“é uma experiência que vale a pena, especialmente para fãs de metroidvanias mais desafiadores”.
REVIEW | GRIME II
Agradecemos a Kwalee pelo envio da chave de imprensa
HISTÓRIA/PREMISSA
GRIME II é um metroidvania de ação e aventura em que você controla um Sem Forma, um reflexo da arte, capaz de absorver criaturas e invocar moldes inspirados em suas formas. Aqui, o jogador se aventura por uma nova e misteriosa terra no universo de GRIME, onde cada canto guarda perigos e maravilhas. Também é possível usar o ambiente ao seu favor junto dos moldes invocados para derrotar inimigos letais e chefes épicos, enquanto explora um mundo profundo, repleto de culturas e personagens únicos.
Em relação à história, posso dizer que ela é bem sólida, mas nada de muito especial. É uma narrativa típica de soulslike, na qual você é um personagem sem nome com um objetivo a seguir, nada muito fora do comum. Os personagens não ajudam muito, pois, por mais que sejam carismáticos, não contribuem tanto para a narrativa e dificilmente serão memoráveis.
GAMEPLAY/JOGABILIDADE
A gameplay de GRIME II, para mim, foi o ponto mais alto do jogo, pois é muito fácil se engajar e ela se torna cada vez mais recompensadora conforme você domina as mecânicas. O sistema de absorção continua sendo o grande diferencial, trazendo uma boa variedade de builds e estilos de jogo, já que cada molde oferece ataques únicos que podem ajudar bastante no combate, tornando-o muito mais divertido.
O combate é desafiador na medida certa, exigindo timing, leitura de inimigos e muita paciência. Em alguns momentos, o jogo pode até punir demais erros pequenos, tornando-se bastante punitivo, mas isso acaba fazendo com que cada vitória seja ainda mais satisfatória.
Em relação à exploração, sinto que ela não foi tão boa quanto poderia ser. Em um metroidvania, explorar é algo crucial para mim, mas aqui parece que isso foi pensado mais para estressar o jogador com desafios longos e difíceis como o Path of Pain de Hollow Knight do que para dar a sensação de recompensa. É legal ter desafios difíceis durante a exploração, mas quando quase todos os lugares apresentam esse tipo de obstáculo, você acaba desmotivado a continuar explorando e prefere seguir com a missão principal.
DIREÇÃO DE ARTE E TRILHA SONORA
Visualmente, GRIME II mantém uma identidade muito única. O estilo artístico mistura o grotesco com uma estética que remete à pintura, o que me lembrou um pouco Clair Obscur: Expedition 33, criando cenários estranhos e memoráveis na medida certa.
A trilha sonora combina muito bem com o jogo, ajudando a construir a atmosfera e sendo marcante por si só. Ela cumpre bem seu papel, principalmente durante as batalhas contra chefes e nos momentos mais tensos da exploração.



GRIME II é uma sequência que acerta principalmente onde mais importa: na gameplay. O sistema de absorção continua sendo um grande diferencial, trazendo variedade e tornando o combate extremamente satisfatório, mesmo com seu alto nível de dificuldade e momentos mais punitivos.
Por outro lado, o jogo tropeça em aspectos importantes para o gênero, especialmente na exploração, que, em vez de incentivar a curiosidade do jogador, muitas vezes acaba frustrando com desafios excessivos. A história também não se destaca, seguindo uma fórmula já conhecida, sem grandes surpresas.
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Gosto de joguinhos eletrônicos! Fã da Remedy, Kojima e Fromsoftware I’m no hero. Never was, never will be.

Respostas de 2
Muito legal ein.