70s-style Robot Anime Geppy-X é a oportunidade certa para conhecer a magia dos animes antigos, ainda que a jogabilidade seja um pouco simples demais e os controles muito limitados.

A era de ouro do PlayStation 1 sempre foi marcada por jogos orientais que nunca chegaram ao mercado ocidental. Geppy-X é um desses casos. Ele foi lançado em 1999 e, para mim, é um “anime-jogo”, se assim pode-se dizer, com uma história divertida e bacana de se acompanhar, ainda que marcado pela simplicidade excessiva dos controles e pela falta de manobras defensivas contra projéteis inimigos.
Arte e estilo
Geppy-X é charmoso. Invocando a época da febre japonesa no Brasil, da TV Manchete e de tantas outras, é impossível negar que o jogo tem muito mais apelo com a galera 30+, que acompanhou e acompanha animes até hoje. Logo, o sentimento é de que, ao menos nesse quesito, o jogo acerta, e muito. Até mesmo o design dos robôs, os personagens principais e todo o roteiro são bem clichês, mas de uma maneira irresistível que só os anos 70, 80 e 90 podem proporcionar.

Como jogo de videogame, fica devendo…
A gameplay é mediana. Embora os golpes especiais e os movimentos sejam legais e bem-feitos, a execução é ruim. Os golpes têm atrasos, o movimento de se virar é terrivelmente impreciso e não há uma manobra evasiva de projéteis. Sendo um shooter lateral de mechas, isso frustra. O lado legal? Você pode alternar entre as três formas livremente. Contudo, a forma teoricamente mais focada em força, a de Riki, é a pior de todas — eu a evitei a todo custo.
Mesmo sabendo das limitações de um jogo da década de 1990, acho que, ainda assim, o jogo poderia ter controles mais suaves.

Outro fator que pesa até na precificação é que o jogo é bem curto: de 3 a 5 horas, no máximo, você consegue terminar bem Geppy-X. O capítulo 4 tem uma ramificação muito bem-vinda que varia de personagem, trazendo um drama inesperado à história e aumentando o fator replay.
Trilha sonora dos DEUSES
Akira Kushida, cantor de tantos temas fantásticos, está no jogo. Inconfundível, trouxe lágrimas a este velho jogador que cresceu com influências das fitas VHS de Jiraiya, Jiban e tantos outros. Existem outros gênios envolvidos, mas, para não estragar mais a surpresa, deixarei vocês ouvirem por si sós. É de se emocionar.
Uma oportunidade bacana de conhecer um jogo diferente


Crítico do patobah.com.br e apresentador do Patotícias no Youtube: @PatobahOficial