Crazy Taxi conseguiu a façanha de se consolidar como um jogo de carros completo por si só, sem necessariamente se prender à estrutura tradicional dos jogos de corrida. Com uma proposta inovadora e altamente original, o título marcou época no SEGA Dreamcast e deixou saudades em quem viveu essa era.
Durante a Brasil Game Show (BGS) 2026, a equipe do Patobah teve a oportunidade de testar Crazy Taxi: World Tour, o novo remake que promete resgatar a nostalgia enquanto expande a fórmula clássica.
Mundo aberto e liberdade de gameplay
A grande mudança em Crazy Taxi: World Tour está em seu mapa. Diferente do mundo fechado e limitado da versão original, a nova versão aposta em um mundo aberto pleno.
Os jogadores agora têm total liberdade para transitar pela cidade a qualquer momento e realizar diversas atividades:
- Transporte de Passageiros: O objetivo clássico de pegar clientes e levá-los ao destino.
- Desafios Contra o Tempo: Corridas e testes de velocidade rápidos.
- Missões de Pontuação e Destruição: Objetivos focados em pontuar realizando manobras e causando caos pelo cenário.
A estrutura de missões rápidas e dinâmicas proporciona sessões de gameplay curtas e bastante acessíveis, mantendo a simplicidade que consagrou a franquia e agradando tanto novos jogadores — incluindo crianças — quanto os veteranos.
Visual de nova geração e polêmica com IA
No aspecto gráfico, o jogo impressiona à primeira vista com visuais de nova geração. No entanto, um dos pontos mais debatidos durante o teste é o uso intensivo de upscaling por Inteligência Artificial.
A própria SEGA confirmou a utilização de ferramentas de IA no desenvolvimento do remake, o que gera opiniões divididas na comunidade sobre a preservação estética e técnica do projeto.
Jogabilidade e sensação de velocidade
Em relação ao manuseio do táxi, o jogo preserva e expande a variedade de manobras, permitindo executar drifts e acionar impulsos de turbo.
A sensação de velocidade é excelente quando o turbo está ativado, mas oscila em momentos de condução normal, onde o veículo passa a sensação de ser um pouco mais lento do que o esperado. Ajustes no equilíbrio e no ritmo de pilotagem seriam bem-vindos até o lançamento final.
O Retorno de um ícone
Crazy Taxi: World Tour demonstra potencial para entregar a experiência divertida e descompromissada que tornou o original um clássico inesquecível do Dreamcast. Embora ainda precise de ajustes finos de polimento técnico e de ritmo, o título é um dos destaques saudosistas do evento.
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Prazer, eu sou o Fauno, fundador do História e Games, Jornagamer e fã dos jogos em que escolhas importam. Repórter do Patobah