Agradecimento a Dotemu pela licença

HISTÓRIA
A história de Starship Troopers: Ultimate Bug War não tenta reinventar o universo da franquia, e isso é ótimo. Ela pega tudo que já funciona em Starship Troopers e constrói uma campanha inédita em cima disso, com aquele clima de guerra desesperada que a gente já conhece.
Aqui você acompanha a jornada da Major Sammy Dietz, uma veterana da Infantaria Móvel. A campanha se passa anos depois dos eventos do filme original, expandindo o conflito contra os Aracnídeos e mostrando que… spoiler: a guerra tá longe de acabar.
A narrativa é contada meio como um relato de guerra mesmo, revisitando as experiências da Dietz durante a Primeira Guerra contra os insetos. Não é uma história heroica no sentido clássico, é mais sobre sobreviver e cumprir missão. Os insetos não só continuam sendo uma ameaça, como agora estão invadindo colônias humanas e destruindo tudo no caminho.
Você participa diretamente dessa guerra, passando por diferentes planetas — incluindo o icônico Klendathu — enfrentando enxames cada vez mais absurdos.
Um detalhe bem legal: o jogo usa cutscenes em estilo retrô, com pegada FMV, que reforçam aquele clima meio propaganda militar exagerada da franquia.
E sim, tem presença de personagens clássicos como o Johnny Rico, conectando o jogo diretamente com o universo original.
GAMEPLAY
Se tem uma coisa que Starship Troopers: Ultimate Bug War faz com maestria, é te colocar em situações onde pensar demais é praticamente um erro. Aqui, o jogo não pede licença. Ele só joga um enxame na sua cara e fala: “se vira”.
E olha… é bom demais.
Desde os primeiros minutos, já dá pra sentir que a proposta é bem clara: ação constante, pressão o tempo inteiro e aquela sensação deliciosa de que tudo pode dar errado a qualquer segundo. Não tem aquele respiro entre combates. Quando você acha que limpou a área, aparece mais coisa vindo do nada.
Starship Troopers: Ultimate Bug War | Gameplay in live
O combate é direto, mas longe de ser raso. Cada arma tem personalidade, e o jogo faz questão de deixar isso bem claro.
Você sente o impacto dos tiros, o barulho é alto, seco, e quando um inseto cai… você sente que fez o trabalho direito. Não é só apertar gatilho, é saber quando usar cada arma.
Tem momento que você tá controlando a situação, eliminando inimigos com calma… e do nada vira um desespero completo, trocando de arma no susto porque a munição acabou no pior momento possível.
E esse caos funciona muito bem.
Os insetos não servem só pra encher tela.
Tem os menores, que vêm em grupo e te pressionam sem parar. Tem os mais resistentes, que seguram dano e te obrigam a focar. E tem aqueles que aparecem na hora errada só pra acabar com qualquer plano que você tinha.
O jogo mistura tudo isso e cria situações onde você precisa reagir rápido. Não dá pra jogar no automático. Se fizer isso, você roda, ainda mais nas dificuldades mais altas. Digno de Starship Troopers.
Algo legal, é que você pode jogar do lado dos insetos, é legal… Mas não brilha do mesmo modo que jogar com os humanos.
DIREÇÃO DE ARTE
A direção artística de Starship Troopers: Ultimate Bug War já deixa claro, desde o primeiro minuto, que o jogo sabe exatamente o que quer ser. E, mais importante, não tenta agradar todo mundo. Aqui não tem compromisso com realismo de última geração ou texturas ultra detalhadas. A proposta é outra, bem mais específica, e funciona justamente por isso.
O jogo abraça sem medo uma estética retrô, com cara de FPS antigo, quase como se fosse um título perdido da era PS2, só que refinado com a tecnologia atual. E isso não soa como limitação, muito pelo contrário. É uma decisão consciente que favorece a leitura do combate. No meio de dezenas de insetos vindo na sua direção, você precisa entender o que está acontecendo em segundos, e o visual mais limpo ajuda muito nisso. Nada é excessivamente poluído, nada se perde na tela. Você sempre sabe de onde vem o perigo, e, mesmo assim, nem sempre consegue reagir a tempo.
Os Aracnídeos são um show à parte. Eles não são bonitos, nem tentam ser. São criaturas agressivas, com movimentos rápidos. E o mais interessante é que o jogo trabalha muito bem a silhueta deles. Você bate o olho e já entende o tipo de ameaça que está vindo, o que é essencial quando o caos começa a escalar. Em alguns momentos, com vários tipos diferentes atacando ao mesmo tempo, a tela vira uma bagunça organizada, e isso é um elogio.
Os cenários seguem essa mesma linha. Nada aqui é feito para ser “bonito” no sentido tradicional. São ambientes hostis, bases militares, colônias destruídas, planetas áridos que claramente já foram pro espaço faz tempo. Existe uma sensação constante de desgaste, de guerra que já passou do ponto de retorno. E isso casa perfeitamente com a proposta do jogo. Não tem glamour, não tem heroísmo exagerado, só sobrevivência.
Mas o detalhe que realmente dá identidade ao jogo são as cutscenes em estilo FMV. Aqueles vídeos com atores reais, com uma pegada bem anos 90, meio propaganda militar exagerada, que parecem saídos diretamente do universo de Starship Troopers. É um charme absurdo. Não só pela nostalgia, mas porque ajuda a reforçar o tom da narrativa. Aquela ideia de “faça sua parte” ganha ainda mais força quando vem nesse formato meio cafona, mas totalmente intencional.
Até os menus entram nessa vibe, fugindo do básico e tentando te manter dentro daquele contexto militar o tempo todo. Pode parecer detalhe, mas ajuda na imersão e mostra o cuidado da equipe com a identidade do jogo. Starship Troopers: Ultimate Bug War realmente não brinca em serviço.
PONTOS POSITIVOS
+ Gameplay rápida e caótica, como uma guerra deve ser;
+ Estética/direção de arte é um show;
+ A campanha funciona bem, e é possível jogar do lado dos insetos;
+ Muito bem otimizado;
+ Segue toda a dinâmica criada pelos filmes;
+ Fator replay, por mais que termine a campanha 1 vez, você vai querer testar as outras dificuldades.
PONTOS NEGATIVOS
– Não possui coop local ou online, isso é um crime;
– Não há multiplayer online, isso também é um crime;
– Embora boa, a campanha é curta, pelo menos mais 1 hora ou 2 horas fariam bem.
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