Platinadora e fã de survival horror e jogos navinha. Maior defensora de jogos japoneses. Gosto de escrever sobre tudo que eu jogo, sejam experiências boas ou ruins!
A história da Franquia
A série Rayman é uma das minhas franquias de jogos de plataforma favoritas e conta com muitos jogos incríveis. Lançado em 1995 para o terrível Atari Jaguar e, posteriormente, para PlayStation 1 e outros consoles, o primeiro jogo da série é um dos títulos mais interessantes que aquela geração teve.
O primeiro Rayman foi feito pela Ubisoft e é um jogo de plataforma bem padrão, porém, ele contava com visuais belíssimos em 2D e uma dificuldade bastante desafiadora. A jogabilidade era simples, porém intuitiva. Rayman ganhava poderes ao decorrer do jogo, e isso acrescentava mais mecânicas à gameplay.
A trilha sonora é bem bacana e acaba se destacando muito em cada fase, principalmente nas fases finais do jogo. Rayman foi bem aclamado em sua época, sendo reconhecido como um dos jogos de plataforma mais únicos que tínhamos no mercado naquele período.
Em 1999 saía a sequência de Rayman, Rayman 2: The Great Escape, lançado para Nintendo 64 e, depois, para Dreamcast. Rayman 2 mudou muito em relação ao primeiro título: aqui, em vez de um jogo de plataforma 2D, temos um jogo completamente em 3D, com gráficos lindos até os dias de hoje.
Rayman 2 contava com uma jogabilidade bem mais rápida e precisa e incluía diversos puzzles e coletáveis. Foi nesse jogo que os Lums foram inseridos na série, antes, tínhamos apenas os famosos Electoons. Já nesse título, os Lums são essenciais para a libertação dos Electoons ao longo da campanha.
E, novamente, a trilha sonora não deixa a desejar. Rayman é uma franquia em que as músicas são impecáveis. Rayman 2 é um dos melhores jogos do Nintendo 64 e um dos meus favoritos da série. As mudanças que ele trouxe foram fundamentais para o futuro da franquia, e eu considero esse jogo um dos títulos mais carismáticos da Ubisoft.
Em 2003 era lançado Rayman 3: Hoodlum Havoc para PlayStation 2 e outros consoles da época, e esse jogo é um dos mais divisivos da franquia. Rayman 3 seguia os mesmos moldes de seu antecessor, com diversas mudanças e melhorias na gameplay.
O combate do jogo ficou bem mais rápido e dinâmico. O título também abandonou bastante as seções de plataforma, focando muito mais no combate. O jogo possui um contador que registra todos os pontos: cada item coletado, inimigo derrotado e camaleões que você encontra multiplicam sua pontuação.
Rayman 3 foi muito divisivo porque muitos preferiam as mecânicas de Rayman 2: The Great Escape, em vez de um jogo mais focado no combate e com menos seções de plataforma. Ainda assim, Rayman 3 é um jogo excelente: o combate é muito prazeroso, o sistema de pontos incentiva bastante a exploração, os gráficos são lindos e a trilha sonora, novamente, está impecável.Minha maior crítica a esse jogo é que ele fica muito repetitivo nas fases finais, mas, mesmo com isso, Rayman 3 é um jogo que eu recomendo demais.
Rayman 3 também recebeu uma versão em HD para XBOX 360/PS3, então vale dar uma conferida.
Depois de Rayman 3: Hoodlum Havoc, a franquia acabou entrando na geladeira, e o Rayman passou a ser usado como “mascote” da série Rabbids, protagonizada pelos coelhos malucos.
Confesso que não tenho nenhum conhecimento aprofundado sobre essa franquia dos Rabbids. Em grande parte, ela é composta por compilações de minigames, e alguns títulos, como Rayman Raving Rabbids, utilizam o personagem Rayman para chamar mais atenção.
Acho essa franquia bem esquecível e, na minha opinião, não vale o seu tempo.
O jogo que mudou a franquia
Depois de anos sem jogos, em 2011 era lançado um dos melhores jogos de plataforma 2D da história, Rayman Origins.
Lançado pela Ubisoft para Xbox 360, PlayStation 3 e PC, Rayman Origins marcou o retorno triunfal da franquia. O jogo é uma continuação direta de Rayman 3: Hoodlum Havoc, mas representa uma grande reinvenção da série.Ao contrário de Rayman 2: The Great Escape e Rayman 3, Rayman Origins abandonou o 3D e voltou ao clássico estilo de plataforma 2D do título original de 1995. O jogo conta com uma jogabilidade rápida, gráficos excelentes com animações belíssimas, músicas sensacionais e um level design absurdamente bom.
Rayman Origins foi uma mudança fundamental na franquia e seu lançamento foi muito aclamado, não é exagero dizer que esse é um dos melhores jogos 2D já feitos.
