Boa Leitura!

Beyond The Ice Palace 2 | PS5 Review

Beyond The Ice Palace 2 é uma boa sequência do clássico de 1988. Boas batalhas contra chefes e uma pixel art muito bonita salvam o jogo, que patina com sua jogabilidade inconstante e alguns bugs.

Beyond The Ice Palace é um jogo clássico. A aventura, restrita a poucos mercados na década de 1980, criou uma geração de fãs. Era uma jornada simples, onde o guerreiro escolhido pela flecha sagrada atirada pelos deuses deveria proteger o reino de todo o mal. E, felizmente, o segundo jogo também não faz feio.

Beyond The Ice Palace 2 | PS5 Review Beyond The Ice Palace 2

Um rei traído e a vingança contra quem trouxe o mal

A história de Beyond The Ice Palace 2 é simples. Você triunfou sobre a bruxa maligna do primeiro jogo e trouxe uma era de prosperidade e paz ao reino. Porém, forças malignas conspiraram contra você e os pajens, seus conselheiros, acabam te traindo, seduzidos pelo poder dos fragmentos da flecha sagrada — a mesma flecha que, ano após ano, era atirada dos céus pelos deuses para te consagrar como campeão e protetor.

Preso, humilhado e vivendo uma vida de dor, simpatizantes do rei unem forças, em um último esforço, para libertá-lo de sua prisão. E agora, você deve percorrer seu reino em decadência para caçar os responsáveis. Funciona. A história nem sempre precisa ser um fio condutor complexo ou trazer inúmeras reviravoltas; aqui, ela é direta e cumpre seu papel.

Beleza em Pixel Art

A escolha por gráficos em pixel art é muito acertada. O jogo traz uma nostalgia e qualidade de tempos onde o foco era realmente a diversão. Os personagens são bem desenhados, os cenários são variados e os monstros maiores — vulgo chefes — são extremamente grotescos.

Meu único problema foram as animações. Acho que dava para melhorar, principalmente nos movimentos de ataque dos inimigos e no movimento de esquiva do rei.

Trilha sonora clássica

Adorei os temas do jogo. Lembrando muito os filmes de terror e outros contos mais sinistros, a trilha sonora é muito gostosa de se ouvir, e os temas de chefes são muito bons. Jogar Beyond The Ice Palace 2 é como uma viagem nostálgica a um tempo mais simples, e a trilha é, em parte, responsável por isso. Destaque para os temas da área inicial, do Cemitério e da Caverna dos Piratas.

Jogabilidade truncada e seu impacto

Buscando referências em jogos como Super Castlevania 4, o rei usa uma corrente bem versátil. Ele pode acertar em múltiplas direções e usá-la para dar impulso em argolas e paredes. O problema? Comandos não funcionais, aliados a atrasos na execução ou movimentos que “bugam”, fazendo com que a ação não saia como planejado.

Para piorar, acharam de bom tom colocar pontos de checagem (checkpoints) longe uns dos outros, fazendo o jogador perder de 10 a 15 minutos refazendo trechos desnecessários de exploração e até lutas contra minichefes. Os trechos da igreja e da caverna dos piratas ficarão bem vivos na minha mente (e não de um jeito bom).

Nem tudo é um pântano malcheiroso

Quando funcionam, os movimentos são divertidos, e as lutas contra inimigos e a exploração ficam bem dinâmicas. O jogo usa um sistema de fases simples com o aspecto metroidvania na coleta de habilidades e chaves para retornar a trechos já visitados.

O rei coletará anéis com efeitos convencionais de aventura (como maior ataque ou defesa) e uma barra de especial. Você tem atributos para evoluir, como vida, barra de fúria (que aqui é o seu especial) e até o poder de regeneração de vida através de alimentos. A graça do jogo é que esses itens estão bem escondidos em locais de difícil acesso — e você precisará deles se quiser uma aventura um pouco menos tortuosa.

A jogabilidade e o sistema de poderes são simplificados. O foco do jogador é realmente a exploração e a derrota de seus inimigos. Gosto de jogos que conseguem ter sistemas diretos e ainda assim engajar. Felizmente, Beyond The Ice Palace 2 conseguiu isso comigo, mesmo com sua problemática jogabilidade.

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PATÔMETRO
Conclusão
Beyond The Ice Palace 2 é um jogo em pixel art nostálgico, divertido e com foco em uma jogabilidade clássica. Lógico, seus bugs menores e pontos de checagem escassos podem frustrar, mas ainda há aqui um produto sólido, feito para uma geração que aprendeu a lidar com a frustração (ou para pessoas pacientes). Eu recomendo, com toda a certeza, esta experiência.
Gráficos
8
História
7.5
Jogabilidade
6.2
Som e música
8
Parte técnica
7
Notas do Visitante0 Votes
0
7.3
NOTA FINAL

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