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Review de UNSEEN LAND: INTO THE MIST | PC (Acesso Antecipado)

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O Patobah agradece a NetOps Inc. pela licença e confiança

Review de UNSEEN LAND: INTO THE MIST | PC (Acesso Antecipado)

UNSEEN LAND: INTO THE MIST chega com aquela promessa clássica de RPG de fantasia sombria.

Temos um continente pacífico chamado Veridia, o qual foi devastado quando uma entidade de outra dimensão abriu fissuras que começaram a liberar monstros por todo o mundo. No meio do caos, você acorda como um simples fazendeiro e caçador que precisa empunhar uma espada e salvar o reino.

A ideia é boa. O problema é que, quando você realmente começa a jogar, fica claro que o projeto ainda está longe de alcançar o que promete.

O jogo tenta misturar vários gêneros ao mesmo tempo: RPG de ação, sobrevivência, exploração em mundo aberto e crafting. Ele também promete uma progressão profunda de personagem, batalhas contra hordas de monstros e cooperação online para até quatro jogadores.

Tudo isso parece ótimo na teoria.

Na prática, a experiência atual lembra mais um protótipo de RPG do que um mundo realmente vivo.

JOGABILIDADE

O combate é claramente inspirado em ARPGs tradicionais. Você anda por campos abertos enfrentando criaturas que saem das fendas dimensionais enquanto coleta recursos e melhora o personagem.

O problema é que o combate parece inacabado.

Os golpes têm pouco impacto, as animações são simples e as batalhas muitas vezes se resumem a repetir ataques até o inimigo cair. Falta variedade de habilidades e falta aquela sensação de que cada luta exige algum tipo de estratégia.

Os inimigos também não ajudam muito. Apesar da promessa de criaturas com padrões distintos, na prática muitos parecem agir da mesma forma.

Depois de algumas horas, você percebe que a maioria dos encontros é resolvida da mesma maneira.

O mundo de Veridia tenta criar uma sensação de escala com grandes campos e zonas abertas de batalha.

Só que grande parte dessas áreas parece vazia.

Você anda bastante, encontra algumas criaturas, coleta recursos e segue em frente. Falta variedade de eventos, falta densidade de conteúdo e falta aquele sentimento de descoberta que faz um RPG de exploração realmente funcionar.

Em vez de parecer um mundo cheio de segredos, muitas áreas parecem apenas grandes espaços para caminhar.

O jogo promete um sistema de evolução mais profundo que apenas subir de nível, permitindo que o jogador desenvolva estilos diferentes de combate.

Na versão atual do Early Access, porém, essa profundidade ainda não aparece claramente.

Existem sistemas de crafting, habilidades e progressão, mas eles são pouco explicados e não parecem ter impacto grande no gameplay inicial.

Isso cria um problema comum em jogos independentes em acesso antecipado: sistemas promissores que ainda não mostram todo o potencial.

DIREÇÃO DE ARTE

Visualmente, UNSEEN LAND tenta seguir o estilo dark fantasy clássico.

Ambientes com névoa, ruínas antigas e campos devastados ajudam a criar uma atmosfera interessante. O problema é que o acabamento técnico é limitado.

Texturas simples, animações básicas e efeitos visuais modestos fazem o jogo parecer um projeto menor. Isso não é necessariamente ruim, mas deixa claro que o orçamento aqui é limitado, e talvez o nível de conhecimento técnico também.

PONTOS POSITIVOS

🟢Atmosfera dark fantasy interessante;
🟢Ideia de mundo aberto com exploração livre;
🟢Sistema de progressão com potencial futuro;
🟢Modo cooperativo.

PONTOS NEGATIVOS

🔴Combate simples e pouco impactante;
🔴Animações de combate e padrões do inimigos;
🔴Mundo aberto grande, mas vazio;
🔴Variedade pequena de inimigos;
🔴Sistemas de progressão não é muito claro;
🔴Falta de polimento geral;

CONCLUSÃO SOBRE O ESTÁGIO ATUAL

Os próprios desenvolvedores deixam claro que o jogo ainda está em desenvolvimento e deve permanecer em Early Access por cerca de 1 a 2 anos, período em que pretendem adicionar novas regiões, mais monstros, melhorias no combate e sistemas de personalização mais profundos.

Isso explica muitas das limitações atuais.

Mas também reforça a sensação de que o jogo entrou em acesso antecipado cedo demais.

O conceito de explorar um mundo destruído por fendas dimensionais, evoluir seu personagem e enfrentar hordas de monstros poderia funcionar muito bem.

Mas no estado atual, o jogo ainda parece um rascunho do que pretende ser.

O combate precisa de mais profundidade, o mundo precisa de mais vida e os sistemas precisam de melhor explicação e equilíbrio.

Talvez daqui a um ou dois anos ele se transforme em um RPG sólido. Hoje? Impossível de recomendar.

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JOGOS EM ACESSO ANTECIPADO NÃO RECEBEM NOTA

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