Eu, particularmente, sou muito fã das animações clássicas da Disney, então, quando eu descobri sobre o Bye Sweet Carole, que mescla essa estética com um jogo de aventura, com elementos de terror e puzzle, eu me apaixonei imediatamente!

Ainda mais por ser dirigido pelo Chris Darryl, que é alguém que eu já tava de olho por querer começar a jogar Remothered!
ENREDO/PREMISSA
Você é Lana, uma órfã que reside no Bunny Hall, um lugar onde as mulheres mais jovens são ensinadas a se comportar “adequadamente” para serem desejáveis na alta sociedade.
Lá, Lana conhece a jovem Carole, uma menina que ama ler trechos de Moby Dick e explorar cada canto da grande construção. Anos de amizade e parceria entre elas, mas tudo muda quando Carole desaparece sem deixar rastros visíveis. Isso quebra Lana, que fica sem rumo, mas que não vai desistir de achar sua amiga.
A premissa é ótima, ela podia aprofundar mais em certos personagens, mas, ainda assim, ela é muito boa, tem diversos plot-twists que vão te deixar maluco. Eu achei que, em certos momentos da narrativa, o voice-acting não teve o impacto que deveria, em cenas de desespero ou discussões.
O que eles usam para falar dos direitos das mulheres, inserido dentro da história do jogo, foi introduzido de forma perfeita em certos momentos. Não pareceu algo só jogado e traz uma certa imponência do assunto dentro da narrativa, que faz realmente a gente pensar sobre ele.
JOGABILIDADE
O ponto mais baixo do jogo, por falta de uma fluidez. A gameplay, na sua maioria, parece travada, com uma limitação do que fazer. Isso coincide muito com os cenários que têm muitos obstáculos em que você precisa saltar, correr e tal, mas acaba ficando meio sem o pacing necessário.

A jogabilidade muda de acordo com quem você controla, já que a história te levará a outros personagens jogáveis que têm sua gameplay diferente, como o Coelho. Ele pula mais alto e corre, conseguindo passar debaixo de lugares estreitos que a Lana não consegue!
Os puzzles são bem no estilo point and click, onde você precisa pegar um item para abrir uma porta, e interagir com ela com esse item fará com que ela seja aberta. E isso necessita de exploração do ambiente para achar os itens, o que não é muito difícil, já que os ambientes não são muito grandes. Eu achei os puzzles bem fáceis e achei que deveriam pedir um pouco mais de pensamento para resolver, mas não foi necessário.
O jogo tem um sistema de perseguidor bem parecido com os famosos Mr. X e Nemesis, do Resident Evil. Só que eu acho que essa mecânica não foi tão bem introduzida no jogo, por conta dos cenários não serem tão grandes e as portas terem uma transição para mudar o cenário. É simplesmente muito fácil dispersá-los e esconder em algum armário.

Em alguns momentos do jogo, também temos as batalhas de dança, que eu achei mal introduzidas dentro do jogo. Poderiam ser mais fluidas, mas acabaram ficando bem jogadas, e isso é uma pena. É simplesmente muito fácil e não traz uma adição a mais de dificuldade.
Eu estava esperando um jogo de plataforma simples, mas me surpreendi com essas variações de gameplay no entorno dele, mesmo que não tenham sido inseridas de uma forma satisfatória, é bom ver que não é apenas correr e pular enquanto foge de monstros.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O charme vem definitivamente daqui, um show de arte trazendo uma estética muito pouco explorada nos videogames, que é a estética de animações clássicas totalmente desenhadas à mão. E, nisso, eles simplesmente foram incríveis, porque o jogo é lindíssimo, com cenas in-game e cutscenes sendo esplêndidas!
Os cenários são muito bem feitos, com um level design delicioso e uma trilha muito boa também. É mais um ponto positivo dessa direção incrível!y

A direção de arte me deu a forte sensação de como quando eu era criança, sentava na frente da TV e assistia Tarzan, Bambi, Mogli e outros desenhos daquela época, e ficava apaixonado com a beleza daquilo. Esse mesmo estilo de animação casou perfeitamente nesse jogo, e me trouxe uma nostalgia absurda.
O jogo, pelo menos pra mim, não teve nenhuma falha técnica nas 8 horas jogadas. Não sofri com nenhum bug e estou extremamente satisfeito nessa parte!
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Um simples amante de jogos, loucamente apaixonado por survival horror.

