Uma Caçada Brutal sob o Ritmo do Heavy Metal
O gênero de mundo aberto e sobrevivência costuma seguir fórmulas bem estabelecidas, mas de tempos em tempos surge algo que tenta quebrar o molde. The Axis Unseen, desenvolvido por Nate Purkeypile (veterano de títulos como Skyrim e Fallout), é exatamente essa tentativa. Recentemente, recebi a chave do jogo diretamente do estúdio e mergulhei nessa experiência de “Heavy Metal Horror” que mistura caça, misticismo e uma interface totalmente orgânica.
Um Mundo de Pesadelos e Acordes
Desde o primeiro momento, The Axis Unseen deixa claro que sua maior força reside na atmosfera (Nota: 70) e, principalmente, no seu design sonoro (Nota: 90). O jogo não te recebe com tutoriais extensos, mas sim com uma trilha sonora de Heavy Metal que dita o tom da tensão. Aqui, você não é um semideus; você é um caçador munido de um arco e flecha em uma terra onde o folclore ganha vida de forma aterrorizante.
O mundo é visualmente impactante, com uma estética Dark Fantasy que justifica a nota 75 em Gráficos. As criaturas são o ponto alto: desde lobos sinistros até seres colossais que apelidei de “Homens Árvore”, além do icônico e intimidador Pé Grande. O senso de escala é real e o medo de ser caçado enquanto você rastreia sua presa é constante.
Inovação que Salta aos Olhos (e ao Arco)
Onde o jogo realmente brilha é na sua Inovação e Originalidade (Nota: 90). O maior exemplo disso é o HUD diegético. Esqueça barras de vida coloridas ou contadores de munição no canto da tela. Todas as informações vitais sua estamina, energia mágica e quantidade de flechas estão gravadas e representadas visualmente no seu próprio arco.
Essa escolha de design força o jogador a estar presente no mundo. Para saber se você tem energia para uma flecha mágica, você precisa olhar para a sua arma. É imersivo, inteligente e um exemplo que outros estúdios de grande porte deveriam observar.

A Jornada do Caçador: Gameplay e Progressão
A jogabilidade (Nota: 65) é um misto de sensações. O rastreamento é excelente: você precisa usar seus sentidos, observar pegadas, rastros de sangue e ouvir atentamente a direção dos sons. A exploração recompensa o jogador com altares que concedem magias e portais que levam a uma dimensão de upgrade, permitindo aumentar vida e capacidade de carga.
No entanto, o combate ainda carece de refinamento. Embora a temática seja envolvente, a movimentação durante os confrontos e o impacto das flechas nas criaturas parecem um pouco “travados”, o que tira parte da adrenalina que o clima de terror constrói. É um sistema funcional, mas que poderia ser mais fluido para acompanhar a grandiosidade dos monstros.
O Outro Lado da Moeda
Apesar da ambientação incrível, a História e Narrativa (Nota: 45) acabam ficando em segundo plano. O jogo opta por uma abordagem muito minimalista e críptica, o que pode deixar jogadores que buscam um enredo mais guiado um pouco perdidos ou desmotivados a entender o “porquê” daquele mundo.
No campo do Desempenho Técnico (Nota: 75), o jogo entrega uma experiência sólida, mas com espaço para otimizações, especialmente considerando a densidade da vegetação e os efeitos de partículas das magias.
Veredito Final
The Axis Unseen é uma obra de paixão que exala personalidade. Ele não tenta agradar a todos, focando intensamente na imersão e no estilo. Para quem busca uma experiência diferente de tudo o que há no mercado e não se importa com um combate menos polido em troca de uma atmosfera única, é uma recomendação certa.
Destaque Positivo: O sistema de HUD no arco é uma das coisas mais criativas que vi nos últimos anos. Ponto a Melhorar: O combate precisa de mais fluidez para se tornar tão satisfatório quanto a exploração.
Nota Final - 69%
69%

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
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