Boa Leitura!

Atomic Owl | PS5 Review

Atomic Owl é um jogo de ação com elementos roguelite, plataforma 2D e visual em pixel art. Desenvolvido pela Monster Theater e publicado pela Eastasiasoft Limited, o título já chama atenção de cara por reunir vários elementos muito populares — e, no meu caso, favoritos — além de apostar em um protagonista inusitado: uma coruja.
Atomic Owl
Agradecemos a Eastasiasoft Limited pela licença de imprensa

Do que se trata

Na história, acompanhamos Hidalgo, uma coruja integrante das Bladewings, grupo responsável por proteger o mundo. Após uma missão cansativa, ele e seus amigos Kaze, Red e Goliam decidem relaxar com um ramen. É nesse momento que tudo dá errado: um corvo vingativo chamado Omega Wing aparece e corrompe seus companheiros.

A partir daí, Hidalgo embarca em uma jornada para salvar seus amigos e derrotar o vilão.

É uma narrativa clássica de vingança — simples, direta e funcional.

A história é pano de fundo para a gameplay… mas

Atomic Owl deixa claro que sua prioridade é a gameplay. A história cumpre bem o papel de contextualizar, mas não tenta ir além disso. O problema é que, justamente onde o jogo deveria brilhar, ele acaba tropeçando.

Atomic Owl

Logo no início, é possível escolher entre o modo roguelite ou um modo sem elementos rogue, o que é um ponto positivo e amplia as possibilidades para diferentes tipos de jogador.

A base do gameplay é o clássico das plataformas 2D: avançar pelos cenários, pular entre plataformas, atacar inimigos e esquivar. Uma fórmula já conhecida, mas que funciona muito bem quando bem executada.

E esse é o ponto: quando bem executada.

Não é exatamente o caso aqui.

O jogo apresenta imprecisões nos comandos, especialmente no pulo — que acaba sendo o maior problema da experiência. O pulo duplo, por exemplo, muitas vezes mais atrapalha do que ajuda, dificultando alcançar plataformas em momentos importantes. Em várias situações, usar pulo + dash se mostrou mais eficiente do que confiar na mecânica de pulo duplo.

Atomic Owl

Combate e progressão salvam a experiência

Se por um lado a movimentação deixa a desejar, o combate é um dos grandes acertos do jogo.

Atomic Owl oferece quatro tipos de armas, cada uma com características próprias, o que traz variedade e estratégia para os confrontos. Alternar entre elas dependendo do inimigo torna a gameplay mais dinâmica e, principalmente, muito prazerosa. É uma delícia sair cortando inimigos por aí.

As boss fights também merecem destaque: são desafiadoras, bem construídas e visualmente impressionantes, elevando o nível do jogo nesses momentos.

Outro ponto positivo é o sistema de progressão. No modo roguelite, ao morrer, o jogador retorna a uma área onde pode investir moedas coletadas durante a run em melhorias permanentes, como aumento de vida e upgrades nas habilidades.

Esse sistema adiciona um senso constante de evolução e deixa a experiência mais envolvente.

Atomic Owl

Parte artística é o grande destaque

Se a gameplay divide opiniões, a parte artística é praticamente irretocável.

A direção de arte em pixel art é simplesmente excelente. O jogo é extremamente bonito, com cenários variados que vão de ambientes em neon com estética cyberpunk até florestas vibrantes. Tudo é muito bem construído e visualmente marcante.

Além disso, há referências visuais inspiradas na cultura japonesa, que ajudam a enriquecer ainda mais a ambientação.

A trilha sonora acompanha esse nível de qualidade. O trabalho de XENNON e Shibuya 84 é impressionante, com músicas que elevam a experiência em todos os momentos. A trilha da fase final, em especial, é memorável e se destaca como um dos pontos altos do jogo.

Considerações finais

Vale destacar que não enfrentei bugs durante minha experiência no PlayStation 5. Finalizei o jogo em cerca de 5 horas, podendo ser concluído em menos tempo dependendo do jogador.

Atomic Owl

Mais reviews: AQUI

PATÔMETRO
Conclusão
Atomic Owl é um bom roguelite que entrega uma experiência divertida, mesmo com falhas importantes. Em um momento em que muitos jogos tentam ser gigantescos, complexos e cheios de sistemas, Atomic Owl segue um caminho mais simples: faz o básico — o famoso “feijão com arroz” — mas com personalidade. Isso faz com que o jogo se destaque justamente por ser direto, sem enrolação, e ideal para quem quer apenas relaxar e se divertir sem compromisso. Se você gosta de jogos de ação com elementos roguelite, plataforma 2D e pixel art, Atomic Owl é uma recomendação válida. O jogo está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.
Notas do Visitante0 Votes
0
PROS
Pixel art incrível
Combate divertido e satisfatório
Excelente direção sonora e trilha sonora
CONTRAS
Comandos imprecisos
Problemas na mecânica de pulo
7
NOTA FINAL

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