Gamer

Boa Leitura!

REVIEW | RESIDENT EVIL REQUIEM

Resident Evil Requiem está finalmente entre nós, o aguardado game de terror da Capcom foi lançado dia 27 de fevereiro, para PS5, Xbox Séries S/X e PC. O jogo têm sido muito elogiado pelos fãs por sua história, gráficos e por trazer de volta o terror característico da franquia.

HISTÓRIA/PREMISSA

A história de Requiem segue dois protagonistas, de começo, jogamos com Grace Ashcroft, uma agente do FBI enviada para investigar a cena do crime ligada a uma série de assassinatos que vêm acontecendo por todo os Estados Unidos. Durante sua investigação, Grace encontra o suposto assassino e é capturada por ele, é aqui que a história dela encontra a do queridinho da franquia, Leon S. Kennedy, que também estava investigando essa série de assassinatos, encontrando, por acaso, o assassino sequestrando Grace, mas nosso herói não consegue capturar o suspeito antes que ele fuja, seguindo ele até um asilo, onde também é capturado.

Grace e Leon então trabalham para fugir do Asilo, por vezes se ajudando, até que chegam a nossa querida Raccon City, onde podemos explorar algumas áreas não mostradas da cidade nos outros jogos, mas essa seção brilha mesmo ao mostrar cenários clássicos, sendo o principal deles a nossa querida e temida RPD, palco do aclamado Resident Evil 2. Um ponto importante para os fãs mais antigos da série, a Capcom utilizou a arquitetura e design que vimos no Remake.

No fim, o Game deixa um gancho que deve ser usado no futuro da franquia, onde teremos de enfrentar uma nova organização (não, não é a Umbrella de novo).

Ainda na história, Requiem traz alguns personagens clássicos da franquia, e também alguns inimigos que já tiraram o sono de Leon e de muitos jogadores no passado. Apesar de muito bem feito, esse fan service acaba sendo um pouco exagerado em alguns pontos, mas nada que comprometa a narrativa do game.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

Os dois protagonistas do game possuem jogabilidades distintas, Grace, apesar de ser uma agente do FBI, é uma analista, trabalha no escritório e não possui experiência em campo, ela é uma pessoa mais frágil e medrosa, isso se reflete em sua gameplay, que é mais focado no terror. Grace possui recursos e armas limitadas, seu arsenal é composto, maioritariamente, por facas e pistolas, além de alguns itens que podemos craftar durante a gameplay. Toda essa escassez de recursos e armas, junto da fragilidade de grace trazem uma atmosfera tensa, enquanto jogava, preferia fugir de muitos zumbis do que enfrentá-los, e quando for jogar, pense bem se vale a pena matar aquele zumbi, por que alguns não morrem de fato, voltando depois de um tempo mais fortes e perigosos, mecânica bem similar ao que vimos no Resident Evil 1.

O “craft” é um ponto importante da gameplay, achei ele muito intuitivo e bem recompensador. O jogo permite “craftar” munições, facas, itens de cura, explosivos e itens que facilitam o abate de zumbis. Outra mecânica importante de Grace, ainda dentro do craft, é a coleta de sangue infectado, que é usado para fazer boa parte dos itens do jogo.

O único ponto que me incomodou aqui foi a câmera do jogo, que achei um pouco travada, mesmo colocando a sensibilidade no máximo, achei ela bem dura.

Já com nosso bom e velho Leon a história muda, sua gameplay é focada na ação, ele é feito para que o jogador se sinta forte, poderoso, imparável e invencível. Com Leon, os recursos são mais abundantes e ele possui uma variedade maior de armas e explosivos para enfrentar os zumbis como, pistolas, escopetas, rifles, metralhadoras automáticas e etc. E para organizar todos esses itens, temos, mais uma vez, a maleta de itens, que vai te fazer perder algumas horas para deixar ela bem organizada.

O “craft” também é presente na campanha do Leon, mas no lugar do sangue, Leon prefere a boa e velha pólvora para fazer suas balas e explosivos.

