Se fosse resumir rapidamente a experiência com essa demo, seria a definição de “cagaço” total. Parado, escondido por um bom tempo para entender os padrões da criatura. Quando observei que ele tinha ido embora, esperamos aliviados por mais alguns instantes, e então ele nos achou.
O Alien não vai aos locais porque nos percebeu; ele vai apenas para “confirmar”. Esse clima tenso no ar foi fenomenal.
A Demo e o Enigma da Protagonista
Como já descrevemos em uma matéria anterior, a demo é curta, mas super interessante: traz referências ao primeiro game, com um pedaço da Sevastopol em um planeta com hostilidades climáticas chamado LV-921.
Porém, não controlamos a Amanda Ripley nessa demo, e pelos indicativos, talvez a personagem da demonstração nem seja a protagonista final do game, ou seja apenas uma pegadinha dos desenvolvedores.
Ao deixar isso em aberto no final da demonstração, surge a possibilidade de essa seção trazer fatos e personagens que não estarão na versão final (como ocorreu na demo inicial de Resident Evil 7), ou até mesmo que ela esteja no game oficialmente, mas como uma personagem temporária, abrindo margem para mais protagonistas ou o retorno da própria Ripley.
De verdade, não ficaria surpreso se fosse um protagonismo 100% novo com referências ao anterior, já que a jogabilidade mantém muitas características do clássico, mas com um ótimo refinamento, alterações no mapa devido à paisagem caótica da LV-921 e um Xenomorfo ainda mais intrometido.
O Valor de Novos Ares na Franquia
Essa mudança me agrada. A saga acerta em cheio nessas trocas, mantendo o terror e os mistérios clássicos: uma nave de oito membros onde a contagem deveria ser sete, uma equipe de exploração encontrando formas de vida desconhecidas, uma tripulação deparando-se com uma nave abandonada, e um protagonista novo enfrentando medos que apenas nós, espectadores, conhecemos.
Preferir novos personagens nesse cenário não significa que manter Amanda mataria o horror, mas mudaria completamente os desafios. A vivência acumulada pela protagonista exigiria novos tipos de ameaça para manter a tensão verossímil e épica — algo semelhante ao que James Cameron fez em Aliens: O Resgate, elevando a escala e a dinâmica em relação ao filme original de Ridley Scott.
Abordar o horror com uma “nova tela” sempre será um dos melhores caminhos para essa franquia, explorando novas datas, cenários e possibilidades.
Considerações Finais
Os acertos acumulados desde os clássicos, passando por Alien: Isolation (2014) e chegando ao sucesso recente de Alien: Romulus (2024), mostram que novas perspectivas são sempre bem-vindas. No futuro, espero que possamos ver uma boa mescla entre Alien, o 8.º Passageiro (1979) e Aliens: O Resgate (1986).
Até lá, sigo completamente satisfeito com o ótimo trabalho que a Creative Assembly e a SEGA estão desenvolvendo em parceria com a 20th Century Games — um esforço essencial para manter a franquia viva e com o padrão de qualidade que ela merece.
Obrigado à SEGA por disponibilizar um tempo para jogarmos a demonstração na BGS 2026.
O jogo está listado e disponível para PC (Steam), PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Criador do canal Toca Du Corvo