Chave recebida via StridePR

Everhood 2 é um jogo de RPG de ação não convencional, lançado em 4 de março de 2025 para PC e Nintendo Switch. Desenvolvido por Chris Nordgren e Jordi Roca, e publicado pela Foreign Gnomes, o jogo é uma sequência de Everhood, lançado em 2021. ​

“Surreal, profundo e repleto de simbolismos

PREMISSA/NARRATIVA

Everhood 2 é uma experiência singular que desafia convenções narrativas e mecânicas tradicionais. O jogo coloca o jogador no controle de um viajante sem nome, que, após perder a própria voz, recebe uma proposta enigmática de um corvo antropomórfico: derrotar o poderoso Dragão da Mente para recuperar sua identidade. A partir desse ponto, a jornada se desenrola por um mundo bizarro, habitado por criaturas excêntricas e repleto de desafios rítmicos que testam reflexos e percepção.

O jogo possui um modo história bem definido, embora seja contado de maneira não convencional. Ao invés de seguir uma narrativa linear, Everhood 2 aposta em uma abordagem onírica e filosófica, onde o jogador encontra personagens misteriosos, resolve enigmas e enfrenta batalhas que mais parecem danças coreografadas ao ritmo da música.

Cada encontro adiciona camadas de significado à jornada, levantando questionamentos sobre existência, identidade e o conceito de alma.

Diferente de RPGs convencionais, Everhood 2 não se preocupa em fornecer respostas diretas. Em vez disso, ele convida o jogador a interpretar sua própria experiência, explorando um universo que desafia a lógica e mergulha no absurdo, no humor e na introspecção.

Essa abordagem faz com que cada jogatina seja única, pois a maneira como o jogador interage com o mundo pode afetar a forma como a história é percebida.

GAMEPLAY/JOGABILIDADE

A jogabilidade de Everhood 2 mantém a essência experimental do primeiro jogo, combinando combate rítmico com elementos de bullet hell, resultando em uma experiência fluida, desafiadora e imprevisível. O jogador precisa desviar, bloquear e refletir ataques inimigos, tudo sincronizado com a trilha sonora única de cada batalha. Diferente dos tradicionais jogos de ritmo, onde o foco é acertar notas no tempo certo, aqui a mecânica gira em torno da sobrevivência, exigindo atenção total ao padrão dos ataques.

Além das batalhas musicais, Everhood 2 oferece um mundo aberto para exploração, onde o jogador encontra personagens excêntricos, resolve enigmas e interage com cenários abstratos que desafiam a lógica. A movimentação entre os ambientes é fluida, e a progressão é impulsionada por uma estrutura não linear, permitindo que o jogador descubra novas áreas e desafios no próprio ritmo.

No entanto, a jogabilidade não é isenta de problemas. A curva de aprendizado pode ser bastante desafiadora, especialmente para jogadores que não estão acostumados com o gênero.

Alguns segmentos apresentam picos de dificuldade abruptos, tornando certas batalhas frustrantes. Além disso, embora os padrões dos inimigos sejam bem elaborados, em algumas ocasiões a repetição de mecânicas pode gerar um leve senso de previsibilidade, impactando a diversidade do desafio ao longo da campanha.

Apesar dessas pequenas falhas, Everhood 2 entrega uma experiência única e imersiva. Seu sistema de combate exige precisão, reflexos e adaptação, proporcionando momentos intensos e memoráveis. Se você busca um jogo que reinventa a maneira como interagimos com música e desafios rítmicos, esta sequência não decepciona.

DIREÇÃO DE ARTE/ASPECTOS TÉCNICOS

A direção de arte de Everhood 2 é uma de suas marcas registradas, criando um universo que desafia a lógica e mergulha em um surrealismo psicodélico.

O jogo adota um visual pixel art estilizado, mas não se limita a essa estética retro – ele constantemente brinca com formas, cores e efeitos visuais que distorcem a realidade, criando uma atmosfera única. Cada cenário parece saído de um sonho, alternando entre paisagens vibrantes e minimalistas até cenários abstratos que evocam um sentimento de mistério e inquietação.

As batalhas são onde a arte realmente brilha. Os ataques dos inimigos são traduzidos em ondas de luz, explosões cromáticas e padrões geométricos, tornando cada confronto uma experiência quase hipnótica. A combinação entre música e visuais transforma as lutas em verdadeiras coreografias audiovisuais, dando ao jogo um ritmo próprio que vai além da simples jogabilidade.

No quesito técnico, Everhood 2 se mantém estável na maior parte do tempo, mas não está livre de falhas. Pequenos problemas de input lag em algumas batalhas podem atrapalhar a precisão dos comandos, especialmente em momentos mais caóticos.

Além disso, a câmera pode se tornar um pouco instável em determinados trechos da exploração, dificultando a percepção espacial.

CONCLUSÃO

Everhood 2 é uma experiência única que mistura combate rítmico inovador, narrativa filosófica e uma direção de arte psicodélica. Sua jogabilidade desafiadora e batalhas coreografadas tornam cada confronto memorável, apesar de picos abruptos de dificuldade. Visualmente, o jogo encanta com seu surrealismo, embora pequenos problemas técnicos possam surgir. No geral, é uma aventura ousada e artisticamente impactante, que recompensa quem se entrega à sua proposta incomum.

By Ramos Bueno

Press manager, criador de conteúdos e redator de notícias sobre universo gamer, nerd e geek. TikTok: ramosbuenojoga

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