O jogo marca o início da segunda temporada de Dark Pictures Anthology, onde, logo na capa, já percebemos um estilo diferente do que a série carrega, abandonando a caveira e a bússola que sempre estiveram presentes. Essa mudança não é por acaso, ela representa um novo caminho que a franquia vai tomar daqui pra frente.

A Missão Cassiopeia
Directive 8020 nos leva até Tau Ceti f, um planeta que oferece um pouco de esperança para a humanidade. No entanto, quando a nave Cassiopeia faz sua aterrissagem, a tripulação percebe que não está sozinha em momento algum.
Podemos dizer que o jogo passa uma sensação de encontro perfeito entre Interstellar e The Thing (O Enigma de Outro Mundo). Imagine estar preso em uma nave completamente isolada no espaço e seu inimigo poder ter o rosto do seu melhor amigo, o que causa um clima de tensão e desconfiança dentro do grupo, forçando tomadas de decisão baseadas no instinto e deixando a lealdade de lado por não saber lidar de maneira certeira com toda aquela situação.
Mais interatividade, menos observação
O jogo acaba sendo ousado ao mudar suas mecânicas. Agora, você está com mais pressão nos ombros e não está apenas observando e decidindo o que vai acontecer com cada personagem, como nos títulos anteriores da obra.
Em Directive 8020, temos muito mais interação, fazendo com que o jogador se movimente e tenha que explorar os cenários de maneira livre para resolver puzzles e escapar do inimigo. Aqui, se esconder será sempre sua melhor opção, se for descoberto, já sabe: terá uma grande surpresa. Os famosos Quick Time Events continuam presentes, mantendo boa parte da tensão à qual os jogadores estão acostumados e exigindo atenção aos mínimos detalhes. E, como novidade, temos a “Segunda Chance”, a opção de voltar atrás em momentos decisivos, permitindo que o jogador pense muito bem qual será o destino do personagem naquele momento.
O sistema de dificuldade
Aqui, a dificuldade foi adaptada para essa nova era da Supermassive. Temos três opções:
- Clemente: É mais focado na sua jornada, tendo indicadores que vão te ajudar a evitar ameaças.
- Desafiadora: Aqui as ameaças são mortais, mas você pode combatê-las.
- Letal: Essa é para quem quer sentir toda pressão que o jogo propõe e as oportunidades aqui são mínimas.
O elenco e sua familiaridade
A Supermassive mantém a boa e velha tradição de usar alguns rostos conhecidos da antologia, então é possível reconhecer personagens antigos vestidos com trajes espaciais. Porém, o destaque vai para Lashana Lynch (007 – Sem Tempo para Morrer e Capitã Marvel), que é o rosto dessa nova fase que Dark Pictures está seguindo.
Um pouco de música para descontrair
A parte sonora brilha em Directive 8020. A trilha sonora é algo surreal e cumpre um papel fundamental ao final de cada episódio. A música casa perfeitamente com o clima de tensão, deixando uma leve ansiedade para continuar o próximo episódio ou dando uma pausa para curtir e se manter imerso por alguns segundos.
Aceitando seu destino na imensidade do espaço
Directive 8020 aposta na diferença. Talvez o jogador sinta um pouco de falta do Curador, que sempre esteve presente, conversando e orientando seus próximos passos. Mas aqui, seguir de maneira mais isolada se torna parte da experiência proposta pelo jogo. Será preciso confiar em seus próprios instintos e aceitar o destino dos personagens conforme a história avança.

E, mesmo com uma leve falta de conexão com a tripulação, algo que sentimos nos primeiros jogos da franquia, esse salto para o survival horror é algo muito corajoso e totalmente bem-vindo, sendo uma verdadeira virada de chave para uma nova temporada e novos desafios.
E, por último, mas não menos importante, o jogo conta com menus e legendas totalmente em português, mas não possui dublagem, o que já é uma vitória para nós, brasileirinhos.
Mais reviews? AQUI

Criadora de Conteúdo | Membro do @Patobah_
| PSN: SkysWalkeR97 | Steam: 915120981 | Contato: [email protected] | twitch.tv/sk4iis
