O Patobah agradece a Top Hat Studios, Inc pela licença do game

Agradeço ao grupo Patobah e aos estúdios responsáveis pela distribuição Top Hat Studios, Inc. e Doyoyo Games por confiarem no meu trabalho para analisar Under the Island.
Esse é o primeiro game desenvolvido pelo estúdio Slime Kings Games, o jogo pertence ao gênero RPG de ação 2D com vista de cima, muito semelhante a títulos como The Legend of Zelda: The Minish Cap, mas mantém com foco na exploração e resolução de puzzles.
Joguei o game via Steam, mas também está disponível no Playstation, Xbox e Nintendo Switch.
História/Premissa
O game se inicia em uma cena de viagem de carro com Nia e seus pais conversando sobre se mudar para uma ilha afastada conhecida como Seashell para que eles possam realizar uma pesquisa sobre as antigas ruínas da ilha que aparentemente possuem qualidades místicas, Nia que é uma adolescente não gosta muito da ideia por não ter amigos e pelo motivo da ilha não ter sinal de celular devido às fortes tempestades que a atingem durante a conhecida “wild season”, mas acaba sendo convencida por sua mãe a dar uma chance ao novo lar. Quando chegamos a vila Koala o game começa e precisamos explorar a pequena cidade e conversar com os moradores, tudo indica que precisamos conhecer o famoso santuário que fica no centro da vila e ao chegarmos lá conhecemos Avocado, uma menina que nos guia pela cidade e nos alerta que tocar no santuário é estritamente proibido, mas Nia ignora todos os avisos e diz que essa regra é apenas superstição e é nesse momento que tudo vira de cabeça para baixo, o chão do santuário abre e as duas caem em uma ruína subterrânea desconhecida onde são apresentadas a um ser místico de uma raça já extinta chamado Togashi e ele nos diz que a ilha está prestes a ser destruída por que alguém roubou as engrenagens que mantinham o dispositivo que protege a ilha e como a temporada de tempestades começou não há como evacuar os cidadãos, portanto a única forma de evitar esse desastre é recuperar as quatro engrenagens roubadas. Togashi nos orienta para onde devemos começar a procura, ele avisa que o caminho pode ser perigoso e então nos dá nossa “espada” mas alguém chegou antes e a levou sobrando apenas um taco de hokey para lutarmos contra inimigos. A partir daqui o game nos deixa livre para explorar os diversos biomas presentes como o deserto e as florestas, conversar com mais personagens e conhecer mais sobre a ilha e seus mistérios. A campanha está lá, mas não é o atrativo do game, o que mais chama a atenção são as side quests e a exploração do mundo aberto.
Gameplay
O game consiste basicamente em:
- Explorar o mundo aberto;
- Desbloquear habilidades e itens para auxiliar o progresso da história;
- Lutar contra inimigos usando diversas armas e estratégias para cada situação;
- Resolver puzzles, alguns são simples, mas outros requerem mais atenção;
- Conversar com NPCs, receber pedidos e ajuda-los;
- Caçar tesouros dentro de dungeons.
Em momento algum eu me senti cansado ou achei que o game estava sendo repetitivo, estamos sempre aprendendo mecânicas novas e realizando missões diferentes como entregar cartas, ajudar um personagem a construir sua casa ou focar em melhorar nossa personagem coletando moedas de coração para aumentar a quantidade de vida máxima ou buscando materiais para melhorar seus equipamentos como madeira e pedra. O game soube como apresentar um mundo aberto de boa qualidade e como deixa-lo denso, mas sem inflar demais com conteúdo repetido sem falar que a exploração recompensa o jogador na medida certa. Não se engane pelo visual acolhedor, existem muitos inimigos e chefes desafiadores e partes difíceis, o game deixa bem claro até onde podemos ir com avisos de placas e personagens, ignorar esses avisos pode custar caro.
O charme dos anos 90
O game possui uma belíssima pixel art e visual acolhedor, em sua descrição os desenvolvedores afirmam que buscaram resgatar o estilo artistico dos jogos dos anos 90 e atingiram objetivo com sucesso tanto na parte gráfica quanto na parte sonora. Os inimigos possuem os mais diversos designs e habilidades únicas sem falar nos efeitos de combate, o que traz uma ampla diversidade e sensação de estar presenciando algo novo a todo momento, mas também o jogo brilha em seus cenários, personagens e objetos, tudo dentro dele é feito com muito carinho. A trilha sonora do game é um show à parte, desde a música do menu as músicas únicas de cada região, sem falar das músicas momentâneas, ou seja, quando estamos em combate a trilha é voltada para algo mais tenso e épico, já quando estamos em um local seguro a trilha fica mais calma e acolhedora. Um detalhe muito interessante é que podemos colecionar as músicas que encontramos pelo mundo e ouvi-las em nosso toca fitas .
Qualidade técnica
Não há que se falar acerca de bugs, travamentos ou crashes em Under the Island, o game é muito bem polido, otimizado e funcional, tudo está em seu devido lugar e o estúdio responsável deve estar muito orgulhoso do resultado de seu primeiro game. O único “problema” que encontrei foi com algumas animações de animais e dos carros que passam pela estrada.

Apaixonado por jogos que desafiam, especialmente no cenário indie. Produzo análises com opinião honesta, senso crítico e compromisso com a transparência editorial.
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