Assassin’s Creed Revelations
Esse jogo foi especial por vários motivos, um deles se deu por ter finalizado o primeiro título da franquia esse ano, e por isso, toda a experiência envolvendo a trama se tornou mais interessante, com mais elementos. Outro motivo se traduz pela finalização de uma trilogia muito especial para mim. É a finalização da história de um personagem que acompanho desde bebê, tenho um apego enorme ao personagem e sua história. Ezio se tornou meu personagem favorito no mundo dos games depois de Revelations. Enfim, esses motivos me deixaram empolgado antes e durante a gameplay, estava com uma enorme expectativa. Conto mais sobre minha experiência abaixo.
Essa review se trata de uma experiência pessoal e irá contar com os seguintes tópicos: História; Jogabilidade; Direção técnica e artística; Trilha sonora; “Vale a pena jogar?”.
História
Premissa
Assassin’s Creed Revelations finaliza a história do mestre assassino Ezio Auditore, ele precisa refazer os passos da lenda dos assassinos, Altair. Com isso, Ezio se coloca em uma aventura perigosa e cheia de descobertas ambientada na lendária Constantinopla, o centro do império Otomano, onde se encontra um presente e forte exército templário que ameaça desestabilizar a região.
Personagens
Particularmente, adorei todos os personagens envolvidos nessa trama, todos são bem carismáticos e potencializam a história como um todo. As interações com Ezio, como eles se expressam e suas convicções me chamaram muita atenção, foi algo que se destacou, pois os personagens tiveram um bom desenvolvimento. Meus personagens secundários favoritos foram Sofia e Yusuf. Sofia é cativante porque é uma mulher com convicção, forte e inteligente que fala com paixão daquilo que gosta. O Yusuf é um personagem muito inteligente, carismático, leal e protetor. É aquele amigo que você pode contar sempre e que busca fazer o bem. Resumindo, adorei todos os personagens, esses dois em especial.
Romance
Eu curto bastante histórias de romance, principalmente quando são bem construídas e especiais. O romance entre Sophia e Ezio têm elementos que me agradam bastante, pois é aqui que vejo um Ezio bem mais maduro, convicto emocionalmente, e principalmente, respeitoso. Não vou entrar em muitos detalhes para não atrapalhar a experiência de ninguém.
Final
O final desse jogo foi um dos melhores que vi em uma trilogia, foi um encerramento emocionante pelo peso que essa história carrega. Não foi uma história de apenas um jogo, e sim, de uma era, entende? Foram quatro jogos bem encaixados, cativantes e de uma qualidade absurda, um legado que se encerrou da melhor maneira possível. Se você é fã do primeiro jogo e dos dois primeiros jogos do Ezio Auditore, jogue Revelations imediatamente!
Jogabilidade
Mecânicas
O jogo apresenta várias mecânicas diferenciadas em pontos tradicionais da franquia e isso me chamou muita atenção. Durante a gameplay, você terá uma experiência diferente no combate, parkour, furtividade, etc. Mas neste tópico, quero destacar algumas mecânicas de gameplay específicas. Uma delas se chama “Den Defense” que funciona como um mini jogo de Tower Defense dentro do Assassin’s Creed, onde precisamos posicionar assassinos que possuem diversas funções e habilidades com o objetivo de proteger o território assassino dos templários, e assim, manter a dominação de pontos específicos dentro da cidade. Essa mecânica em específico me agradou e divertiu. Outra mecânica específica que me agradou foi o famoso Mediterranean Defense, uma gameplay presente em Assassin’s Creed Brotherhood, mas que em Revelations se torna mais complexa e bem satisfatória, pois você recruta novos assassinos e gerência eles em missões mais detalhadas, com um nível de dificuldade maior e um sistema de progressão dos assassinos e de conquistas das cidades mais completos.
Combate
Eu explorei o combate desse jogo com diversas armas e acessórios, foi algo que se destacou durante minha experiência. Com certeza não é o melhor combate, mas é um dos mais variados em termos de possibilidades, achei a implementação de alguns itens valorosos e divertidos. Enfim, você vai se divertir, mas confesso que prefiro o combate mais fluído e brutal do Brotherhood.
