Sem aviso, sem comunicado e sem qualquer tipo de transparência, a Sony removeu mais de 100 jogos da PlayStation Store, a maioria pertencente às publishers Nostra Games e CGI LAB.
O sumiço foi percebido primeiro pela comunidade, especialmente por jogadores atentos ao catálogo e caçadores de troféus. Em questão de horas, listas começaram a circular mostrando dezenas de títulos que simplesmente deixaram de existir na loja.
E aqui começa o problema: nem as próprias publishers sabem o motivo.
A Nostra Games confirmou publicamente que não foi responsável pela remoção e que também não recebeu nenhuma justificativa da Sony. Ou seja, estamos diante de uma decisão unilateral e completamente silenciosa.

A possível “faxina” da Sony
Apesar da falta de explicação oficial, o contexto ajuda a montar o quebra-cabeça.
Nos últimos meses, a Sony já vinha sendo pressionada por conta da baixa curadoria da PS Store. A loja, que antes era mais seletiva, passou a ser inundada por jogos considerados de baixo esforço — muitos deles reciclados, genéricos e focados apenas em oferecer platinas fáceis.
Esse tipo de conteúdo tem nome na indústria: shovelware.
E sim, tanto a Nostra Games quanto a CGI LAB frequentemente aparecem nesse tipo de discussão.
Coincidência? Muito improvável.
O problema não é só a remoção da PS Store, é o silêncio
Vamos ser justos: limpar a loja pode ser uma ótima ideia.
A PS Store está, há anos, sofrendo com:
- Excesso de jogos genéricos
- Dificuldade de encontrar bons títulos
- Sensação de “loja inflada” com conteúdo descartável
Mas o ponto aqui não é a intenção — é a execução.
Remover jogos em massa sem aviso, sem critério público e sem comunicação com os próprios desenvolvedores abre um precedente perigoso. Hoje são jogos de baixa qualidade. Amanhã, quem garante o limite?
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