Nas seções do Leon temos mais inimigos no cenário, o que não é um problema para o nosso emo favorito, que lida com eles no maior estilo possível, já que as finalizações marcam presença aqui, aprimorando o que vimos no Resident Evil 4 remake, trazendo abates mais brutais, o que só torna a gameplay com ele mais divertida e dinâmica.

Enquanto, como Grace, temos medo dos zumbis e até evitamos eles, com Leon, os zumbis é que deveriam temer.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

Aqui a “RE Engine” brilha mais uma vez, os gráficos são impressionantes, trazendo uma qualidade técnica impressionante nas texturas, iluminação e até nos “assets” do jogo que parecem ter sido revisados e atualizados.

Mas um aspecto que vale ser elogiado é o trabalho feito pela Capcom na sonoplastia do Requiem. A forma como o som se espalha pelo ambiente contribui para atmosfera tensa e é uma parte importante do gameplay, seja de sons naturais do ambiente, como barulhos de chuva, vento, piso e portas rangendo e até o mais tenebroso, o barulho que o zumbis do game produzem, já que eles ficam repetindo a última memória que tinham antes da infecção, o que é de arrepiar.

Gostaria de elogiar também a dublagem, joguei o game todo em português, e é perceptível o cuidado que a Capcom deu atenção até para os zumbis, onde cada um possui uma dublagem própria e muito bem-feita, e o que falar dos dubladores dos protagonistas e coadjuvantes, a Capcom com certeza se superou nesse aspecto.

A ambientação do jogo também é linda, os novos cenários, como o asilo, onde a primeira metade do game se passa, conseguem ser marcantes, e cumprem o seu propósito, ajudando a criar o clima tenso da campanha da Grace. E quando chega a hora de trazer de volta os cenários antigos dos games clássicos, a Capcom consegue trazer aquele sentimento de “estou em casa”. 

Sobre a otimização do game, joguei ele inteiramente pelo PS5 Slim no modo desempenho, e não senti nenhuma queda de FPS ou experienciei bugs que comprometesse a gameplay, no alguns bugs de textura das armas, que não incomoda, a Capcom com certeza teve um cuidado com a otimização, algo cada vez mais raro nos grandes lançamentos.


PATÔMETRO
Conclusão
Resident Evil Requiem é uma carta de amor aos fãs mais antigos da série e uma ótima experiência para aqueles que querem começar a acompanhar a série ou que acompanham a pouco tempo. Requiem resgata o que tem de melhor na franquia e ainda os aprimora, conseguindo equilibrar ação e terror, o que sempre foi o ponto mais criticado da série. Com gráficos lindos, uma gameplay fluída e viciante, história cativante e personagens carismáticos, o game com certeza é uma experiência que vale a pena, Resident Evil Requiem consegue, com maestria, cumprir suas promessas e, para mim, se coloca entre um dos melhores títulos da saga.
Notas do Visitante5 Votes
8.7
PONTOS POSITIVOS
História Cativante
Gráficos
Direção de arte impecável
Personagens interessantes e carismáticos
Ambientação tensa
Gameplay fluida e divertida
Jogo bem otimizado
PONTOS NEGATIVOS
Fan service exagerado
Câmera um pouco dura
9.5
NOTA FINAL

Respostas de 2

  1. O maior problema de resident evil 9 na minha visao foi iventar demais com os zumbis que agora mais parecem saidos do cod e a grace tem uma gameplay lenta demais, é um jogo legal mas podia ser só o leon que ficava melhor

    1. Ola Jeff, vc é bem vindo aqui.

      Sobre a sua visão de RE9 acho que vai ficar mais palatável com o tempo. Para o RE9 funcionar era necessário termos a Grace dividindo o protagonismo.

      Fique a vontade para sempre comentae em nossas reviews.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe:

Facebook
X
WhatsApp
Telegram
Threads
Email

Categorias