Boa Leitura!

REVIEW | PLANET OF LANA

Sempre quando vemos um anúncio de um jogo indie em um evento, post, vídeo ou qualquer
outra mídia, sempre elogiamos o quanto aquilo parece único, diferente de como todos os AAA de hoje em dia compartilham semelhanças, até demais. Mas a Wishfully decidiu pegar um caminho mais artístico com seu jogo de estreia, pegando um jogo e transformando-o em uma pintura interativa.

Planet of Lana desde seu anúncio me chamou atenção, mas ficou escondido nos meus pensamentos até alguns dias atrás, quando fui lindamente presenteado com essa obra. E aquele pensamento que eu tive em 2021, quando foi anunciado, de que o jogo tinha futuro para ser um jogo lindo, estava correto.

ENREDO/PREMISSA

O homem e a natureza são duas coisas bem distintas em questões de vivência, um sempre caçando o outro, em um loop sem fim. Mas o equilíbrio é uma meta que todos querem alcançar a todo custo.

Em Planet of Lana tudo é pacífico. Humanos vivem bem com a natureza, mesmo sabendo de seus perigos.

Neste jogo, você toma controle de Lana, uma jovem garota que vive em um mundo pacífico, onde humanos, animais e natureza vivem em perfeita harmonia, até que um evento acontece e muda tudo. Uma invasão de outro mundo desequilibra a vida, sequestra humanos e destrói terrenos.

Mas a jornada não é sobre guerra, é sobre lutar para que um planeta vivo, lindo e vibrante volte ao seu equilíbrio. O estopim para que Lana não se acomode com tudo que está acontecendo é a busca pela sua irmã, sequestrada por esses invasores, e você não tem nenhuma ideia de onde ela foi levada.

A jornada não necessariamente precisa ser solitária. Você tem Mui, um gatinho companheiro que te acompanha do começo ao fim, sempre ao seu lado. Mui parece estar na mesma situação que você, sozinho, abandonado e com medo de perder seu lar para máquinas sem rosto.

JOGABILIDADE

Planet of Lana é dividido em capítulos curtos, que mudam de acordo com o ambiente ou acontecimento que altera tudo, e isso é um diferencial muito legal na gameplay. Você terá fases em florestas abertas, em cavernas ou em vilas fantasmas.

A jogabilidade se baseia no companheirismo. Enquanto você controla Lana, você tem a possibilidade de controlar Mui para completar quebra-cabeças com placas de pressão, alavancas ou até chamar criaturas para você passar enquanto isso.

A gameplay da Lana não tem muito um diferencial, é apenas correr, pular e interagir com botões ou alavancas. Como o jogo consiste muito em ser sorrateiro, se agachar em mato alto para se esconder dos robôs vai ser a coisa que você mais vai fazer no jogo.

A interação com os dispositivos de controle das máquinas é bem legal de se mexer. Você consegue controlar os robôs voadores para levar o Mui para lugares mais altos, empurrar objetos que não estão ao seu alcance ou apenas se autodesligar para facilitar a passagem da Lana.

O Mui serve apenas como companheiro, não é jogável. Você controla onde ele vai e com o que ele interage usando o gatilho e o analógico. Também é possível pedir para ele te seguir ou ficar sentado, o que será utilizado para puxar um bicho para a posição dele ou para pressionar alguma placa de pressão.

O Mui tem um diferencial bem grande da Lana, que é a possibilidade de se conectar com as criaturas vivas do planeta, onde ele pode movimentá-las para liberar o caminho.

Como eu acabei de citar, a gameplay é muito simples e até funciona, mas pode acabar sendo repetitiva quando chega certo ponto. Isso acontece quando o jogo enfrenta um problema de conter fases com um level design muito semelhante. Isso pode até não ser algo negativo, tendo em vista o quanto o jogo é curto, cerca de 6 a 8 horas, ou até menos.

A platina é complicadinha, mas para quem já está acostumado a platinar é suave. O jogo tem 10 conquistas obtidas automaticamente com a passagem da história, 11 conquistas baseadas em colecionáveis que podem ser um pouco chatas de achar, e outras 2 que são perdíveis. Uma delas é completar o jogo sem morrer nenhuma vez e a outra é acariciar o Mui pela primeira vez. Bem suave, na minha opinião.

DIREÇÃO DE ARTE/TÉCNICA

A missão de fazer um planeta parecer pacífico aos olhos de quem está jogando foi cumprida. As paisagens pelas quais você passa têm um tom de suavidade, com os matos
fluindo com o ar sereno do planeta e as árvores esverdeadas cheias de vida. Mas o jogo também sabe mostrar como a invasão mexe com o ambiente, com casas que antes eram habitadas por humanos totalmente destruídas, montes tomados por drones gigantes e nenhuma vida ao redor.

Como citei no começo, o jogo é uma pintura ambulante. Os gráficos desenhados caem muito bem nesse mundo. Tudo nele é ilustradamente perfeito. E não tem como negar, esse é o maior ponto positivo dessa obra. Muitos irão comprar por conta disso e não vão se decepcionar de jeito nenhum.

Planet of Lana tem uma trilha sonora quase emocional, um som tranquilo e ameno mesmo em situações de estresse. Eu acredito que isso mostra que tudo vai ficar bem, mesmo com inimigos por perto. As músicas da soundtrack foram usadas em um timing perfeito, que impressiona você no meio da jogatina.


PATÔMETRO
Conclusão
Planet of Lana te impressiona com seus visuais magníficos, mas pode acabar penando na gameplay de Lana e Mui que por serem muito simples, acabam ficando repetitivas nos capítulos finais do jogo.
Notas do Visitante0 Votes
0
PONTOS POSITIVOS
Ambientação absurda de linda.
Trilha Sonora suave, que combina com o mundo do game.
A evolução da amizade de Lana e Mui é linda de se ver.
A história é curta, mas boa.
PONTOS NEGATIVOS
Gameplay pode acabar sendo maçante.
Fator Replay não é tão divertido.
8
NOTA FINAL

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