Sekiro foi uma experiência muito boa, muito mais do que eu esperava. A gameplay me prendeu bastante: é divertida, satisfatória e te incentiva a se aperfeiçoar cada vez mais. É um jogo que te ensina que ele não é apenas mais um Souls da From, ele tem personalidade e um sistema próprio que funciona muito bem. Aprenda sobre seguir ou quebrar tabus, sobre lealdade e honra. Dê uma chance a Sekiro, deixe ele te mostrar sua incrível história porque realmente vale a pena.
SOBRE O JOGO
Honra, dever e lealdade são algumas das coisas que definem o que é Sekiro. Um jogo sobre persistência em um mundo devastado por guerras, cobiça e poder. Sekiro, para mim, foi um jogo no qual demorei para realmente engajar. Confesso que, na primeira vez que joguei, não tinha me familiarizado com suas mecânicas tão distintas de outros jogos da FromSoftware. Isso porque vim com a mentalidade de que Sekiro seria apenas mais um jogo souls da From, e esse é o erro da grande maioria das pessoas que começam a jogá-lo.
Sekiro é um jogo único, que inova não só em sua história, mas também em seu gameplay, que foge totalmente do padrão que conhecemos de outros jogos da FromSoftware, combinado com um level design excelente e uma ambientação incrível.
NARRATIVA
Sinto que em Sekiro a narrativa é bem mais mastigada para o jogador, comparada a outros jogos da FromSoftware, o que, na verdade, eu gostei muito. Não é preciso ler 32 itens diferentes para entender a história; ela é objetiva, com algumas cutscenes muito bem feitas e diálogos de NPCs que explicam da melhor forma o contexto da situação. O mundo de Sekiro explora muito da mitologia do Japão. Gosto de como crenças, lendas e superstições são retratadas muito bem aqui. Muitos dos cenários, inimigos e até mesmo chefes têm significados ligados à cultura japonesa. Além de outras ótimas qualidades que citei, a narrativa de Sekiro é muito única. Gosto de como a história possui vários finais, com escolhas que afetam não só a sua interpretação do que é honra e dever para o Lobo, mas que também alteram bastante o final.
GAMEPLAY
É inconfundível: o barulho de espadas se chocando. O famoso parry é a mecânica principal que acompanha você durante toda a jornada. Querendo ou não, é preciso dominar essa técnica minimamente para avançar no jogo. Aqui, a gameplay é, para mim, um dos principais motivos de Sekiro ter sido premiado como Jogo do Ano. Diferente de todos os outros jogos souls da FromSoftware, o jogador é forçado a aprender que rolar para desviar de ataques é, na maioria das vezes, inútil. O jogo faz você desaprender tudo aquilo que se acostumou a fazer: sem estamina, sem pontos de atributos, apenas você, sua katana e seus reflexos.
Confesso que, no começo, fiquei com um pé muito atrás com esse estilo de gameplay. Mas conforme fui jogando, percebi algo interessante: Sekiro passa de um jogo extremamente difícil para um jogo desafiador, porém muito mais compreensível. Para mim, esse é com certeza um dos jogos mais difíceis que já joguei. É quase impossível passar por um boss sem morrer algumas vezes, já que a magia e o charme do jogo estão justamente em aprender como cada inimigo luta. Quando você domina o parry, os combates se transformam em uma verdadeira dança entre você e o inimigo. Mais do que simples batalhas, algumas lutas parecem verdadeiras artes coreografadas. E para deixar tudo ainda melhor, o jogo conta com um sistema de furtividade, onde é possível atravessar diversas áreas apenas se esgueirando e eliminando inimigos um por um. Isso, sinceramente, me agradou bastante. O combate é extremamente divertido e ainda conta com um sistema de skills que não depende de atributos tradicionais, o que torna a experiência ainda mais única.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
O trabalho de ambientar o Japão feudal aqui é excelente. Todos os cenários são um espetáculo de se admirar, cada um bem distinto: alguns cheios de cores, caracterizados por flores e paisagens vivas; outros mostrando a desolação de um conflito em meio à nossa jornada. Gosto de como, assim como os cenários, a música consegue passar uma sensação constante de perigo iminente. Além dos lindos ambientes, muitos inimigos também são muito bem feitos, com visuais diferentes para cada área. Sem contar os bosses, que se destacam pelos seus designs chamativos e carismáticos.





Apreciador de vídeo jogos e mulheres zoiudas, amante de jogos de terror e RPG’s. Faço alguma coisa com design quando sobra tempo.
