Boa Leitura!

Devil Jam | NS Review

Se tem uma coisa que o cenário indie aprendeu bem nos últimos anos, é pegar ideias já consolidadas e dar aquele tempero diferentíssimo. E é exatamente isso que Devil Jam busca fazer. Misturar roguelite de sobrevivência no estilo “sobreviva ao caos” com estética de rock pesado parece uma ideia fácil no papel… mas executar isso bem já é outra história.
Devil Jam

Logo de cara, Devil Jam já mostra sua identidade sem vergonha nenhuma. Aqui você não é um herói genérico nem um sobrevivente qualquer… você é um astro do rock enfrentando hordas de monstros como se estivesse no palco mais caótico do mundo.

A proposta funciona. A estética é carregada, cheia de atitude, com efeitos exagerados e uma energia que combina muito bem com o tema musical. Tudo parece um grande show apocalíptico, e isso ajuda a dar personalidade ao jogo, algo essencial em um gênero que já está ficando saturado.

Gameplay

Se você já jogou algo como Vampire Survivors, vai se sentir em casa. A base está toda aqui:

  • > Inimigos vindo em hordas;
  • > Evolução por upgrades durante a run;
  • > Construção de builds;
  • > Sobrevivência como objetivo principal.

O diferencial está no exagero. Você pode empunhar até 12 armas ao mesmo tempo, o que transforma a tela em um verdadeiro carnaval de projéteis, efeitos e números piscando.

No começo, isso é divertido. Muito divertido, aliás.

Mas conforme a partida avança, o jogo começa a flertar com um problema clássico do gênero: excesso de informação na tela. Em certos momentos, entender o que está acontecendo vira um desafio maior do que sobreviver aos inimigos.

Ainda assim, há mérito na variedade de builds. Combinar armas e itens cria sinergias interessantes, e isso incentiva a experimentação, um dos pilares de qualquer roguelite que se preze.

Devil Jam | NS Review Devil Jam

Trilha sonora

Aqui está um dos pontos mais acertados do jogo. A trilha sonora não só acompanha a ação, ela praticamente dita o ritmo da partida.

O rock pesado funciona como combustível para o gameplay. Cada onda de inimigos parece sincronizada com o caos musical que surgindo, criando uma sensação de urgência constante, é quase como se estivesse realmente em um show apocaliptico.

Um show que é complicado as vezes

Apesar da proposta interessante, Devil Jam ainda carrega algumas limitações.

O loop de gameplay, embora divertido, pode se tornar repetitivo depois de algumas runs. Falta um pouco mais de variedade estrutural, seja em mapas, objetivos ou progressão mais marcante.

Além disso, o balanceamento nem sempre parece justo. Algumas builds simplesmente quebram o jogo, enquanto outras parecem inúteis, o que pode frustrar quem gosta de experimentar sem depender da sorte.

E claro, o já citado problema visual: quando tudo explode ao mesmo tempo, o jogador perde controle da situação. Em um jogo de sobrevivência, isso pode ser fatal, literalmente.

Devil Jam no Steam

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PATÔMETRO
Conclusão
Devil Jam começa como um show épico… mas nem sempre consegue manter a plateia empolgada até o final. Se você curte roguelites de sobrevivência e quer algo com uma pegada diferente, vale sim dar uma chance. Só não espere um headliner absoluto do gênero, pelo menos não ainda.
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