Chave recebida via JF Games PR

No dia 13 de março deste 2025, chega ao mercado o port de Mullet MadJack para os consoles Xbox One e Xbox Series S/X.
O aclamado indie brasileiro que conquistou a mídia especializada no ano de 2024, começa a angariar novas plataformas começando especificamente com o lado verde da força e vindo diretamente day one para os assinantes do Xbox Game Pass Ultimate e PC Game Pass.
Será que ele é bom mesmo? Vem comigo que eu te conto. Esta análise foi realizada em uma gameplay do Xbox Series S antes do seu lançamento oficial. Em nome da Safe Zone Games e Patobah, agradeço a chave disponibilizada gentilmente.
“Olhou, sorriu…”
PREMISSA
Mullet MadJack é um título que apesar de nos contar uma história muitos e muitos anos a nossa frente, opta por uma temática mais nostálgica, algo mais anos 90, cheio de frases de efeito e guiado pela boa e velha ação do quais tínhamos em outrora.
Na época em questão, o mundo é controlado por robôs ricos/milionários apelidados carinhosamente por aqui de ROBILIONÁRIOS. A humanidade segue perdida para variar e mais viciada do que nunca em dopamina.
O que isso significa? Mullet o nosso cara durão da história é na verdade um moderador contratado pela Peace Corp. Seu objetivo é resgatar a influenciadora das garras dos vilões enquanto toda a matança é transmitida por streams (isso mesmo que pensou, lives de Youtube ou Twitch da vida).
O mocinho é beneficiado com base na satisfação destes espectadores, logo quanto mais violência/mais mortes, mais dopamina é liberado pela população e mais tempo de vida é depositado, tópico que acho melhor explicar um pouco abaixo.
GAMEPLAY
Ao contrário de outros boomer shooter espalhados por aí, esta pérola aqui tem o seu charme único. Mullet MadJack é frenético, é intenso, é divertido e é também genial.
O que raios é o seu diferencial? Voltando a falar um pouco mais sobre a dopamina do qual eu comentei mais cedo, nosso protagonista tem exatamente 10 segundos de vida em todo começo de fase, bem aos moldes de Justin Timberlake em O Preço do Amanhã.
Para ganhar mais tempo temos que eliminar as ameaças robóticas espalhadas pelo cenário, dos mais variados jeitos, seja: com armas, eliminação de cenários, eliminações com especiais, jogar para fora do mapa e por aí vai.
Cada eliminação tem a sua respectiva pontuação, morte com tiro na cabeça, tiro nos testículos, acho que deu para captar. Essa busca incessante por vítimas torna a experiência tão empolgante e fascinante que já somos fisgados desde o seu simples tutorial.
As fases são bem curtinhas e não passam de 1 minuto e meio cada, mas dependendo da dificuldade a ser escolhida pelo jogador pode ser uma experiência bem desafiadora. Ao final destas mesmas fases, o jogador tem direito a escolher 1 benefício, que vão de power ups como velocidade de movimento, tomar menos dano e afins, a coisas superficiais como deixar o protagonista mudo durante a jogatina.
Sistema este que lembra bastante um roguelite da vida. Vamos colecionando estas habilidades ao longo dos andares que vamos subindo, a cada final de andar somos confrontados por um chefe. Ao derrotá-los as nossas melhorias são resetadas, onde podemos: escolher somente 1 das coletadas para manter para o próximo andar e temos direito a escolher outra como melhoria permanente.
Isso tudo guiado sabe pelo quê? Por uma bela dublagem em pt-br, quem gosta de referências como “estou na área e se derrubar é pênalti” estará feito por aqui, ele brinca bastante neste quesito (as vezes demais mesmo, pode dar uma leve cansada).
Me pego escrevendo esta análise pensando em jogar Mullet, talvez eu esteja um pouco viciado nesta dopamina guiada por uma boa trilha ao fundo. Possível jogo de conforto à vista? Quem sabe.
ASPECTOS TÉCNICOS
Visualmente impecável e com belas animações, principalmente aquelas nas eliminações por meio de especiais, adorei aquilo (fora o tempo que ganhamos nessa brincadeira). No Xbox Series S ele rodou super bem, sem queda de FPS ou crashs.
Contudo, tive 2 problemas específicos com o título. No chefe final, após algumas mortes para este ordinário, o game nos pede para escolhermos a melhoria de preferência, só que muitas vezes o comando de selecionar o power up não ia, fazendo com que eu tivesse que fechar a fase, voltar no menu e entrar novamente, isso aconteceu umas 3 vezes.
E eu não consegui assistir aos créditos, quando vamos para o momento de fato o game não carrega, estava olhando a conquista que libera quando assistimos aos créditos e ela estava com 0% de jogadores que conseguiram a façanha, sendo assim um bug geral.
Como é uma versão antes de seu lançamento oficial, acredito que até lá eles já tenham corrigido, parece ser algo bem tranquilo.






CONCLUSÃO
Mullet MadJack definitivamente faz valer o seu hype gerado. É tudo aquilo que falavam e tudo mais, um baita título que consegue conquistar pelo seu gênero e também por ser um produto nacional, pode entrar com mérito para o hall de grandes obras feitas por aqui.
Durante toda a campanha para mim ele estava sendo um 10, mas não posso evidenciar dois aspectos que me tiraram um pouco da experiência. Por mais que ele flerte com o roguelite, acredito que as fases poderiam ser um pouquinho mais diferenciadas, elas são bem semelhantes do começo ao fim, mesmo passando que nem malucos para cá e para lá fica visível.
E o outro é o chefe final, o aumento de nível implantado aqui não fez o menor sentido, desculpem. É um boss que destoa completamente do restante da experiência, gerando frustação e indagações do motivo desta batalha estar desta forma.
Dito isso, joguem Mullet MadJack! Jogão.


Concordo em grau, genero e jogatina sobre a review!
Realmente as piadinhas ao decorrer do game, começam a ficar cansativas, e de fato graficos lindos para esse game, vale a pena demais jogar!!!
É um projeto brasileiro que ganhou bastante destaque por sua qualidade geral. As piadas fazem parte, e se você está acompanhando tudo, realmente fica cansativo.