar algumas confusões fora dos ringues.

UFC 6

Gameplay: O sistema de combate é o principal chamariz do título, trazendo novidades e mantendo as raízes que engajam a comunidade. Os comandos envolvem botões para socos, chutes, quedas, clinch (agarrão em pé), defesa, esquiva e provocações. A grande novidade é o comando de “Foco” um recurso de comeback, que coloca o atleta em um estado de êxtase, aumentando sua resistência, força e velocidade. Esse elemento dividiu opiniões, pois os veteranos preferiam uma abordagem mais realista e “pé no chão”.

Durante a ação, o título equilibra bem simulação e diversão. Os golpes têm excelente impacto, as lesões alteram o rendimento do atleta em tempo real e os movimentos são muito bem coreografados. As opções de acessibilidade também ajudam bastante os recém-chegados.

A Academia: Existe um menu dedicado à academia que serve como um passe para desbloquear novos itens cosméticos e funciona da seguinte maneira: temos acesso a alguns treinadores e lutadores de classes diferentes e podemos designar os atletas para passarem um tempo com algum treinador específico, após um determinado tempo de treino o atleta evolui de nível e cada nível gera uma recompensa diferente seja com moedas ou roupas novas além de fotos de perfil e mais.

Direção de Arte: A parte gráfica é impressionante. Os menus, as cutscenes, as dublagens, os modelos dos atletas e os hematomas acumulados ao longo dos assaltos são muito bonitos. O octógono e a atmosfera do evento foram construídos com excelência. A trilha sonora é sensacional, contando com faixas de artistas de peso como Eminem e DMX, enriquecendo bastante a ambientação urbana e enérgica.

Qualidade Técnica: Infelizmente, este é o ponto mais baixo do jogo. Há diversos problemas envolvendo as animações durante os combates e falhas na campanha do modo Legado (cheguei a enfrentar um oponente que ficou completamente estático). A interface dos menus também apresenta instabilidades, com quedas bruscas de FPS ao alternar as abas e microtravamentos ao selecionar opções. Fora isso, as lutas casuais no modo arcade funcionam bem e não apresentaram falhas que atrapalhassem a experiência.

UFC 6

Mais reviews: AQUI

PATÔMETRO
Conclusão
Como um jogador novato na franquia, mas fã de longa data de jogos de luta, posso dizer que UFC 6 me surpreendeu positivamente. Recomendo a experiência para novos usuários, pois a facilidade de aprender os comandos e as ótimas opções de acessibilidade cumprem muito bem o seu papel.
História
6
Gameplay
9
Gráficos
8
Trilha sonora
10
Qualidade técnica
6
Notas do Visitante1 Vote
7
7.8
NOTA FINAL

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