Chave recebida via PRhound

No dia 19 de fevereiro deste 2025, chega ao mercado o remake de um dos grandes títulos de navinha do Commodore 64. Seu lançamento original foi realizado no ano de 1989, de lá pra cá muita coisa mudou não é verdade?
Será que esse remake fez valer? Vem comigo que eu te conto. Esta análise foi realizada em uma gameplay do Xbox Series S após o seu lançamento oficial. Em nome da Safe Zone Games e Patobah, agradeço a chave disponibilizada gentilmente.
“Definitivamente assustador”
PREMISSA
Se tradicionalmente jogos de navinhas costumam ir para o espaço ou para lugares bem distantes de solo firme, X-Out vai para uma outra vertente pouco explorada mas que tem muito potencial.
Falo aqui sobre batalhas no fundo do mar, sem muita história temos aqui um enorme duelo contra aliens que buscam conquistar o nosso planeta. Fogo neles pois a humanidade conta com você.
GAMEPLAY
Antes de mais nada, gostaria apenas de ressaltar a minha busca por um título deste gênero mas que consiga manter um nível nem que seja ok em qualidade. Venho de duas experiências bem amargas, falo de Cilla e Cygni: All Guns Blazing, ambos títulos recentes mas que pecam de maneiras inimagináveis.
X-Out: Resurfaced definitivamente não entrega o que eu busco! Em sua gameplay ele não tem muito segredo, navegação esquerda para a direita, tiro em tudo que se move e ao final da fase temos um chefe a ser batido (8 ao todo).
Porém, além dos inimigos que costumam atirar bastante, seja de cima, baixo e em toda direção possível, um absurdo que esse remake traz de volta é o sistema de colisões, sério beira a insanidade.
Não podemos encostar em absolutamente nada, você não vai tomar dano, você não vai danificar a sua nave, você irá destruí-la! Uma quebra de ritmo, uma quebra de expectativa que desanima durante toda a gameplay.
Antes de entrarmos nas fases temos a personalização do nosso set. Temos estilos variados de armas, estilos variados de suporte e 4 naves a serem escolhidas. Tradicionalmente existem as mais baratas e mais caras, tudo para adaptar ao estilo de gameplay de jogador para jogador. Contudo, este título não tem o sistema de vidas, quando perdemos uma nave ele automaticamente busca a outra que está em sua reserva (ou que deveria estar), se você não tem reserva é Game Over direto!
Então além de quebrarmos a cabeça com o setup que vamos montando, também temos mais essa de comprar naves reservas que irão servir meio que como vidas adicionais… Por quê Deus? Poderiam tanto ter modernizado isso aqui, faria tão bem para este game.
ASPECTOS TÉCNICOS
Visualmente e em sua trilha sonora é um game ok, no Xbox Series S sua gameplay correu bem, sem qualquer queda de frames ou crashs. Só puxo novamente a orelha com relação aos cheats disponibilizados para os jogadores, por quê não deixam liberado de uma vez? O jogador precisa ficar se matando sem fazer qualquer avanço para que o recurso seja desbloqueado (1 de cada vez ainda por cima).


CONCLUSÃO
Por mais redesenhado que esteja, me sinto jogando um título bem ultrapassado. O remake não faz jus a oportunidades perdidas que eles tiveram por aqui. Posso trazer exemplos de títulos lá do Super Nintendo que são melhores do que X-Out: Resurfaced, Cilla e Cygni: All Guns Blazing.
O que está acontecendo com jogos deste gênero? Sinto falta de coisas básicas, não precisamos de nada muito elaborado, mas nem isso estamos tendo. Seguirei com minha busca, espero encontrar uma pérola em breve.