HISTÓRIA/PREMISSA
A história começa com nossos heróis cochilando na Clareira dos Sonhos. O ronco dos personagens principais acaba incomodando os monstros do submundo e, consequentemente, isso faz com que eles ataquem os heróis. Rayman e seus amigos acabam sendo presos em jaulas, mas logo conseguem se libertar. Porém, o Mestre das Bolhas acaba ficando doido, e o objetivo passa a ser coletar o máximo de Electoons para curá-lo.
Ao longo da aventura, Rayman encontrará as Ninfas, fadas que, no início de cada mundo, concedem um poder a ele. A primeira Ninfa, Betilla the Fairy, concede o poder de atacar os inimigos. Nymph Luya dá o poder de planar; Nymph Edith concede a habilidade de se encolher; Nymph Annetta dá a habilidade de nadar; e Nymph Helena concede o poder de andar e correr pelas paredes e tetos.
A narrativa de Rayman é bem simples, porém funciona muito bem para o jogo. Depois de salvar todas as Ninfas, o objetivo passa a ser derrotar os reis dos quatro mundos anteriores, que estão corrompidos, digamos assim.
GAMEPLAY
Rayman Origins segue a base de clássicos do gênero de plataforma, como Sonic the Hedgehog e Super Mario Bros., porém exige muito mais reflexo e precisão nos comandos.
Em Rayman Origins, você tem uma jogabilidade muito responsiva e rápida. As fases são inteiramente construídas com base nisso e em como você utilizará cada poder em situações específicas. Todas as fases seguem um mesmo padrão estrutural, mas criam momentos em que é necessário usar alguma habilidade de Rayman.
Rayman não é um jogo de plataforma fácil, nem extremamente difícil, ele está no meio-termo. Ainda assim, há fases bem desafiadoras, principalmente as de perseguição ao baú e as do último mundo.
Rayman Origins também conta com modo multiplayer para até quatro jogadores, o que aumenta ainda mais a diversão. Jogar esse título com amigos é uma experiência muito boa.
DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA
LEVEL DESIGN:
Agora vamos falar do que, para mim, é o ponto mais alto do jogo: o seu level design. Rayman Origins contém seis mundos: Jibberish Jungle (Selva Selvagem), Desert of the Didgeridoos (Deserto dos Didgeridoos), Gourmand Land (Terra da Gula), Sea of Serendipity (Oceano da Serenidade), Mystical Pique (Pico Misterioso) e Moody Clouds.
Jibberish Jungle (Selva Selvagem) é o primeiro mundo do jogo e é aqui que Rayman apresenta seu incrível level design. Todas as fases contam com plataformas e obstáculos muito bem posicionados. Você sempre ficará encantado com a forma como tudo é sincronizado, e cada ação realizada é recompensadora.
No final de cada mundo, há uma fase diferente, na qual controlamos o Mosquito, personagem clássico da franquia. Essas fases lembram bastante jogos do estilo shoot ’em up, e é sensacional a forma como os obstáculos foram implementados nesses níveis. O mais interessante é que, nessas fases do Mosquito, é possível ver a transição de um mundo para o outro ao som da música-tema seguinte, o que torna tudo ainda mais marcante.
Desert of the Didgeridoos (Deserto dos Didgeridoos) é o segundo mundo e já apresenta novas mecânicas. Aqui, há tambores que fazem o jogador pular mais alto, além da introdução do vento. O vento permite que o personagem plane no ar, sendo amplamente utilizado em diversas fases. O level design desse mundo é um dos mais criativos e carismáticos do jogo. Em particular, a fase das minhocas de madeira é extremamente criativa e uma das melhores do título.
Gourmand Land (Terra da Gula) é o terceiro mundo e, mesmo sendo um dos que eu menos gosto, ainda o considero incrível. Ele possui duas variações: uma parte repleta de gelo, que faz o personagem deslizar, e outra ambientada em uma cozinha, com comidas gigantes, objetos culinários e fogo. O level design é muito bem elaborado e, apesar de não ser meu favorito, é impossível não reconhecer sua qualidade.
Sea of Serendipity (Oceano da Serenidade) é o quarto mundo e traz fases aquáticas que estão entre as melhores que já vi em um jogo de plataforma. Os visuais são lindíssimos e combinam perfeitamente com o design das fases. Aqui são introduzidas diversas mecânicas, como a de coletar estrelas para enxergar no escuro, além de inimigos como águas-vivas.
Mystical Pique (Pico Misterioso) é o quinto mundo e um dos mais criativos. As fases são totalmente construídas em torno da habilidade de Rayman de andar pelas paredes e tetos, o que resulta em um level design extremamente inventivo. No final do mundo, ainda há um mini-chefe, o que torna a experiência ainda mais empolgante. É um mundo sensacional.
Moody Clouds é o último mundo e, consequentemente, o mais difícil. Aqui, os desenvolvedores usaram toda a criatividade para criar obstáculos e plataformas complexas. Há nuvens que dão choque em sequência, serras que sobem e descem, seções de voo e as fases de Mosquito mais desafiadoras do jogo. É um mundo realmente difícil, mas também excelente. A construção das fases é muito boa e, aliada à dificuldade elevada, faz com que esse mundo ganhe ainda mais pontos na minha opinião.
