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Dissolution of the Silent Union | PC DEMO Review

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As vezes a gente faz descobertas e consegue contatos que parecem tocar em um ponto que a gente sequer se fazia consciente até aquele momento. E isso não precisa ser necessariamente perfeito, porque nenhum sentimento é, mas sim capaz de te provocar uma sensação tão específica e íntima, que te permite descobrir algo com essa virada de chame; oque pra mim, Dissolution of the Silent Union conseguiu com maestria.
Dissolution of the Silent Union | PC DEMO Review Dissolution of the Silent Union
Dissolution of the Silent Union

O jogo ainda em desenvolvimento pela UmigameStudios, contando neste momento com uma DEMO disponível para ser testada e que eu abordarei nessa review comentada do que, pra te ser bastante sincero, é um forte concorrente para um dos meus mais aguardados jogos de 2026. Tamanha é a curiosidade que eu fiquei, ao ponto de ir atrás de todos os finais dessa demonstração, só porque eu queria saber o máximo possível para entregar e compartilhar com vocês, pelo menos um pouco da minha curiosidade.

E te digo mais que, cavar um palpite desses é difícil e arriscado, mas eu confio que pelo menos o meu relato pessoal, possa pelo menos por esse jogo também no seu radar de lançamentos e antes de tudo, na sua lista de desejos da Steam.

Um sonho ou um pesadelo?

Esse DEMO foi uma daquelas experiências que pouco parecem interessadas em te entregar respostas ou dar explicações de bandeja, quase como se a sua frustração fosse combustível para fomentar mais alguns tantos mistérios. Porque sem muito contexto ou apresentações, a demo se inicia ao nos jogar dentro de uma escola que, desde o nosso primeiro contato, transmite uma sensação bizarramente errada. Nós nem precisamos ouvir da boca da nossa protagonista algo, porque imediatamente já parece que esse lugar não se comporta como se fosse de verdade, ele parece apenas um suporte para que pisemos.

Dissolution of the Silent Union

E eu sei que isso é esquisito de ler, mas conforme a gente explora as diferentes rotas e descobre diferentes finais, é crescente a sensação de confusão junto a dificuldade de explicar que: mesmo sem ver ninguém, mesmo sem encontrar praticamente nenhuma outra alma viva durante toda essa demonstração, ainda assim esses lugares parecem cheios. Os corredores quietos com sapatos abandonados, as salas vazias mas com pertences espalhados ou até um banheiro com somente um espelho… isso tudo não parece ser só pra gente. É quase como se as outras pessoas estivessem ali existindo, mas nós estamos completamente alheias a sua própria existência.

Deslocadas.

Intocáveis.

Essa dualidade entre não enxergar ninguém mas senti-las, é uma das artimanhas para que se construa um das mais fascinantes ambientações que eu já testei esse ano.

Justamente por te permitir teorizar e interpretar, sem que precise explicar e frustrar nossos pensamentos; essa estranheza é carregada até o nosso ponto de encontro. Até que estejamos com o centro desse capítulo na vida dessa estudante.

Dissolution of the Silent Union
Dissolution of the Silent Union

Lena, o coração.

É engraçado como essa personagem pode ser realmente tida como isso, um coração. Talvez quem sabe até mesmo uma “chave”, daquelas que precisamos para tentar entender qual é a história que os desenvolvedores da Umigame estão escondendo da gente.

Mas a certeza é que definitivamente ela é o sentimento e a experiência emocional mais estranha de toda essa demo. Porque mesmo sendo a pessoa que aparentemente move esse fim de tarde, ela mal está ali presente.

Eu realmente ainda não entendi, pelo menos não completamente, a natureza desse reencontro que a demo propõe. Não ficou pra mim totalmente claro se fomos nós quem encontramos Lena, se ela sentiu a nossa falta ou se tudo não foi orquestrado por algo externo as duas personagens, desejando que elas estivessem juntas depois do que parece ter sido algum tempo afastadas. O jogo vai brincar com esse desconforto de não te entregar respostas, deixando que a nossa imaginação tome conta dessas linhas vazias.

Duas ou três vezes no máximo são os momentos em que vemos Lena, independente de qual rota você escolha ou das combinações nas respostas que vão te levar para finais diferentes, ela ainda assim se mantém um mistério. Ela estranhamente é a personagem mais presente e mais ausente dessa demonstração, já que mesmo que não a encontremos tanto quanto eu gostaria, ainda assim invocamos ela através de memórias, histórias e conversas imaginadas de um passado que não parece nos pertencer.

Existe algo de profundo e simultaneamente aterrorizante nisso, mas não no sentido clássico da palavra.

O sensível posto em caixas

Quando comecei a escrever essa review depois de terminar tudo oque foi possível nessa demo, eu já tinha certeza de que poderia ser difícil trazer isso para um público tão grande quanto o dessa comunidade. Sabia também que o gosto comum por jogos e mídias com uma ação constante ou portadoras de sistemas complexos, poderia e provavelmente afastaria as pessoas, criando uma barreira principalmente para aqueles não são familiariares ou simpatizantes ao gênero.

Mas, eu não podia deixar que isso me acovardasse de apresentar oque eu considero sim, uma experiência que vale a pena.

Cada novo espaço explorado dessa demo e do que eu creio que também será o jogo final, carrega pequenas lembranças de emoções que também percorrem os diálogos, as lembranças e as sensações estranhas que esse jogo vai plantando aos poucos no mistério de fundo. O grande segredo de Dissolution of the Silent Union aqui é justamente em como você vai reagir a tudo isso, enquanto tem seus pensamentos e imaginação invadidos por uma trilha sonora das mais envolventes, daquelas capazes de criar uma atmosfera tão melancólica que sustenta exatamente a proposta de um inquietante encontro na floresta.

Essa atmosfera passa a existir a medida que você joga e fica nesse vai e vem da exploração, a qual de tão bem feita te impede de se sentir cansado mesmo quando da forma mais simples possível, estejamos apenas lendo e escolhendo caminhos.

Eu gostaria de verdade que ao ler essa review, o preconceito que muita gente carrega com o gênero dos “romances visuais”, pudesse ser desmantelado; nem que fosse por uma fração de tempo suficiente para que, dando uma chance, você pudesse descobrir e perceber algumas das histórias mais sensíveis, intensas e difíceis que você já leu.

Sim, Dissolution of the Silent Union tem essa capacidade mas cabe a você, dar o primeiro passo em direção ao que pode ser a descoberta de um novo gosto. E nada melhor, do que já começar com um bom jogo.

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