Super Bomberman Collection é uma coletânea robusta, nostálgica e uma ode a uma franquia de jogos que, em sua simplicidade, conquistou uma geração inteira de fãs apaixonados como eu. Com modo de ataque aos chefes, designs exclusivos da época, artes de manuais, cartuchos e os dois jogos de NES como bônus, a coletânea merece seu lugar na biblioteca de qualquer jogador que se preze.
Lembro-me das manhãs de sábado sem me preocupar com nada; dos cartuchos piratas que ganhava de minha querida avó por ir bem na escola. Um deles? Super Bomberman, de 1993. A primeira vez assoprando o cartucho e me virando para entender as mecânicas… Bomberman marcou meu início como jogador e eu não poderia estar mais feliz ao reviver essas emoções. Os cinco jogos lançados para Super Nintendo são os melhores e, de fato, marcaram uma época mais simples. A Konami, após errar com a série R, parece querer usar a franquia como laboratório e resolveu trazer de volta essa fórmula tão simples e viciante.
Eu quero que você se exploda… NÃO, ESPERA!
A mecânica de Bomberman é direta: exploda tudo com sua bomba em cenários lotados de blocos, colete itens para fortalecer a chama, pegue bombas extras para colocar mais de uma e vá para o próximo estágio. Certo? Porém, existem inimigos que comem suas bombas, atravessam paredes e precisam de mais de uma explosão para serem derrotados. Há o cuidado de não explodir o local de onde eles saem, para não revivê-los, e o fato de você poder morrer com a própria bomba adiciona uma camada irônica de estratégia.
Aí entra a graça da franquia: conforme os jogos avançam, mais mecânicas são incrementadas. Atravessar a própria bomba ou as paredes de blocos; socar, pegar com a mão e até chutar a bomba… Divertido como sempre! Outra camada de complexidade nos jogos mais recentes são as montarias. Os coelhos são divertidíssimos de controlar, e cada um tem um efeito distinto e sortido. A coisa vai ficando tão intuitiva que seu cérebro absorve completamente cada uma dessas funções. Bomberman é um jogo difícil e de estratégia? Sempre foi, mas aprender a lidar com essas mecânicas é um deleite.
Se é bom sozinho, com amigos então…
Eu peço: joguem os modos de batalha com amigos. É incrivelmente divertido e, meu Deus, como essa mecânica continua fantástica! Geralmente são de 8 a 10 cenários. Alguns são simples, mas os que têm modificadores são os mais engraçados. De bombas que se potencializam se colocadas em espaços específicos até carrinhos de mina que atropelam inimigos, é sempre didático e divertido criar o caos. Os jogos a partir do número 3 também possuem modificadores, como o jogador que morreu interferir na arena jogando bombas de cima. E a mecânica de você voltar à arena se explodir um inimigo frustra e “lava a alma” na mesma medida. Bomberman foi incrível e continua incrível em sua simplicidade.
Sete jogos pelo preço de um. MAS poderiam ter mais…
Minha única ressalva é que poderia ter havido um esforço maior para deixar a coletânea mais completa. Faltaram os maravilhosos Party Edition, World e Fantasy Race do PS1 — este último, um jogo de corrida engraçadíssimo no estilo Mario Kart. Bomberman 64 também poderia ter vindo, assim como as versões de Mega Drive e Sega Saturno. Mas, enfim, ao menos a linha “Super” é robusta o suficiente para fazermos vista grossa a esse fato.
O PATOBAH AGRADECE A KONAMI BRASIL PELA LICENÇA

Crítico do patobah.com.br e apresentador do Patotícias no Youtube: @PatobahOficial