Cada mundo também contém uma fase extra: as fases de perseguição ao baú. Nessas fases, é preciso correr do início ao fim do nível, e o level design é simplesmente absurdo. As plataformas e obstáculos são extremamente bem-posicionados, e é nesse momento que o jogo revela sua real dificuldade.
Ao completar as 10 fases extras, você ganha os dentes do crânio, que devem ser devolvidos ao guardião que bloqueia a passagem na Clareira dos Sonhos. Essa passagem leva a uma fase secreta que é, sem dúvida, a melhor e mais difícil do jogo. Ela exige extrema precisão nos saltos, possui obstáculos complexos e tem uma velocidade muito maior do que as demais fases.Esse é um dos melhores level designs que já vi em um jogo do gênero. Rayman Origins é um dos poucos títulos que considero ter um level design praticamente perfeito.
Gráficos e art style
Outro ponto muito forte em Rayman Origins é o seu gráfico lindíssimo. Os gráficos desse jogo parecem que saíram de uma pintura, de tão belos que são. O estilo de arte, junto com os cenários de fundo, faz com que os visuais desse jogo deixem qualquer pessoa de queixo caído. Cada mundo tem seu próprio visual, e é tudo tão vivo que não existe um mundo que tenha um estilo de arte abaixo de bom. Talvez o último mundo não tenha visuais tão belos quanto os outros, mas, ainda assim, esse jogo tem uma das direções de arte mais belas de um plataformer 2D.
Soundtrack
As músicas de Rayman Origins são um show à parte; o jogo contém diversas músicas incríveis. Cada fase contém uma música específica que combina com a sua temática, embora algumas acabem reutilizando muitas delas.
Mas a música de Land of the Livid Dead é especial, essa fase extra contém uma das músicas mais marcantes da franquia. Eu simplesmente adoro como as músicas desse jogo são totalmente condizentes com o level design das fases.Esse jogo não possui uma única música ruim, mas algumas podem acabar ficando repetitivas pela quantidade de vezes que ouve elas.
Coletáveis
Rayman Origins conta com muitos coletáveis, o que é ótimo para quem gosta de repetir as fases ou buscar 100%.
Electoons: Os Electoons são os principais colecionáveis do jogo. A maioria das fases contém 6 Electoons: 1 ao terminar a fase, 2 escondidos em cantos secretos pela fase, 2 ao coletar determinado número de Lums e o último ao completar a fase dentro do tempo definido.
Lums: Os Lums estão espalhados por todas as fases e, em cada nível, você precisa de um número específico de Lums para encher o tubo no final de cada fase. O número varia entre 200 e 350, dependendo da fase. As Lums Rainhas fazem com que cada Lum que você colete dobre de valor.
Dentes do Crânio: No jogo, existem as fases extras do baú que mencionei. Ao completá-las, você ganhará os Dentes do Crânio, que são usados no guardião que bloqueia o caminho da fase final. Existem 10 Dentes do Crânio no jogo.
Moedas de Crânio: As Moedas de Crânio ficam espalhadas em locais específicos de cada fase. Elas dão 25 Lums ou 50, caso você esteja sob o efeito da Lum Rainha.Medalhas: As medalhas são obtidas ao coletar uma certa quantidade de Lums em cada fase e encher o tubo ao final.
Troféus de velocidade: São troféus que você ganha ao completar a fase no tempo mais curto exigido, sendo fundamental para o fato replay das fases e o 100% do jogo.
CONCLUSÃO
Rayman Origins é um dos melhores jogos de plataforma que eu já joguei. É um jogo mágico, com visuais lindos, jogabilidade extremamente bem-feita e uma trilha sonora absurdamente boa. Esse é um dos jogos da Ubisoft de que eu mais gosto, e eu sempre acabo voltando para jogá-lo novamente.
Rayman Origins é um jogo que qualquer pessoa pode jogar. Ele não tem uma dificuldade muito alta; apenas as fases finais acabam sendo mais complicadas. Ainda assim, é um jogo bem amigável, principalmente se você jogar com amigos.
O jogo também recebeu uma sequência que é tão boa quanto ou até melhor que o Origins. É realmente um jogo de plataforma excelente em tudo o que se propõe a fazer.
Na minha opinião, Rayman Origins é um jogo quase sem falhas. Os aspectos que poderiam ser negativos acabam sendo apenas inferiores aos demais, mas não interferem em nada na qualidade do jogo.
Prós: • Excelente jogabilidade e mecânicas • Gráficos e estilo artístico belíssimos • Level design perfeito • Trilha sonora sem uma música ruim
Contras: • Mundo final um pouco maçante • Um pouco curto demais • Personagens selecionáveis apenas estéticos
Platinadora e fã de survival horror e jogos navinha. Maior defensora de jogos japoneses. Gosto de escrever sobre tudo que eu jogo, sejam experiências boas ou ruins!