A renomada dobradinha japonesa formada pela Idea Factory e Compile Heart atacou novamente no segundo semestre do ano passado, e o impacto de sua última criação ainda ecoa entre os órfãos de um bom RPG de nicho. Lançado globalmente pela Idea Factory International, Death end re;Quest: Code Z chegou para chacoalhar a franquia, transportando os jogadores para uma realidade alternativa onde as regras de sobrevivência foram completamente reescritas e a linha entre aliados e inimigos foi apagada de forma cruel.

Conhecida por misturar mecânicas tradicionais de RPG de turnos com elementos de visual novel e doses generosas de terror psicológico, a série entrega aqui o seu capítulo mais imprevisível até então.
O labirinto digital de Iris e a distorção da realidade
A trama de Code Z gira em torno de Sayaka Hiwatari, que desperta sem respostas em um local desolado conhecido como Strain Area. Ela logo descobre que está presa em um mundo paralelo gerado por uma inteligência artificial chamada Iris. O verdadeiro soco no estômago, no entanto, vem nos primeiros encontros com outros sobreviventes.
O jogo subverte a bagagem dos fãs através de dinâmicas muito bem amarradas:
- Identidades Invertidas: Rostos conhecidos de jogos anteriores reaparecem, mas o passado não significa nada neste ambiente controlado por Iris. Personagens que outrora lutaram lado a lado com a protagonista agora podem surgir como antagonistas sádicos e implacáveis.
- A Morte como Mecânica: Fiel à identidade da franquia, o “Game Over” faz parte do aprendizado. O jogo pune escolhas erradas e falhas táticas com animações de morte brutais e viscerais, mas cada fracasso desvenda pistas cruciais sobre os mistérios que cercam o código daquele mundo.
- Combate Tático Híbrido: O sistema de batalha combina a movimentação livre em turnos com o famoso sistema de ricochete (onde você arremessa os inimigos contra as paredes ou contra outros membros do grupo para maximizar o dano), exigindo raciocínio rápido em arenas poluídas por falhas de programação perigosas.

Resposta calorosa de uma comunidade fiel
Quase um ano após sua estreia oficial em agosto de 2025, o título conseguiu cravar sua bandeira com firmeza na plataforma da Valve. Death end re;Quest: Code Z sustenta atualmente uma média de avaliações “Bem Positivas” na Steam, com 51 análises de usuários que elogiam a coragem do roteiro em tomar caminhos sombrios e o tom melancólico da narrativa.
A crítica dos jogadores foca especialmente na capacidade do jogo de manter o suspense lá no alto, fazendo com que cada diálogo ou exploração de masmorra pareça uma roleta russa.
“O jogo não tem medo de ser cruel com os personagens que passamos a amar na série. Ver velhos amigos agindo como vilões psicóticos na Strain Area dá uma sensação de urgência fantástica à história”, destaca uma das resenhas na comunidade do jogo.
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