Chave recebida via Grindstone.

Um roguelike de sobrevivência ambientado na mitologia nórdica, desenvolvido pela Games Farm e ARTillery, e publicado pela Grindstone. Lançado em 21 de janeiro de 2025, o jogo desafia os jogadores a enfrentarem hordas de inimigos em batalhas aceleradas, buscando obter bênçãos divinas de deuses vikings antigos.
Um jeito peculiar de visitar a mitologia nórdica
PREMISSA
A história de Jötunnslayer: Hordes of Hel mergulha os jogadores em um épico cenário de fantasia inspirado na rica e sombria mitologia nórdica. O mundo está em um estado de caos após a abertura dos portões de Helheim, o reino dos mortos, liberando hordas de criaturas infernais que ameaçam consumir Midgard. Como último recurso dos deuses, os jogadores assumem o papel de guerreiros escolhidos, conhecidos como os Jötunnslayers, encarregados de restaurar o equilíbrio e impedir a destruição total dos nove reinos.
O enredo começa com Hel, a deusa do submundo, conspirando para expandir seu domínio, aproveitando a fragilidade das fronteiras entre os reinos. Suas legiões de mortos-vivos e monstros antigos começam a invadir terras outrora protegidas pelos deuses. No entanto, as divindades nórdicas, lideradas por Odin, Thor e Freya, ainda não desistiram da humanidade. Eles decidem usar seus poderes restantes para conceder bênçãos divinas a humanos dignos que possam lutar em seu nome.
A jornada de cada jogador é marcada por batalhas brutais contra hordas de inimigos míticos, desde draugrs (mortos-vivos nórdicos) até trolls gigantescos e criaturas lendárias. À medida que os guerreiros progridem, eles encontram templos antigos e artefatos que contam a história da decadência de Helheim e revelam o motivo por trás da rebelião de Hel contra o equilíbrio natural dos reinos.
No coração da narrativa, está a luta entre livre-arbítrio e destino. Enquanto os guerreiros recebem poderes divinos para combater o mal, eles também enfrentam dilemas morais: seriam eles apenas peões em um jogo maior dos deuses? Ou suas ações poderiam realmente mudar o curso da história? Essa camada narrativa adiciona profundidade ao jogo, incentivando os jogadores a explorarem os detalhes do mundo ao seu redor, seja através de inscrições rúnicas, fragmentos de história ou encontros com figuras míticas.
GAMEPLAY
Frenética, desafiadora e com aquela dose viciante de “só mais uma partida”. Desde o momento em que você entra no campo de batalha, o jogo não pega leve, lançando ondas de inimigos que vão aumentando em número e dificuldade, criando um ritmo de combate constante que mantém você sempre alerta.
O objetivo é simples na superfície: sobreviver ao maior número possível de hordas enquanto coleta bênçãos dos deuses e acumula recursos. No entanto, é nos detalhes que a jogabilidade brilha. Cada personagem jogável tem suas próprias habilidades, armas e estilo de combate, o que permite experimentar diferentes estratégias. Por exemplo, você pode escolher um guerreiro focado em ataques corpo a corpo devastadores, ou um arqueiro ágil que prefere manter distância enquanto lança flechas mortais.
O grande destaque está na progressão dentro das partidas. Conforme você derrota inimigos, ganha acesso a poderes divinos representados pelas bênçãos dos deuses nórdicos. Essas bênçãos atuam como upgrades temporários que podem transformar completamente o jeito de jogar. Uma partida em que você se concentrou em aumentar o dano de área, por exemplo, pode ser bem diferente de outra onde você optou por buffs de velocidade ou regeneração de vida. Essa variedade mantém o gameplay sempre fresco e cheio de possibilidades.
Além disso, o jogo incorpora um sistema de meta-progressão fora das partidas. Isso significa que mesmo quando você é inevitavelmente derrotado, os recursos coletados durante a partida podem ser usados para desbloquear novos personagens, melhorar atributos básicos ou adquirir novas habilidades permanentes. Essa mecânica dá aquela motivação extra para continuar jogando e experimentando.
