CONFORTO? TEMOS
A primeira coisa que percebi no M5 foi o peso. Não chega a ser exagerado, mas também não é daqueles controles levinhos que parecem vazios por dentro. Ele passa a sensação de algo bem montado, firme, sem folgas, sem estalos.
A pegada é boa, com um formato próximo ao padrão do Xbox (afinal, é praticamente o padrão do PC), então quem já está acostumado com a linha da Microsoft vai se sentir em casa.
A textura na parte traseira ajuda bastante na aderência e dá aquela confiança na hora de fazer movimentos mais precisos em jogos de tiro ou corrida. Os botões ABXY têm um clique suave, pouco barulho e rápido, e o D-Pad com micro switches foi um dos pontos que mais me surpreendeu, finalmente um D-Pad de controle alternativo que não parece uma tampa de Tupperware.
HALL EFFECT – DRIFT? AQUI NÃO
Os analógicos são o grande destaque. Eles usam Hall Effect, uma tecnologia magnética que evita desgaste físico. Isso significa que o risco de drift (aquele momento em que o personagem anda sozinho para a esquerda e você entra em desespero) é drasticamente reduzido a 0.
Na prática, senti os sticks extremamente precisos (mas precisa de adaptação, pois são bem sensíveis), com movimento suave e sem ponto morto estranho no centro. Em jogos como como fps ou que exigem movimentações precisas dos analógicos, isso faz toda a diferença.
SEM FIO E VAI ALÉM DO PC
O M5 usa um dongle USB de 2.4 GHz, e eu sempre fico com um pé atrás com esse tipo de conexão, porque já tive experiências catastróficas com interferência. Dessa vez, a conexão se manteve estável.
A latência é muito baixa, e isso fica claro quando você entra em jogos mais sensíveis ao tempo de resposta. Não senti atraso, travadinhas ou quedas de conexão. Por outro lado, você precisa conviver com o dongle, perder isso é igual perder a chave de casa. Sem ele, nada funciona. Se para você apenas a conexão cabeada é viável, não tem problema, pode usar ele 100% no cabo.
Outra coisa que me ganhou foi a compatibilidade. Usei o controle no PC, Xbox Series S e Switch, e ele reconheceu tudo numa boa. Para quem gosta de alternar plataforma, como eu, isso é uma mão na roda.
Sem complicação, sem software obrigatório, sem malabarismo. Pluguei, ele conectou. Simples assim.
EXTRAS? TEMOS
Os gatilhos são analógicos e possuem uma função de “trigger stop”, algo que normalmente só vejo em controles mais caros. Resumindo, dá para reduzir o curso do gatilho, deixando a resposta mais rápida. Em jogos de tiro, isso é sensacional e jogos de lutas exigem mais velocidade para tudo, esse recurso também pode fazer diferença.
A vibração é ajustável e funciona bem. Não chega ao nível de um controle premium, mas é consistente e não parece barata. Já o RGB nos analógicos não faz muita diferença no gameplay, mas deixa o controle com aquela carinha gamer que brilha no escuro. Pelo menos dá para desligar se não for sua praia.
Os botões extras na traseira (M1–M4) também são bem-vindos. Dá para configurar macro, sensibilidade e outras firulas direto no controle, sem depender de software. Para quem joga competitivo ou gosta de automatizar funções repetitivas, isso é ouro.
BATERIA
Aqui está um ponto onde o Ferrox M5 não impressiona, mas também não perde. A bateria interna tem cerca de 800 mAh de capacidade. Isso me deu algo entre 6 e 8 horas de uso contínuo. Para um controle com RGB, vibração e recursos avançados, eu já esperava algo nessa faixa, mas ainda assim senti falta de pelo menos umas 12 horas.
Não chega a ser um problema grave, mas é bom estar preparado. Se você joga sessões longas, já deixe o cabo separado. E claro, tudo depende da intensidade da vibração e dos RGB ligados.
CONCLUSÃO
No fim das contas, o QRD Ferrox M5 me entregou algo que vários controles “alternativos” tentam, mas poucos conseguem, sensação real de upgrade.
A construção é sólida, os analógicos com Hall Effect mudam o jogo completamente, os ajustes são úteis, a compatibilidade é ampla e a latência é baixíssima. Para mim, é um controle que se posiciona acima da média dos genéricos e abaixo dos premiums mais caros, uma espécie de “meio termo”, com preço bem mais amigável do que um Elite ou equivalente.
Claro que não é perfeito. A bateria podia durar mais, o peso talvez incomode algumas pessoas e tem quem prefira um software para configurar do que usar atalhos no próprio controle. Mas, honestamente? No conjunto, ele vale cada centavo para quem quer um controle confortável, preciso e cheio de recursos sem gastar o valor de um controle oficial de luxo.
Depois de passar um bom tempo jogando com ele, posso dizer que o QRD Ferrox M5 me surpreendeu. É um controle que entrega mais do que promete, especialmente quando falamos de precisão e recursos. Não é apenas “bom para o preço”, ele é realmente bom, ponto.
Para quem quer um controle confiável, moderno e versátil, ele é uma opção extremamente forte. E para quem usa várias plataformas no dia a dia, melhor ainda.

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