O Patobah agradece a PlayWay S.A. pela licença de The Walking Trade
Com certeza a última coisa que alguém pensaria durante um Apocalipse Zumbi é gerir um comércio, mas essa é a premissa de The Walking Trade, jogo lançado no dia 05 de março de 2026 somente para PC.

HISTÓRIA/PREMISSA
The Walking Trade possui uma premissa bem simples, você assume o papel do dono de um estabelecimento durante um apocalipse zumbi. Durante a gameplay o sobrevivente deverá coletar recursos para vender em troca de baterias, que são a moeda do game, enquanto protege seu território de zumbis.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
The Walking Trade é um simulador do tipo Tycoon com uma jogabilidade bastante fluida e amigável. O jogo não tenta ter mecânicas excessivamente complexas, portanto, a curva de aprendizado é ótima, permitindo que qualquer um entenda os comandos básicos logo nos primeiros minutos.
A parte mais divertida do game, sem dúvidas, é a liberdade de customização. Há uma boa quantidade de itens decorativos para deixar a base com a cara do jogador, desde prateleiras para a exposição dos produtos até enfeites puramente estéticos. O visual dos produtos expostos é muito bem feito e a física aplicada a eles traz um charme a mais para a loja, embora essa mesma física ainda precise de um polimento.
O jogo também traz um sistema de ajudantes, permitindo que se contrate pessoas em troca de baterias. É uma ideia que tinha tudo pra ser muito boa e dar mais ênfase na parte de gerenciamento e trazer mais profundidade para gameplay, além de ajudar no senso de progressão, mas na prática o sistema ainda soa incompleto. Os companheiros não possuem uma gama muito útil de funcionalidades, o limite de funcionários é baixo e demora bastante para desbloquear novos espaços na equipe.
Outro ponto de atenção é que, apesar de divertido, o ciclo principal pode se tornar maçante. O jogo sofre com um grinding bem forte. Como todos os materiais, melhorias e armas são caros no começo, e o fluxo de clientes na loja é muito baixo, você acaba passando horas repetindo as mesmas ações para conseguir avançar. Existe um sistema de avaliações que atrai mais clientela conforme o nível do seu comércio sobe, mas a evolução é muito lenta. Esse ritmo arrastado acaba ofuscando um pouco o sistema de personalização da base, já que juntar o dinheiro para comprar uma decoração ou defesa legal demora.
Infelizmente, The Walking Trade não possui suporte para português, estando disponível somente em inglês, fato que pode afastar quem não domina o idioma, especialmente em um jogo focado em gerenciamento de recursos.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
A parte técnica infelizmente abriga a principal fraqueza de The Walking Trade. Para a análise, testei o jogo inteiramente em um setup intermediário que atende aos requisitos recomendados do título com certa folga. Mesmo assim, enfrentei diversas quedas bruscas de FPS e travamentos constantes que quebram a imersão.
Os bugs de colisão também marcam presença e impactam diretamente na gameplay. É comum ver itens atravessando o chão, hitboxes inconstantes (tanto dos NPCs aliados quanto dos zumbis), armas ranged como o arco que falham na hora do disparo, além da possibilidade de o seu personagem ficar preso dentro dos móveis do jogo.
Por outro lado, é preciso elogiar a dedicação dos Devs. O criador é extremamente ativo e engajado com a comunidade, publicando atualizações constantes na página da Steam. Desde o lançamento, vários patches já ajudaram a estabilizar o FPS e corrigir falhas críticas, mostrando que o estúdio está ouvindo ativamente o feedback dos jogadores. Isso dá esperança para o futuro para The Walking Trade, embora não apague o fato de que o estado no lançamento deixou a desejar.
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