Quando a Lexip Games — a quem agradeço — me mandou Them, fui pesquisar sobre o jogo para ver se ele fazia sentido para mim. Ao descobrir que se tratava de um plataforma 2D, metroidvania e terror em primeira pessoa, fiquei impressionado. Como assim todos esses elementos em um jogo só?

Só por isso, o jogo já ganhou a minha atenção — e posso te adiantar que, ao zerá-lo, ele se mostra mais um bom indie no mercado.
Them foi lançado em 19 de junho de 2025 para PC pela Lexip Games. Trata-se de um jogo indie que mistura elementos de plataforma 2D, metroidvania, quebra-cabeça e horror em primeira pessoa.
Na história, você controla Tommy, um garoto de 9 anos que entra em um misterioso clube de videogames dos anos 90 apenas para se divertir. No entanto, o que começa como uma noite comum rapidamente se transforma em um pesadelo quando o lugar fica vazio e acontecimentos estranhos começam a surgir ao seu redor.
Para escapar, Tommy precisa entrar em um jogo dentro do próprio jogo — enfrentando desafios de plataforma, resolvendo puzzles e lidando com manifestações perturbadoras que parecem conectadas aos seus próprios medos.
Gameplay é divertida e nostálgica.
A premissa de Them é a seguinte: você precisa sair daquele lugar, e um ser sombrio diz saber como te tirar dali. No entanto, ele pede alguns itens em troca. Esses itens estão dentro do videogame.
Basicamente, o loop de gameplay funciona assim: você conversa com esse ser misterioso, descobre o que ele quer, vai até a sala e liga o videogame. Dentro dele, existe um minijogo chamado Taskelvania (acho que nem preciso dizer qual é a referência, né?). É nesse minijogo que você encontra os itens necessários. Depois de consegui-los, você sai do game e vai até o espelho entregar o item em troca de algo que permite progredir na história.
É aqui que o jogo brilha
Mesmo com um loop de gameplay simples, ele é extremamente divertido e tenso. O jogo te fisga de uma forma que você praticamente o devora.
Há diversas referências a clássicos, sendo a principal o minijogo Taskelvania — uma clara homenagem a Castlevania. Taskelvania poderia facilmente ser um jogo próprio. Aliás, seria ótimo ver o estúdio lançando isso como um título independente no futuro. Ele é muito divertido, fluido e conta com ótimas mecânicas para um bom metroidvania.
Fora do videogame, Them aposta em uma estética tensa e sombria, com alguns momentos de jumpscare. Essa é a parte mais voltada ao terror. O jogo conta com uma direção artística belíssima e uma trilha sonora que ajuda a dar peso à história, mantendo a tensão durante toda a experiência e despertando curiosidade pelo desfecho.
Eu zerei o jogo em cerca de 2 horas, mas o comum é finalizá-lo em aproximadamente 1 hora — isso se você não ficar preso em alguns puzzles, como eu fiquei (risos). Durante essa jornada, encontrei alguns bugs e, no final do jogo, após uma atualização, a tradução em PT-BR acabou ficando indisponível.
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escrevo sobre games como forma de arte. Artigos especiais sobre narrativa, indústria e tudo aquilo que os videogames dizem — mesmo quando não parecem estar dizendo nada.
