Boa Leitura!

REVIEW | POOLS

HISTÓRIA/PREMISSA

Há anos, o gênero de terror nos videogames se apoiava em duas muletas principais: o survival horror com combate e os jump scares fáceis. Mas, de tempos em tempos, surge um título que prova que o medo mais profundo não está só nos monstros, e sim naquilo que a nossa mente projeta no vazio.

É o caso de Pools, o mais novo walking simulator da desenvolvedora Tensori que chegou ao PlayStation 5 para redefinir o que chamamos de Terror Psicológico.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

O grande diferencial de Pools é seu foco total no conceito de Espaços Liminares (Liminal Spaces). Se você nunca ouviu falar, são aqueles lugares de transição que parecem familiares, mas estão totalmente vazios e fora de contexto, corredores de escolas vazias, estacionamentos subterrâneos noturnos ou, neste caso, um complexo labiríntico e infinito de piscinas públicas abandonadas.

O jogo te coloca sozinho nesse pesadelo aquático, sem HUD, sem música, sem história e, crucialmente sem monstros te perseguindo. O terror não é sobre o que vai te atacar, mas sim sobre a opressão de estar permanentemente perdido em um lugar que se recusa a fazer sentido.


DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

O visual é o primeiro assalto à sanidade. Pools investe em gráficos fotorrealistas que tornam a decadência e a iluminação turva dos corredores e piscinas absolutamente palpáveis.

Mas o verdadeiro gênio do jogo está no som e, na versão de PS5, no uso da tecnologia háptica do controle DualSense.

  1. O Design de Som: O silêncio é o seu maior inimigo. O sound design é minimalista, focado apenas nos ecos distorcidos, no pingar da água ou no ruído distante de um motor. É um silêncio ativo que te obriga a ouvir atentamente, fazendo sua mente preencher as lacunas e criando a constante paranoia de que você está sendo observado.


  2. O DualSense: Este é o ponto de virada na imersão. A Tensori otimizou o jogo para que o feedback tátil do PS5 não seja um mero extra. Você sente a diferença de pisar no azulejo molhado, na grade de metal ou na superfície da água. O DualSense simula a resistência e a profundidade da água à medida que você anda, elevando a agonia e o suspense a um nível físico. É uma experiência que você não só vê e ouve, mas que você sente nas mãos.


O Medo da Incompreensão

Pools é dividido em seis capítulos, cada um introduzindo anomalias que distorcem o ambiente de maneiras cada vez mais surreais. Você pode notar a gravidade mudando, ou corredores que se repetem de formas impossíveis.

O ciclo de jogo é viciante, mas brutal: você tem que explorar para descobrir a saída de cada seção, enquanto luta contra a fobia de se perder e a sensação de que o próprio ambiente está vivo e contra você.

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CONCLUSÃO

Pools não é para o público do terror mainstream. É um jogo para quem busca uma experiência conceitual e artística, que valoriza a atmosfera e a tensão lenta e sufocante. Se você é fã de Backrooms, aprecia terror psicológico e quer ver a tecnologia do PS5 sendo usada de forma inovadora para gerar medo, este é um título obrigatório.


É uma jornada curta, de cerca de 2-3 horas, mas que vai permanecer na sua cabeça por muito tempo.

Nota Final - 74%

74%

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