Boa Leitura!

Directive 8020 | PS5 Review

O jogo marca o início da segunda temporada de Dark Pictures Anthology, onde, logo na capa, já percebemos um estilo diferente do que a série carrega, abandonando a caveira e a bússola que sempre estiveram presentes. Essa mudança não é por acaso, ela representa um novo caminho que a franquia vai tomar daqui pra frente.

Directive 8020
Agradecemos a Supermassive Games pela licença de Directive 8020

A Missão Cassiopeia

Directive 8020 nos leva até Tau Ceti f, um planeta que oferece um pouco de esperança para a humanidade. No entanto, quando a nave Cassiopeia faz sua aterrissagem, a tripulação percebe que não está sozinha em momento algum.

Podemos dizer que o jogo passa uma sensação de encontro perfeito entre Interstellar e The Thing (O Enigma de Outro Mundo). Imagine estar preso em uma nave completamente isolada no espaço e seu inimigo poder ter o rosto do seu melhor amigo, o que causa um clima de tensão e desconfiança dentro do grupo, forçando tomadas de decisão baseadas no instinto e deixando a lealdade de lado por não saber lidar de maneira certeira com toda aquela situação.

Mais interatividade, menos observação

O jogo acaba sendo ousado ao mudar suas mecânicas. Agora, você está com mais pressão nos ombros e não está apenas observando e decidindo o que vai acontecer com cada personagem, como nos títulos anteriores da obra.

Em Directive 8020, temos muito mais interação, fazendo com que o jogador se movimente e tenha que explorar os cenários de maneira livre para resolver puzzles e escapar do inimigo. Aqui, se esconder será sempre sua melhor opção, se for descoberto, já sabe: terá uma grande surpresa. Os famosos Quick Time Events continuam presentes, mantendo boa parte da tensão à qual os jogadores estão acostumados e exigindo atenção aos mínimos detalhes. E, como novidade, temos a “Segunda Chance”, a opção de voltar atrás em momentos decisivos, permitindo que o jogador pense muito bem qual será o destino do personagem naquele momento.

O sistema de dificuldade

Aqui, a dificuldade foi adaptada para essa nova era da Supermassive. Temos três opções:

  • Clemente: É mais focado na sua jornada, tendo indicadores que vão te ajudar a evitar ameaças.
  • Desafiadora: Aqui as ameaças são mortais, mas você pode combatê-las.
  • Letal: Essa é para quem quer sentir toda pressão que o jogo propõe e as oportunidades aqui são mínimas.

O elenco e sua familiaridade

A Supermassive mantém a boa e velha tradição de usar alguns rostos conhecidos da antologia, então é possível reconhecer personagens antigos vestidos com trajes espaciais. Porém, o destaque vai para Lashana Lynch (007 – Sem Tempo para Morrer e Capitã Marvel), que é o rosto dessa nova fase que Dark Pictures está seguindo.

Um pouco de música para descontrair

A parte sonora brilha em Directive 8020. A trilha sonora é algo surreal e cumpre um papel fundamental ao final de cada episódio. A música casa perfeitamente com o clima de tensão, deixando uma leve ansiedade para continuar o próximo episódio ou dando uma pausa para curtir e se manter imerso por alguns segundos.

Aceitando seu destino na imensidade do espaço

Directive 8020 aposta na diferença. Talvez o jogador sinta um pouco de falta do Curador, que sempre esteve presente, conversando e orientando seus próximos passos. Mas aqui, seguir de maneira mais isolada se torna parte da experiência proposta pelo jogo. Será preciso confiar em seus próprios instintos e aceitar o destino dos personagens conforme a história avança.

Directive 8020 | PS5 Review Directive 8020

E, mesmo com uma leve falta de conexão com a tripulação, algo que sentimos nos primeiros jogos da franquia, esse salto para o survival horror é algo muito corajoso e totalmente bem-vindo, sendo uma verdadeira virada de chave para uma nova temporada e novos desafios.

E, por último, mas não menos importante, o jogo conta com menus e legendas totalmente em português, mas não possui dublagem, o que já é uma vitória para nós, brasileirinhos.

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PATÔMETRO
Conclusão
Directive 8020 mostra que a Supermassive Games sabe muito bem se reinventar. Aqui, saímos do comodismo de apenas “observar” para a pressão de sobreviver em um lugar sem saída. Você vai conseguir lidar com toda essa paranoia ao seu redor? Vai conseguir confiar no seu amigo? Que, no final, pode não ser tão amigo assim? Se a resposta for sim, o jogo é um prato cheio para esse desafio. Só não espere que seus amigos continuem os mesmos até o fim dessa viagem.
Notas do Visitante1 Vote
9.7
8.5
NOTA FINAL

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