O gênero de terror e ficção científica acaba de ganhar um novo padrão de imersão. Após testar intensamente Routine, o mais recente lançamento do estúdio Masamune, posso afirmar com segurança: o espaço nunca foi tão claustrofóbico e visualmente deslumbrante.
Atmosfera e Direção de Arte
Desde o primeiro contato, Routine impressiona pela sua estética Cassette Futurism uma visão tecnológica dos anos 80 aplicada a uma base lunar abandonada. No Xbox Series X, o desempenho é impecável, entregando gráficos de altíssima fidelidade com uma iluminação volumétrica e efeitos de fumaça que não servem apenas para “enfeitar”, mas para construir uma tensão constante. Cada corredor escuro parece esconder uma ameaça, e o design de som minimalista garante que cada estalo na estação faça você olhar por cima do ombro.
Inovação na Jogabilidade: A Ferramenta CAT
O grande trunfo de Routine reside na sua interface, ou melhor, na falta dela. O jogo abdica de qualquer HUD (barra de vida, mapa ou mira na tela), forçando o jogador a depender inteiramente da ferramenta CAT.
Este dispositivo multifuncional é o seu único elo de sobrevivência:
- Navegação e Objetivos: Você deve conectar a ferramenta em terminais para saber o que fazer e também para salvar o jogo.
- Combate e Defesa: É possível paralisar robôs temporariamente com choques, mas o combate é uma medida de desespero.
- Gestão de Recursos: A CAT consome bateria. Usá-la para abrir portas ou se defender exige que você encontre pilhas espalhadas pela base, criando um ciclo de exploração arriscado, porém extremamente recompensador.
Uma Experiência de Vulnerabilidade
Diferente de outros jogos do gênero, aqui você não é um herói. A movimentação é realista, permitindo que você espie por cima de objetos e se incline em esquinas para evitar o contato visual com os robôs que patrulham a estação. A sensação de ser caçado é onipresente, especialmente após o primeiro encontro com as máquinas, cuja perseguição é implacável.

Veredito: O “Pitaco do Paganotti”
Routine é uma aula de como criar suspense sem depender apenas de jump scares. É um game criativo, muito bem executado e que respeita a inteligência do jogador ao não “segurar sua mão”. Para os entusiastas de ficção científica e terror, é um título obrigatório que mostra o poder da nova geração de consoles.
Primeira Hora de Gameplay (Imersão Total em 4K):
Nota Final - 80%
80%

Review de Jogos / Criador de Conteúdo
Olá! Me chamo Rafael Paganotti e sou apaixonado por video games e jogos desde que me conheço por gente!