Parkour
Eu demorei um pouco para me acostumar com o parkour do Revelations porque a cidade te incentiva a ter um maior trabalho manual, isso foi algo que gostei, muito por conta do desafio. A adição da Hookblade deixou o parkour mais fluído e satisfatório, para mim, um destaque muito bom! Muitos acham que o parkour do unity é o melhor, possui as melhores animações, é mais fluído, etc. Eu concordo que o parkour do unity é muito bom e tem ótimas animações, talvez as melhores realmente, mas o melhor parkour da franquia, para mim, é o do Revelations. Um parkour mais fluído, satisfatório e desafiador. Só jogando pra entender melhor.
Furtividade
A furtividade desse jogo é satisfatória, embora eu não tenha esse estilo como minha principal característica de jogador. Uma das coisas mais legais durante minhas experiências furtivas foi a variedade de recursos que o jogo me proporcionou, principalmente com a implementação das bombas. Eu conseguia craftar bombas com vários efeitos diferentes, ou seja, fazia a produção de bombas onde a fumaça matava os guardas envenenados, outra que servia só como distração, uma delas era necessário armar no chão, como se fosse uma armadilha. Eu adorei brincar com as bombas, ótima mecânica.
Direção técnica e artística
Desabafo
O jogo rodou bem no meu computador, sem travamentos ou algo do tipo, mas preciso fazer uma crítica a Ubisoft em relação ao seu launcher. Eu comprei o jogo na Steam e percebi só quando fui jogar que a Ubisoft nos obriga a fazer login na conta toda vez que o player entra no jogo, até aí tudo tranquilo, certo? Errado! O problema começa quando depois de mais ou menos três dias você não consegue fazer login mesmo colocando tudo certo porque acontece um bug, onde o jogador precisa trocar a senha para entrar no jogo, mas quando se troca a senha muitas vezes durante o mês sua conta entra em suspensão temporária automaticamente… Desculpa o desabafo, galera, mas isso foi algo que me chateou bastante e precisava compartilhar com vocês.
Arte
A direção de arte desse jogo é uma sacanagem! A ambientação de Constantinopla é incrível! Particularmente, prefiro a do Assassin’s Creed dois ou até mesmo do Brotherhood, mas essa não fica para trás nenhum pouco. Adoro a história de Constantinopla e seus cenários são extremamente lindos, foi um trabalho com qualidade. É preciso destacar também que as cores e a estética da cidade são bem feitas, as nuvens têm uma densidade impressionante e as fases do dia têm um contraste bem único na minha visão. Foram características que me encantaram durante minha jogatina.



Imersão
Uma das coisas mais legais se apresenta na exploração da cidade, é interessante como ela é viva e os npcs são bem mais complexos do que nos títulos passados. Caminhava pela cidade e observava pessoas pescando, fofocando, reagindo ao meu parkour, pedindo dinheiro, fazendo um show com tochas, produzindo um barco, dançando, etc. Foi uma ótima experiência imersiva.
Trilha sonora
A trilha sonora de Revelations casou bem com os momentos do jogo em todas as partes importantes, mas não foi essa sincronia durante os momentos de conflito que me chamou atenção, e sim, o fato das músicas se unirem tão bem ao ambiente. Durante o parkour escutava as músicas e percebia como aquilo combinava com os cenários e o momento em cada gameplay. Na minha humilde opinião, fizeram um trabalho com muito carinho e qualidade em relação a trilha sonora.
Vale a pena jogar?
Se você gosta da franquia Assassin’s Creed, vai adorar a experiência de jogar Revelations, principalmente se teve contato com o primeiro título da franquia e os dois primeiros jogos da trilogia Ezio. Assassin’s Creed Revelations se destaca pela sua história épica e cativante, sua jogabilidade divertida e variada, sua ambientação imersiva e bonita, e trilha sonora satisfatória. Joguem esse jogo presencie um dos melhores e mais subestimados jogos dessa franquia tão importante para o cenário dos games.
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Davi Lima – Concursado, Técnico em Redes de Computadores, Professor de Educação Física e amante de games e livros.

