Já pensou o que seria um mundo sem música? Pior, um em que os próprios sons fossem ameaçados e os seus propagadores, perseguidos? Pois é o que o universo de Bandwagon propõe, te dando o controle sobre um protagonista que quer fazer de tudo para lutar pela música e vai se juntar a um bando de outros artistas, munidos dos mais diversos instrumentos e métodos para compor, de forma que, juntos, vocês possam não só reconstruir um futuro que querem viver, como também trazer a felicidade através das músicas.

Desenvolvido e distribuído pela Bippinbits, agradeço aos amigos da Patobah e também aos desenvolvedores por terem me permitido acesso ao playtest de chaves limitadas na plataforma PC. Surpreendentemente, não vi a hora passar, preso a vários novos objetivos e cada vez mais mecânicas que foram sendo descobertas.
Apresento para vocês agora um pouco do que foi a minha experiência.
Proposta de Gameplay.
Em Band Wagon, seu personagem será o principal guia não só do ritmo da música, como também do ritmo da sua gameplay, porque, à medida que você vai desbloqueando novos personagens e instrumentos, também ganha opções de combate diferentes.
À medida que progride nas lutas, também ganha acesso ao aumento de níveis, obtidos depois de completar uma determinada barra que, ao ser preenchida, libera a escolha de três novas habilidades ou melhorias das que já existem, frente a uma decisão que, por óbvio, exclui as outras duas. Há a possibilidade de, com itens específicos, rolar novamente essas melhorias que são aleatórias, mas, pelo menos no playtest, esse recurso pareceu bastante escasso.

Compondo seu time, você vai perceber que cada novo personagem possui um foco diferente e alguns, inclusive, contam com passivas que são essenciais para que você consiga acessar novas áreas do mapa ou mesmo realizar atitudes das mais simples, como cruzar um córrego ou eliminar espinhos que impedem a sua passagem.
Vale lembrar também que o jogo conta com um sistema de corações, os quais são removidos à medida que você recebe dano e podem ser igualmente recuperados pelo drop dos inimigos comuns ou dos chefões.
Esses chefões não foram uma parte difícil, mas estão bem balanceados o suficiente para que você não se sinta jogando tempo fora ao enfrentar cada um deles. Esse playtest, inclusive, tinha diversos “finais”, sendo eles basicamente objetivos maiores que demoram um pouco mais para serem concluídos, mas que exatamente por isso, te
recompensam com o “fim” da experiência, já que deve ter sido pensado que para chegar até aquele ponto, você já entendeu pelo menos qual vai ser a espinha principal desse jogo.
Foi um teste divertido, mas nem um pouco desafiador. Fiquei preso e encantado principalmente pela música, sempre tão diferente e variando tanto, seja pela disposição dos instrumentos ou mesmo por quem está compondo a minha equipe naquela partida.
O que foi entregue até aqui?
Nesse playtest tive acesso a um mapa que me espantou positivamente pelo seu tamanho. Afinal, já que o jogo ainda não possui uma previsão de lançamento, já é muito trabalho e empenho por parte dos desenvolvedores ter criado tanto.
O leque de personagens disponíveis para compor o seu time, por mais que tenha se mostrado limitado rápido demais, ainda assim é bastante interessante.
Existem micro missões, além desses “finais” possíveis e acessíveis para o conteúdo do playtest, e elas até que preenchem bem não só o cenário, como também o seu tempo entre uma partida e outra.

Os inimigos também estão bem balanceados e eu não sofri tanto, nem mesmo quando as hordas se tornaram grandes demais. O suposto “limite de tempo” também foi fácil de manejar e é bacana que ele altere a dinâmica do cenário, assim como, pelo que suspeito, também influencie o número de inimigos na tela que pretendem te atacar.
O sistema de upgrades temporários espalhados pelo mapa, além dos corações que recuperam sua vida, para mim é o aspecto mais fraco da gameplay. Tirando aquele cujo símbolo é um ímã e serve para atrair todos os objetos de experiência ao seu redor, praticamente ignorei todos os demais enquanto jogava.
Achei a história bastante carismática e sigo ansioso para ver mais sobre esse projeto.

O que eu gostaria de ver na versão final?
Por incrível que pareça, nenhum dos pontos, nem mesmo aqueles que mais me incomodaram ou que acabaram sendo deixados de lado em virtude do quão interessantes eram os outros aspectos de Bandwagon, me fizeram sair dessa experiência, de alguma forma, decepcionado. Pelo contrário, é um jogo bastante promissor e que foi muito diferente e interessante de ser testado.
Agradeço, então, novamente pela oportunidade que me foi dada pelos amigos da Patobah. Sem eles, eu não conheceria jogos tão diferentes quanto esse.
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“No gods or kings. Just ducks.”

