Boa Leitura!

REVIEW | SWORN

HISTÓRIA/PREMISSA

Sworn é um jogo de ação roguelike cooperativo, onde os jogadores exploram e tentam recuperar uma Camelot arruinada que caiu sob o domínio de um Rei Arthur corrompido e seus Cavaleiros da Távola Redonda. 

Há alguns anos, Hades elevou o padrão para o gênero roguelite de ação. Desde então, jogadores procuram o próximo título que consiga replicar aquela fórmula viciante. E a boa notícia é que encontrei um forte candidato: Sworn.

Tive a sorte de receber a chave de review do game para PlayStation 5 (obrigado, Team17 Digital!) e, depois de dezenas de horas e inúmeras mortes, posso afirmar: Sworn não apenas se inspira no que há de melhor no gênero, como inova ao adicionar um modo cooperativo impecável.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Se o visual é o cartão de visitas, a gameplay é o coração do vício. A ação é isométrica e incrivelmente responsiva. A jogabilidade é direta e exige que você domine a arte de atacar e esquivar-se rapidamente.

O que realmente brilha é o sistema de progressão de cada run. Durante suas tentativas, você jura fidelidade aos Lordes Fae — como Titânia e Oberon — que funcionam como os deuses de Hades, concedendo bênçãos exclusivas. Essa variedade é o que torna o jogo viciante, pois a cada run você pode misturar:

  • Armas: Espadas, arcos, escudos e outras.
  • Magias: Feitiços com cooldowns variados.
  • Bênçãos: Poderes que transformam sua build em algo totalmente novo (e muitas vezes, caótico!).

A possibilidade de personalizar a aparência com estilos de roupas e armas também dá um toque a mais de orgulho ao seu personagem.

O Ciclo Viciante: Morrer, Evoluir e Tentar Novamente

Como um bom roguelite, Sworn exige que você morra, e morra muito. Mas o segredo, e o que o torna tão bom, é que morrer faz parte do progresso.

A cada derrota, você volta para a base carregado com os recursos que farmou nas masmorras. Estes recursos são usados para upar seu personagem permanentemente, desbloqueando novas habilidades e bênçãos. É um ciclo que recompensa o tempo investido, onde a habilidade do jogador melhora junto com o poder do personagem.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

O primeiro aspecto que me conquistou foi, sem dúvida, o visual. Sworn se afasta dos gráficos fotorrealistas e aposta em um estilo de arte cartoon maravilhosamente executado. É um design que lembra muito o trabalho sombrio e estilizado do artista Mike Mignola (Hellboy), o que combina perfeitamente com a premissa do jogo.

Não estamos falando da Camelot clássica e alegre. Aqui, mergulhamos em um mundo de lendas Arturianas distorcidas, onde o Rei Arthur está corrompido. O jogo é visualmente lindo, com animações fluídas que tornam cada golpe de espada ou feitiço um espetáculo na tela.

CONCLUSÃO

Sworn conseguiu o que parecia impossível: apresentar uma experiência roguelite de altíssima qualidade que pode ser jogado sozinho, mas se eleva a outro patamar no modo cooperativo. É um game com uma identidade visual forte, combate impecável e um loop de progressão que garante muitas horas de diversão e acaba sendo inevitavelmente viciante.

Se você é fã de Hades ou procura um roguelite de ação para se perder, não hesite. Sworn é um título excelente e altamente recomendado.

Nota Final - 95%

95%

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