Os mapas também são um show à parte. Cada nível traz cenários inspirados na mitologia nórdica, como florestas geladas, cavernas repletas de lava e campos de batalha cobertos de neve e sangue. Eles não são apenas bonitos, mas também oferecem desafios específicos, como armadilhas e pontos estratégicos para usar a seu favor.
Os combates contra chefes são outro ponto forte. Esses encontros são épicos, trazendo inimigos colossais com padrões de ataque complexos. Derrotá-los exige mais do que força bruta – você precisa observar, planejar e adaptar sua estratégia rapidamente. E claro, a sensação de finalmente derrubar um desses monstros é extremamente recompensadora.
DIREÇÃO DE ARTE
Desde o momento em que você entra no jogo, fica claro que os desenvolvedores colocaram um cuidado especial em cada detalhe visual, criando um mundo que é ao mesmo tempo desolador e épico.
O design dos cenários é impressionante e cheio de personalidade. Cada mapa reflete a essência dos reinos da mitologia nórdica, como campos gélidos cobertos por neve e ossos, florestas sombrias iluminadas por uma luz fantasmagórica e cavernas vulcânicas cheias de lava incandescente. O uso de cores é magistral, com tons escuros e frios dominando grande parte da paleta, criando um contraste marcante com os efeitos brilhantes das bênçãos divinas e os ataques das hordas inimigas. Essa combinação dá ao jogo uma identidade visual forte, enquanto reforça a sensação de perigo constante.
Os inimigos e chefes são outro destaque na direção de arte. Cada criatura parece ter saído diretamente de um conto nórdico, desde draugrs e trolls até bestas colossais que parecem personificações de pesadelos. Eles são ricos em detalhes, com designs que variam de grotescos a majestosos, deixando claro que cada oponente foi pensado para ser memorável. As animações também ajudam a dar vida a esses monstros, com movimentos fluidos e ataques visualmente impactantes que tornam cada encontro ainda mais intenso.
Já os personagens jogáveis são outro exemplo do cuidado artístico do jogo. Cada herói tem um design que reflete sua personalidade e estilo de combate, desde armaduras rústicas e cheias de detalhes até armas que brilham com runas místicas. Essa atenção aos detalhes ajuda a criar uma conexão maior com os personagens, além de contribuir para a imersão no universo do jogo.
Os efeitos visuais são um espetáculo à parte. As bênçãos dos deuses, por exemplo, vêm acompanhadas de animações e brilhos que destacam sua divindade e poder. É impossível não sentir aquele arrepio ao ver seu personagem sendo envolvido por raios de Thor ou uma aura flamejante de Loki enquanto você devasta as hordas inimigas. Esses pequenos toques fazem toda a diferença na hora de elevar a experiência de combate.
Por fim, a direção de arte também se estende à interface do jogo, que é funcional e estilosa. Ícones, menus e textos utilizam um design inspirado em runas e padrões nórdicos, reforçando a temática sem comprometer a clareza ou a navegação.





CONCLUSÃO
Jötunnslayer: Hordes of Hel é aquele tipo de jogo que te prende do início ao fim, seja pela ação frenética, pela ambientação imersiva ou pelas infinitas possibilidades de customização e progresso. Ele pega o melhor dos roguelikes de sobrevivência e mistura com uma dose generosa de mitologia nórdica, criando uma experiência que é tão desafiadora quanto recompensadora. Desde os cenários impressionantes e inimigos aterrorizantes até a satisfação de derrotar uma horda particularmente brutal ou derrubar um chefe colossal, cada momento no jogo é eletrizante.
Claro, ele não é perfeito. Como qualquer roguelike, a dificuldade pode ser desanimadora para quem não está acostumado com esse tipo de experiência, e há momentos em que a repetição de algumas mecânicas pode pesar. Mas essas questões são facilmente superadas pelo prazer de explorar tudo o que o jogo tem a oferecer, especialmente para quem curte um desafio ou é fã do universo nórdico.
